Restaurante Eloi Moreira tem apenas oito mesas e garantia de qualidade

Batizada com o nome do chef, casa fica localizada no bairro Santo Antônio

por Eduardo Tristão Girão 07/02/2014 00:13

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Paula Huven/Esp. EM/D. A Press
(foto: Paula Huven/Esp. EM/D. A Press)
Mineiro de Almenara, o chef Eloi Moreira passou praticamente toda a sua vida profissional cozinhando para multidões. Trabalhou sobretudo em grandes bufês para eventos, tendo ficado por mais tempo no Célia Soutto Maior, onde atuou numa cozinha experimental para criação de receitas - foi lá que começou a desenvolver seu estilo. Por isso, chama a atenção o restaurante que ele abriu recentemente, batizado com seu nome e numa rua não muito conhecida do Santo Antônio: tem apenas oito mesas.

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“A experiência em bufês é muito mais válida que a de restaurantes. Aqui, trato cada noite como se fosse um evento. Não quis uma casa maior que essa. Já vi muito dono de restaurante que estava ganhando dinheiro colocar mais mesas para tentar ganhar mais. Assim, perde-se o controle”, observa Moreira. De qualquer mesa nos dois pequenos salões, é possível ver o chef em ação, finalizando pratos numa bancada igualmente pequena. Em função do tamanho da casa, é preciso fazer reserva.

Com cursos de cozinheiro nas unidades do Senac em Belo Horizonte e Barbacena, ele também buscou experiência no exterior. Por pouco mais de dois anos, trabalhou no restaurante L’Épigramme, em Paris, cuidando das carnes e sobremesas. “Fui disposto a lavar vasilhas e cheguei a subchef”, conta. Juntando os conhecimentos que acumulou lá e aqui, criou o cardápio da nova casa, que muda todo mês e segue linha variada. O chef usa alguns ingredientes regionais mineiros, embora essa não seja sua bandeira principal.

A começar pelas entradas e petiscos, as novidades que ele introduziu no cardápio são tão diversas quanto a porção de coxinhas de gorgonzola com coulis de tangerina (R$ 21,90, seis unidades) e o carpaccio de maçã de peito defumada (pela casa) com vinagrete de frutas e um incomum falso pão de queijo (com queijo, mas sem polvilho), que sai por R$ 32,90. Entre as receitas da versão passada do menu que foram mantidas, está a tarte tatin de tomate ao pesto (R$ 21,90).

CASTANHAS
Na seção de pratos principais (todos renovados), destacam-se a costelinha de lata com cebola tostada e risoto de pequi fresco com cachaça, queijo de minas e serralha (R$ 54, individual) e os camarões ao molho de caipirinha com purê de alho-poró e crocante de castanhas (R$ 72, individual). O chef também produz suas próprias massas no local, a exemplo do fagottini, que recheia com pera seca, canela e queijo gruyère e rega com pesto de castanhas (R$ 33,90, individual). A propósito, ele dá aulas de culinária lá às segundas-feiras.

O petit gâteau de chocolate branco com erva cidreira e castanha-do-pará, servido com sorvete de manga (R$ 26,80), e o trio de creme brûlée (cuja receita básica ele aprendeu no L’Épigramme) servido em três potinhos, cada um com um recheio no fundo (geleia de jabuticaba, creme de pequi e polpa de cupuaçu; R$ 18) são algumas das sobremesas. Há opção de menu degustação de nove etapas e duas taças de vinho por R$ 149,90 (individual). A carta de vinhos conta com 27 rótulos (entre R$ 59,90 e R$ 350, garrafa).

Eloi Moreira

Rua Marquês de Paranaguá, 85, Santo Antônio. (31) 3243-6820. Aberto de quarta a sábado, das 19h às 23h.

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