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UMA SEMANA DEPOIS

Deixou saudades: 5 momentos do Lollapalooza Brasil para recordar

 

O Lollapalooza Brasil 2020 (que aconteceu em 2022) foi o grande acontecimento do último fim de semana. Durante os dias 25, 26 e 27 de março, cerca de 325 mil pessoas celebraram a vida e a música no Autódromo de Interlagos, curtindo dezenas de atrações que foram divididas entre quatro palcos.


 

Em três dias de festival, muita coisa aconteceu e o público, tanto os que estavam lá, como os que acompanharam de casa, não esquecerá tão cedo. Pensando nisso, o Portal Uai resolveu listar sete momentos marcantes da retomada do Lolla em solo brasileiro:

Tá na lama, é para se molhar!

O primeiro dia de Lollapalooza foi marcado por shows incríveis, tantos de artistas brasileiros como de nomes internacionais, um clima de libertação e retomada, graças ao avanço da vacinação contra a COVID-19, mas outro fator ganhou bastante repercussão: o lamaçal causado pela chuva que caiu na região do Autódromo de Interlagos, local onde o evento é realizado.

 

Quem marcou presença, saiu com os calçados muito mais sujos do que o normal. O assunto foi muito comentado nas redes sociais: “O pessoal do Lolla tudo voltando pra casa com os sapato cheio de lama parece que foram para um rodeio”, brincou um internauta.


 

Sobrou até para o ilustre Marcos Mion, que estava trabalhando na cobertura do festival. O apresentador do Caldeirão é um sneakerhead (aficionado por tênis e pela cultura sneaker) e resolveu estrear um modelo especial no Lolla. Resultado: o pisante, colaboração entre Adidas e Kanye West, saiu da caixa direto para a lama.

 

TSE vs Lollapalooza

Outro ponto que marcou a efervecência do Lollapalooza foi a questão política. Já no primeiro dia de festival, Pabllo Vittar se manifestou contra Jair Bolsonaro (PL), atual Presidente da República, e a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-presidente e atual pré-candidato do PT ao posto.


A drag queen pegou uma toalha com o rosto de Lula da mão de um fã e mostrou ao público, que foi ao delírio. O partido de Bolsonaro acabou acionando o TSE, alegando que o festival estava fazendo ‘campanha partidária clandestina’.

 

O ministro Raul Araújo chegou a proibir as manifestação política por parte de artistas no festival, sob pena de 50 mil a cada episódio de descumprimento. A decisão, obviamente, gerou revolta no público e entre os artistas.

É proibido proibir

Em retaliação à decisão do TSE, tomada já no último dia de evento, diversos artistas reagiram durante o último dia de Lollapalooza.


A Fresno abriu a onda anti-censura e antibolsonarista na tarde de domingo (27). Durante a música FUDEU!!!, que cita diretamente o presidente, a frase “Fora Bolsonaro” foi projetada no telão. A imagem rodou o Brasil e foi capa de várias revistas e jornais.

 

Ainda no show da Fresno, Lulu Santos subiu ao palco para cantar duas músicas com a banda e não hesitou em tocar no assunto: “Como diz Cármen Lúcia (Ministra do STF): Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu!”.

 

Outra manifestação marcante durante o festival foi de Marcelo D2, durante o show da Planet Hemp. Avesso a Bolsonaro, o rapper deu um jeito de manifestar sua preferência partidária, mesmo com a polêmica da tal proibição.


 

“Vem cá, não pode homenagear candidato, mas pode homenagear o festival, né? O ‘Lulapalooza’”, disse D2, que em seguida puxou o coro: “‘Olê, olê, olê, olá! Lula! Lula!”.

Miley Cyrus feat Anitta

Miley Cyrus foi a grande atração de sábado (26) no Lollapalooza. Com um show enérgico e um dos mais aclamados desta retomada do festival, ela deu o que muitas pessoas queriam: Anitta. A brasileira, que se deliciava com seu primeiro lugar no top 50 global do Spotify, com seu hit Envolver, subiu ao palco para cantar outra de suas músicas com Cyrus: o single Boys don’t cry.


 

Anitta dividiu os vocais com Myley e ouviu a galera cantando a música em altíssimo e bom som. A entrada da Girl From Rio no palco agitou o público.

 

Diversas homenagens para Taylor Hawkins

O Foo Fighters era, com toda a certeza, a grande atração do Lollapalooza Brasil. A banda comandada por Dave Grohl encerraria o evento, mas a morte de Taylor Hawkins, baterista do grupo, surpreendeu a todos no sábado (27).

 

A banda estava na Colômbia e viria para São Paulo no dia seguinte. O músico, que tinha 50 anos, foi encontrado morto em seu quarto de hotel.


A grande comoção pela morte de Taylor mudou os rumos do Lolla, que precisou mudar seu line-up, além das diversas homenagens feitas pelos artistas que se apresentaram no festival.

 

Para o lugar do Foo Fighters, a organização do festival organizou um grande número, dividido em 3 atos. Emicida iniciou os trabalhos com um breve tributo a Taylor, cantando com sua guitarrista, Michelle, a música My Hero, um dos hits do FF. Após isso, comandou uma verdadeira celebração ao rap nacional, com a participação de diversos nomes: Rael, Drik Barbosa, Bivolt, Criolo, Mano Brown, KL Jay e DJ Nyack.


Emicida no palco do Lolla em homenagem a Taylor Hawkins - Foto: Divulgação/Mila/Lollapalooza Brasil

O segundo ato foi responsabilidade do Planet Hemp, que fez um show completo, rendeu homenagens a Taylor e sacudiu o público, frustrado pelo luto. Marcelo D2, BNegão e cia cantaram os maiores hits do grupo, como Legalize Já, Dig Dig Dig, Contexto, entre outros.

 

Por fim, a banda brasileira Ego Kill Talent, que já abriu os shows do Foo Fighters pelo Brasil e gravou no estúdio da banda nos Estados Unidos, subiu ao palco e tocou duas músicas: uma da própria banda e um cover de Foo Fighters: “A gente nunca tocou cover em show do EKT. Então, pela primeira vez, vamos fazer isso”, disse Jhonatan, vocalista do grupo, antes da banda encerrar o Lollapalooza ao som de Everlong, um dos hits da banda norte-americana.