Conheça bares de BH que apostam em inovações para conquistar o cliente

Nestes estabelecimentos vale comer com a mão, saborear pizza na calçada e encarar drinques sem álcool

por Walter Felix 23/02/2018 08:46

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Vitor Pacheco, do La Vinícola. (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Reinvenção é quase sinônimo de gastronomia. Atentos às tendências contemporâneas, bares e restaurantes de Belo Horizonte se desdobram para oferecer novidades à clientela. De diferenciados formatos de atendimento a pratos na moda, vale tudo para agradar o freguês.

Cinco anos depois de abrir as portas, o Guaja, no Bairro Funcionários, busca inovar. “No começo, a gente trabalhava só com burgers. Quando resolvemos servir almoço, vimos a necessidade de incrementar o cardápio com algo que fosse saudável, além de estar na moda”, explica o chef Pedro Mendes. Nessa procura, ele descobriu o poke. Criada no Havaí, a iguaria traz peixe cru, arroz e complementos diversos em uma tigela.

Os pokes havaianos entraram no cardápio em meados de 2017, quando o prato começou a se popularizar. Entre as três opções disponíveis no Guaja, o chef diz que a de maior sucesso reúne salmão marinado, gergelim, arroz gohan, aspargos no vapor, rabanete, pepino sunomono, abacate e chips de couve adocicados (R$ 30). Outra opção é o poke de arroz negro com atum marinado, romã, chips de batata-doce, abacaxi grelhado, tomate sweet grape no azeite de ervas, broto de alfafa e cebolinha (R$ 30). A terceira pedida tem arroz gohan, mix de cogumelos, pepino sunomono, mayashi, crisp de harumaki, legumes agridoces e alga nori (R$ 27).

O cuidado com os hábitos alimentares abriu espaço para opções vegetarianas e veganas. Pensando nesse público, o Guaja possibilita a troca da carne por burgers de berinjela ou grão-de-bico. Entre as entradas, a casa serve a burrata vegetariana – tomate confitado com azeite de rúcula e torradas (R$ 33). O carpaccio vegano leva abobrinha marinada no azeite de limão-siciliano, balsâmico, picles de cenoura e brotos (R$ 19).

FINGERFOOD Comer com as mãos também pode ter um toque gourmet. É o que garante o chef Vitor Pacheco, do La Vinícola, instalado no Bairro Lourdes. Para acompanhar o vinho, o bar oferece fingerfoods, pratos que dispensam o uso de talheres.

“Desde o início, nosso propósito foi desmistificar e popularizar o consumo de vinho, trazendo o público para um ambiente informal. Por isso, optamos por comidas de consumo mais fácil, que harmonizassem com a bebida. Os fingerfoods são parte do estilo da nossa casa”, afirma Vitor. Entre as novidades sugeridas pelo chef está o cheese sticks: crocantes de queijos gouda, parmesão e canastra empanados e fritos, acompanhados por ketchup de goiabada cascão (R$ 24).
Tulio Santos/EM/D.A Press
Pedro Mendes, chef do Guaja, diz que pokes havaianos se tornaram populares. (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)

Tiras de peixe temperadas e crocantes com batatas fritas compõem o prato fish’n chips (R$ 28), que chega à mesa com molho especial de limão-siciliano. A tradição alemã está presente na pedida german brut saussages: salsichas salteadas com molho de dijon e espumante brut (R$ 18, individual; R$ 34, para compartilhar). Outra opção é o spicy shrimp: caçarola italiana com camarões fumegantes na manteiga, alho-poró e pomodoro, cobertos por mix de queijos especiais gratinados e pitada de pimenta caiena (R$ 24).

SEM FRESCURA Descomplicar é o lema do chef Eduardo Maya, proprietário da Pitza 1780, que tem unidades na Savassi e no Belvedere. Ele se inspirou nas pizzarias italianas que operam com autoatendimento, eliminando talheres. O freguês faz o pedido em um totem digital, o que dispensa a presença de garçons.

