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No mesmo período, a pedagoga iniciou a segunda graduação, em educação profissional. Paralelo ao trabalho, também ajudava jovens marginalizados por meio de projetos da igreja que frequentava. Cinco anos depois, voltou ao Sesi para coordenar o ViraVida. “No mês em que entrei no programa, fui fazer uma especialização em terapia comunitária para atuar com populações vulneráveis”, conta. No curso, ela descobriu que sua vocação era, de fato, ajudar jovens marginalizados.
Descoberta feita, a lei do retorno evidenciou-se: quanto mais Cida se doava aos participantes do programa, mais recebia em troca e se sentia completa. “Hoje, penso que proporciono a eles alternativas aos males que foram impostos ao longo da vida. O programa promove uma coisa que considero uma das mais maravilhosas: o renascimento. Eles chegam desacreditados de si e dos outros. Já ouvi de meninas que Deus havia esquecido delas porque quem deveria amá-las, na verdade, as agredia”, diz.
Segundo Cida, por meio de tratamentos médicos e odontológicos, orientação jurídica e atendimentos psicossociais, aqueles que fazem parte do programa conseguem recuperar a autoestima, se interessar pelo autoconhecimento e readquirir a possibilidade de sonhar. “Há um mês, um jovem me procurou. Disse que estava formado e que um conselho meu era a razão para o sucesso profissional dele. Na verdade, veio agradecer e perguntar como poderia nos ajudar”, conta, emocionada.