Especial de Natal do Porta dos Fundos mostra Deus em prostíbulo

'Na verdade, aquela ali é exclusiva de Deus', diz um dos personagens do vídeo ao apontar prostituta

Divulgação
Animação Te Prego Lá Fora (foto: Divulgação)

Mais uma vez, o grupo humorístico  Porta dos fundos   quer gerar polêmica com seu Especial de Natal, afirmando seu humor ácido. Nesta segunda-feira (06/12), imagens foram divulgadas com Jesus Cristo tentando superar dilemas adolescentes.

 

O Especial mostra um Jesus ainda adolescente, dublado pelo ator Rafael Portugal , tendo que se adaptar à vida na escola. Na história, o personagem consome pornografia, sofre bullying por parte dos colegas e encontra Deus, seu pai, em um prostíbulo.

 

Na cena, Jesus comenta que "isso não é coisa de Deus", ao que alguém responde: "Na verdade, aquela ali é exclusiva de Deus". Segundo o Folha de S. Paulo , esta é a primeira vez que o Especial de Natal do  Porta dos fundos  será um desenho animado, intitulado Te prego lá fora .

 

A estreia está prevista para o próximo dia 15 de dezembro, no serviço de streaming Paramount%2b, que detém 51% da produtora. Outras figuras bíblicas farão parte do enredo: Maria, a mãe de Jesus, Lázaro, Barrabás e Maria Madalena, todos dublados pelo conhecido elenco do grupo integrado por Antônio Tabet , Gregório Duvivier e Fábio Porchat .


Em outro momento, Lázaro mostra um pergaminho com o desenho dos pés de uma mulher e pergunta: "O Messias por acaso teria isso aqui: pornografia?".
 

Ataque com bomba

No final de 2019, o Porta dos fundos causou polêmica ao retratar Deus mentiroso e Jesus gay no especial de Natal para a Netflix. A sede da empresa foi alvo de ataque com bomba. Ninguém ficou ferido.
 
No roteiro, humoristas satirizam Jesus e Maria. O fundador do cristianismo é retratado como homossexual. Maria, como adúltera e usuária de drogas. O fato de Jesus foi retratado como gay despertou a ira de vários grupos religiosos.
Depois da divulgação do especial, surgiram petições para retirar o programa do ar. Vários líderes religiosos entraram com ações solicitando a suspensão. Um deles chegou a ser endossado por uma promotora do Rio de Janeiro, mas acabou negado. 

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