O que é lipedema em membros inferiores?

O problema é ainda pouco conhecido, mesmo no meio médico, e muitas vezes pode ser confundido com obesidade, varizes ou linfedema

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(foto: Irenna86/Pixabay)

O termo edema é o nome científico que serve para caracterizar um inchaço em alguma parte do corpo. Já falamos em outro artigo sobre o linfedema, quando esse inchaço se deve ao acúmulo de linfa nos membros. Já o lipedema é definido como acúmulo de gordura, inchaço e falta de proporção em membros inferiores. É uma doença vascular que começa pelo comprometimento do sistema linfático, geralmente após eventos hormonais, causando formação e deposição de gordura de forma desproporcional, principalmente em glúteos e pernas.

A doença provoca aumento desproporcional e dor nos membros inferiores e afeta uma a cada dez mulheres. Geralmente, os pés são poupados desse aumento de tamanho, exceto nos estágios mais graves. Não se trata de uma deposição de gordura normal, mas de um tipo com maior facilidade para inflamação, tanto que a mulher com lipedema apresenta dores e hematomas, além do inchaço.

O lipedema evolui de forma crônica e geralmente é desencadeado por eventos hormonais, como puberdade, gestação e menopausa. O problema é ainda pouco conhecido, mesmo no meio médico, e muitas vezes pode ser confundido com obesidade, varizes ou linfedema. As mulheres com lipedema passam a conviver com o problema e não procuram auxílio médico, julgando se tratar de uma característica genética de sua família. No entanto, a ajuda do médico especialista é essencial.

A doença evolui progressivamente em estágios (estágio 1 sendo o mais leve e estágio 4 o mais avançado). Os sintomas persistirão e irão se agravar caso não haja tratamento, levando à limitação de movimentos e dificuldades para caminhar.

Quando a doença compromete também o sistema linfático, pode haver linfedema associado. A mulher tem dificuldades para diminuir as medidas das áreas do corpo afetadas. Realiza programas de emagrecimento, porém não percebe redução do volume dos membros acometidos pelo lipedema.

Há também a presença de hematomas, celulites e nódulos dolorosos nos membros, indicando ser um acúmulo de gordura com maior tendência à inflamação. A evolução dos períodos de inflamação e dor é cíclica. Há períodos com sintomas mais acentuados e outros com pouca sintomatologia.

A principal característica da doença é a desproporção. As mulheres relatam que retém líquidos, sentem como se as pernas fossem troncos e que há bolinhas dolorosas embaixo da pele.

O lipedema tem tratamento. As principais medidas são a dieta e as atividades físicas. Uma dieta balanceada e saudável, com eliminação do excesso de gorduras saturadas e açúcares é indispensável. Um acompanhamento e orientação por nutricionista é muito recomendável.

Com relação às atividades físicas, aquelas realizadas na água tem um maior benefício. Além de não terem impacto sobre as articulações, a pressão externa exercida pela água nos membros inferiores facilita o retorno venoso e linfático.

A drenagem linfática, o uso de meias de compressão elástica, abstenção do tabagismo e controle do sobrepeso também são importantes no tratamento.
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