Fagner faz show em BH e revela seu caso de amor com Minas Gerais

Neste sábado (21), cantor e compositor cearense promete apresentar sozinho, ao violão, músicas que caíram no gosto dos mineiros. No início da carreira, ele morou em Belo Horizonte

por Augusto Pio 21/09/2019 08:00
Falcão Jr./divulgação
(foto: Falcão Jr./divulgação)


Prestes a completar 70 anos em outubro – são 45 de carreira –, o cantor e compositor Raimundo Fagner chega neste sábado (21) a Belo Horizonte para comemorar sua trajetória, prometendo surpresas ligadas aos tempos em que morou na cidade. Entre elas estão Penas do tiê e Conflito, músicas que os mineiros sempre gostaram de ouvir. “Essa última nem tenho cantado mais”, revela.

O show, claro, reúne os clássicos Canteiros, Mucuripe, Fanatismo, Borbulhas de amor, Deslizes e Espumas ao vento. “É muito importante comemorar fazendo o que mais gosto: estar no palco e receber o carinho dos fãs”, comenta Fagner.

Minas é um estado importante na carreira do cearense. “BH me acolheu. Por isso, peguei algumas coisas que nem canto mais e coloquei no repertório, relembrando o que rolou na cidade há vários anos. Quero fazer uma retrospectiva dos clássicos que os mineiros sempre cantaram comigo. Embora meu repertório seja grande, muita música ficou meio lado B. Elas não foram aquele sucesso enorme, mas chegaram perto e tiveram um acolhimento muito bom”, explica.

No início da carreira, na década de 1970, Fagner fez alguns de seus primeiros shows na cidade. “Apaixonei-me tanto pela capital mineira que cheguei até a residir em BH por um período. Morei na casa do ator Arildo de Barros (Grupo Galpão), no Bairro da Serra”, relembra.

Violão

O cantor vai tocar Penas do tiê e Conflito, sozinho, ao violão. “Acho que vai ficar muito legal, intimista, a plateia cantando comigo. O Palácio das Artes é um teatro espetacular, lindo, com ótima acústica, e nos dá tranquilidade para pensar em algo diferente. O espaço permite que as músicas possam fugir um pouco do roteiro da turnê.”

Essas duas canções o conectam com bons momentos do passado. “O povo mineiro sempre me recebeu muito bem. Às vezes, tenho até a impressão de que nasci em Minas, tamanha a minha afinidade com os mineiros. Voltar a BH é essencial”, garante.

Manassés (violão), Cristiano Pinho (guitarra), Robertinho (bateria), Cainan (viola/violão) e Thiago (teclados) acompanham o cantor. “Estou fazendo grandes shows com banda, como nos velhos tempos. De BH vamos para Salvador, Fortaleza e voltamos à capital baiana”, conta ele.

O novo disco de Fagner já está pronto. “O problema é como e onde lançá-lo, pois esse povo de gravadora está muito desestimulado. Queria lançar no meu aniversário, 13 de outubro, mas já vi que não vai dar”, lamenta. Porém, uma coisa é certa, avisa: o álbum sai até o fim do ano.

Fagner tem dois discos praticamente prontos – um com o paulista Renato Teixeira e outro com o carioca Moacyr Luz. “Fiz também várias parcerias com o Zeca Baleiro e vários músicos. Enfim, estou com um material muito bacana na mão. Como eu, o Renato e o Moacyr também estão na expectativa de lançar esses dois trabalhos. Vamos correr atrás e em breve o faremos”, garante.

Fagner e banda

Sábado (21), às 21h. Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Inteira: R$ 220 (plateia 1), R$ 200 (plateia 2) e R$ 180 (plateia superior). À venda no site Ingresso Rápido.

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