O que é doença arterial periférica?

Problema nas artérias está diretamente relacionado aos fatores de risco para a aterosclerose

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(foto: PxHere)

A doença arterial periférica ocorre quando há um estreitamento ou obstrução do fluxo sanguíneo pelas artérias, principalmente ao nível das artérias dos membros inferiores. È uma condição que pode cursar de uma forma assintomática ou então causar os quadros de claudicação nas pernas e amputações dos membros nos casos mais graves.

A doença das artérias está diretamente relacionada aos fatores de risco para a aterosclerose, sendo os mais importantes:
 
- diabetes;
- hipercolesterolemia ( colesterol elevado);
- sedentarismo;
- fatores hereditários ( história familiar de doença arterial periférica, infarto ou derrame cerebral);
- idade avançada ( acima de 60 anos);
- pressão arterial elevada;
- altos níveis de homocisteína ( proteína que ajuda na sustentação dos tecidos).

No início, a doença se manifesta de forma assintomática ou silenciosa. A obstrução é pequena ou então compensada pela circulação colateral, que permite que o sangue chegue aos tecidos por vias alternativas de fluxo, por vasos de menor calibre que suprem a deficiência da circulação principal. Com o passar do tempo e com o agravamento das obstruções, o sangue que chega aos tecidos durante um movimento ou atividade física se torna insuficiente e o paciente apresenta dor ao caminhar, quadro conhecido como claudicação intermitente ( do latin “claudicare” ou mancar).

Quando se chega a esse ponto e na persistência dos fatores de risco (por exemplo, um paciente que continua fumando apesar das orientações médicas para parar), o paciente irá apresentar dor nas pernas mesmo sem movimentação, caracterizando o quadro que se chama de dor em repouso. Nessa fase, ocorre também a palidez e o frio nas extremidades, podendo as mesmas também ficarem com coloração azulada, condição chamada de cianose. Ocorre também perda de pêlos nas pernas e crescimento lento das unhas dos pés.
Nos casos mais avançados, o paciente irá apresentar feridas nos dedos, pés e pernas que não cicatrizam. Nesse ponto, o risco de evolução para uma amputação já é bastante alto, exigindo já nesse ponto uma intervenção para desobstrução da artéria acometida, por angioplastia (dilatação por cateter balão) ou cirurgia aberta (ponte de safena).

Como tenho enfatizado todas as semanas, a prevenção é sempre o melhor remédio e a melhor maneira de se prevenir é levar um estilo de vida saudável:
 
- não fumar;
- controle do diabetes;
dieta saudável, com menore níveis de gordura saturada para controlar os níveis de colesterol no sangue;
- manter o peso nos níveis adequados.

O controle médico periódico com Cardiologista e Angiologista, principalmente naqueles pacientes com fatores de risco ou então já portadores da doença arterial periférica, é de suma importância.
 
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