Cantor Tiago diz que fará faloplastia; mas como é feita e quais os riscos?

O sertanejo afirmou que não está insatisfeito com o tamanho atual do órgão genital

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Tiago, da dupla com Hugo vai fazer cirurgia para aumentar o pênis (foto: Reprodução/Instagram )

Recentemente, o cantor Tiago, dupla sertaneja de Hugo, revelou ao blogueiro Hugo Gloss, que fará a faloplastia, cujo objetivo tem por aumentar o comprimento do pênis.  

 

Se tem um tema comum que entra geração e sai geração em torno do órgão genital, é o seu tamanho. No entanto, o sertanejo declarou que que não está insatisfeito com a dimensão atual do membro.

 

"Desde sempre sou adepto de todas as possibilidades que a medicina e a estética nos oferecem. O aumento peniano já era possível há bem mais tempo, mas somente pra quem tinha problemas reais. Agora, surgiu essa possibilidade de fazer isso esteticamente, e o médico é um cara que eu já conhecia. Eu fiquei curioso”, explicou. 

 

Ter um pênis grande é um símbolo de masculinidade, além de estar ligado a uma maior autoestima. A cirurgia do artista já possui data marcada, e deve ser realizada na próxima terça-feira (06/07) e que o procedimento será para sua "satisfação pessoal, puramente estética". 

"Eles têm vergonha, não têm coragem, não falam, não têm informação. E também para quem tá na média, e quer melhorar, tá aí a oportunidade".

Tiago

 

De acordo com o médico responsável pela operação, Cláudio Eduardo de Souza, a faloplastia influencia tanto no comprimento quanto no diâmetro do órgão.

 

Vale destacar, que o tamanho médio do pênis dos homens do Brasil é de 14 centímetros. Entre 12 e 16 cm, o órgão sexual masculino é considerado dentro da média global. A título de curiosidade, o país com a maior média é a República Democrática do Congo, com 17,9 cm e com a menor média é o Nepal, com 9,3 cm. 

 

De pílulas a pomadas, de equipamentos milagrosos a técnicas que prometem aumentar o tamanho do pênis, no entanto, nenhuma delas possuem comprovação científica, tampouco são recomendadas pelos urologistas. 

 

O único método que é contraindicado pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) é a polêmica faloplastia, apesar de ser indicada pela associação, o procedimento estético é apenas experimental, sem possui nenhuma evidência científica.  

 

Antonio Carlos Pompeo, presidente da SBU, em entrevista ao UOL, declarou que existe várias técnicas usadas para aumentar o tamanho do membro. 

"A maioria delas com insucesso significativo".

Antonio Carlos Pompeo

 

Faloplastia é um termo utilizado para cirurgias de reconstrução peniana, quando ocorreu por algum motivo uma perda parcial ou completa do órgão e não para fins estéticos. 

 

O cirurgião retira a parte interna do órgão (chamada crura) e realiza uma pequena incisão acima da base do pênis, conectando o membro ao osso público.  

 

O procedimento aumenta o tamanho do pênis, mas essa diferença ficar melhor evidente quando o membro está flácido, pois dá a sensação de parecer mais longo, entretanto, apenas visualmente. O profissional pode remover a gordura da área ao redor do pênis, novamente isso pode fazer com que o órgão sexual masculino pareça maior, mas, isso não muda realmente o tamanho dele.  

 

Também é possível injetar gordura retirada do próprio paciente entre a pele e o corpo cavernoso (estruturas do tecido erétil parecidas com esponjas), o que engrossaria a circunferência do órgão sexual masculino.

 

Apesar disso, estudos apontaram que o corpo pode reabsorver cerca de 30% da gordura injetada nos primeiros dois meses. E o pênis pode diminuir o tamanho novamente de (20% a 80%) em apenas um ano após a cirurgia.  

 

Outra opção são as próteses penianas, um implante que é colocado no interior dos corpos cavernosos (canais da ereção peniana) para produzir uma ereção e permite que o usuário tenha relações sexuais sempre que desejar. Mas, novamente, nenhuma vai crescer o tamanho do membro.  

 

Antonio Carlos diz que a cirurgia tem potencial de complicações como infecções, deformidades e inclusive alterações de sexualidade, visto que o paciente pode ficar descontente com o resultado final e fica ainda mais insatisfeito se houver uma piora no tamanho do órgão sexual masculino.  

 

Segundo Pompeo, o procedimento cirúrgico realizado em ambiente hospitalar, sob anestesia, é apenas indicado em casos de deformidade que atrapalha o funcionamento do membro, como micropênis, e também em casos de traumatismos penianos, como amputação.  

 

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