Maya afirma que, ao contar com menos profissionais, a casa busca direcionar investimentos para a qualidade e cobrar preços em conta. As pizzas podem ser consumidas em banquinhos na calçada. O preço é R$ 18,90 – tamanho grande, de 30cm, com seis pedaços. Pode-se escolher entre margherita, calabresa, pesto de baru (castanha do cerrado), bacon com lombinho e da horta (abobrinha, tomate-cereja, cebola roxa, molho de tomate e muçarela). O sexto sabor é alterado constantemente. A opção atual reúne carne de sol, requeijão de raspa e cebola.
Victor Schwaner/Divulgação
Pizza de pesto de baru, atração da Pitza 1780, do chef Eduardo Maya. (foto: Victor Schwaner/Divulgação)

Quem preferir porções individuais tem à disposição os sticks (R$ 14) – a mesma massa da pizza, cortada na diagonal, enrolada e servida em dois pedaços. São dois sabores: calabresa e rolinho primavera.

No início, houve estranhamento quanto aos métodos de atendimento e de consumo oferecidos pela casa. Eduardo diz que, atualmente, a freguesia é a mesma de pizzarias sofisticadas da cidade. “Em todo o mundo, as pessoas estão olhando com mais atenção os fatores preço e qualidade. Grandes restaurantes da França contam com um bistrô ao lado, que oferecem ótimos produtos, mas sem as frescuras da outra casa, o que gera faturamento ainda maior”, observa Maya.

 

TOUR DA CERVEJA As cervejas artesanais são outra moda em BH. A marca mineira Wäls permite que o freguês deguste a bebida e conheça o processo de produção nos próprios tanques de seu amplo ateliê, no Bairro Olhos D’Água.

 

“Essa experiência de degustação já existia em nossa antiga cervejaria, no Bairro São Francisco. Quando a levamos para o Ateliê Wäls, a intenção foi torná-la ainda mais atrativa. Toda a arquitetura foi formulada para permitir o contato, de forma resumida, com o processo de produção”, explica Hugo Rodrigues, diretor da cervejaria.

Ramon Lisboa/EM/D.A Press
O mestre cervejeiro Roberto Leão convoca o cliente a beber e aprender sobre as 'louras' no Ateliê Wäls. (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

A experiência permite ao cliente conhecer novas bebidas da Wäls, ainda em fase de teste. O mestre cervejeiro Roberto Leão conduz o tour, que dura 40 minutos, e é realizado de terça a sexta-feira, às 18h30, e aos sábados, às 12h30 e às 15h. “Você tem oportunidade de entender, experimentando os líquidos mais complexos. É possível provar três tipos da bebida, aprimorar a percepção e as sensações trazidas por ela”, ressalta Hugo.

 

MOCKTAILS Entre as novidades, há opções para os abstêmios: os mocktails, desenvolvidos sem componentes alcoólicos. O Guaja aposta na soda italiana da Jezebel, nome da bartender que assina a carta de drinques. A bebida leva água com gás, suco de limão, hortelã e xarope de fruta à escolha (R$ 16).

 

No bar Zona Last, que agita a cena noturna no Bairro Horto, qualquer drinque pode ser solicitado sem álcool. Faz sucesso o esquerda festiva: frozen de morango com sour mix, hortelã e cardamomo (R$ 15). Até as pedidas tradicionais entraram na onda. O mojito tem limão, hortelã, açúcar mascavo, água com gás e um splash de energético (R$ 10).

ONDE IR

» ATELIÊ WÄLS
Rua Gabriela de Melo, 566, Olhos D’Água. (31) 3197-2450. Abre de terça a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 19h.

» GUAJA
Avenida Afonso Pena, 2.881, Funcionários. (31) 2127-1517. Café Coworking: de segunda a sexta, das 9h às 18h; sábado, das 10h às 18h. Bar do Convés: de segunda a quinta, das 18h às 23h30; sexta, das 18h à 0h30; sábado, das 14h à 0h30. Brunch: sábado, das 10h às 14h.

» LA VINÍCOLA
Rua São Paulo, 1.815, loja 1, Lourdes. (31) 3889-0098. Abre de terça a sábado, das 17h às 23h30.

» PITZA 1780
Rua Antônio de Albuquerque, 749, Savassi. (31) 3223-6611. Abre de segunda a quarta, das 11h às 21h30; de quinta a sábado, das 11h às 23h30; e domingo, das 17h às 23h.

» ZONA LAST
Rua Pouso Alegre, 2.952, Horto. Abre de quinta a sábado, das 19h à 0h. Informações: facebook.com/barzonalast.go.

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