Você sabe como novas técnicas são aprendidas por cirurgiões em formação?

Aprender ou desenvolver uma nova técnica é um desafio para cirurgiões. Esse é um processo que demanda treinamento e prática em cenários muitas vezes não ideais

OpenClipart Vectors/Pixabay
(foto: OpenClipart Vectors/Pixabay)

Para diversas áreas, o primeiro passo para aprender uma nova técnica cirúrgica é ver alguém que já sabe executar o procedimento. Além disso, o estudo anatômico preciso da área a ser operada, visão tridimensional e planejamento, são essenciais para o sucesso desse processo de aprendizagem.

A seguir, o próximo passo é executar a técnica proposta, vista, estudada e planejada em algum modelo. Os modelos disponíveis para treinamento podem ser sintéticos, como modelos ósseos no caso do treinamento em ortopedia e, de forma mais real, em peças cadavéricas.

Executar procedimentos cirúrgicos em peças cadavéricas por muito tempo era uma realidade somente fora do país, em grandes centros e universidades nos quais o manejo e uso de cadáveres é facilitado e permitido por lei. Nos Estados Unidos e na Europa, o treinamento em cadáveres é extensamente difundido e faz parte do dia a dia da formação médica dos cirurgiões desses países.

No Brasil, por muito tempo, o acesso a esse tipo de curso de formação estava restrito a poucos centros em São Paulo, mas mesmo assim com um frequência aquém do necessário e desejado para uma boa formação cirúrgica.

Muito recentemente, tivemos uma excelente mudança nesse cenário de ensino com a inauguração do ITC-BH, o Instituto de Treinamento em Cadáveres em Belo Horizonte. Esse espaço reforça o pioneirismo mineiro nos avanços do ensino na medicina e coloca nosso estado em um patamar diferenciado no país.

Nesse fim de semana, terei o prazer de compor o quadro de professores do primeiro curso de Artroplastia do Tornozelo (ou prótese de tornozelo) do ITC, que está recebendo cirurgiões de pé e tornozelo de todo o Brasil para aprender a realizar esse tipo de cirurgia, que também é realizada de forma pioneira aqui em Minas Gerais por mim e pelo doutor Daniel Baumfeld, meu irmão. Esse curso terá a coordenação científica do doutor Daniel e dos doutores Roberto Zambelli e Gustavo Nunes, amigos e colegas que estão encabeçando esse projeto.

A perspectiva futura é tornar esse curso uma referência nacional, de modo a fortalecer cada vez mais o papel do nosso estado na vanguarda da formação em ortopedia nacionalmente.
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