Beatriz Azevedo reúne feras da MPB em seu disco A.G.O.R.A

Bem Gil, Cristóvão Bastos, Zélia Duncan, Moreno Veloso, Jorge Helder e Jaques Morelembaum participam do álbum. O ator Matheus Nachtergaele estreia como cantor na faixa 'Reveiller'

por Augusto Pio 17/08/2019 11:03
Arquivo pessoal
Beatriz Azevedo e Moreno Veloso gravam a canção De repente (foto: Arquivo pessoal)

Concluindo a trilogia de álbuns com a letra A – que começou com Alegria (2008), seguido de Antropophagia (2014) –, a cantora, poeta, compositora e atriz Beatriz Azevedo lança o disco A.G.O.R.A (Biscoito Fino). Moreno Veloso, Zélia Duncan e o ator Matheus Nachtergaele são os convidados especiais dela. Bem Gil (guitarra), Cristóvão Bastos (piano), Jaques Morelembaum (violoncelo) e Jorge Helder (baixo), feras da MPB, acompanham Beatriz Azevedo.
Com direção de Bastos, o disco contou com um reforço pra lá de especial: Cyro Baptista, percussionista brasileiro de jazz que mora nos Estados Unidos desde 1980. A participação dele, gravada em Nova York, traz instrumentos recolhidos em suas turnês mundiais com Sting e o violoncelista Yo Yo Ma.

“Diante deste momento conturbado pelo qual o país está passando, senti a urgência do chamado da criação. Escrevi alguns poemas e canções para colocar poesia e beleza no mundo”, explica Beatriz.

O projeto marca a estreia fonográfica de Matheus Nachtergaele como cantor. Ele interpreta, em francês, a faixa Reveiller. Moreno e Zélia, parceiros de Beatriz, tocam e cantam no álbum. Zélia assume o bandolim em Toda musa. Moreno é violonista e percussionista em De repente.

OCEANO Beatriz Azevedo conta ter apostado em diversificadas experimentações. Diz ter percorrido tanto “oceanos profundos” quanto “calmos rios da floresta”. Admiradora do Clube da Esquina, a paulista de origem mineira diz ter laços com a música de Minas. “Fui criada com pão de queijo”, brinca a compositora.

“Fiz algumas coisas diferentes. Em Insensatez, quis abrir um diálogo entre Tom Jobim e Astor Piazzolla, pois os dois moraram em Nova York na mesma época, mas não tiveram a chance de gravar juntos. Acho que consegui. O poema de Vinicius de Moraes é contundente, brilhante. Já o tango de Piazzolla beira o erudito. Pensei: vamos tentar fazer um arranjo que alcance a radicalidade.”

Em seus shows, ela toca violão e canta. O piano fica por conta de Cristóvão Bastos. “Ele está presente em todos os meus discos, assim como Jorge Helder e Jacques Morelembaum”, diz Beatriz. Outro amigo e parceiro é Vinicius Cantuária. “A gente se conheceu em Nova York, onde ele mora. Vinicius gravou a minha música Alegria, lançada no disco Antropophagia.”

POESIA Além de compor, Beatriz escreve poemas. “Alguns viram livros, outros, peças de teatro. Outros, canções”, conta ela. O repertório de A.G.O.R.A. foi criado nos últimos dois anos.

“Tenho sempre músicas prontas, que podem se tornar disco a qualquer hora. Acontece que gravar é difícil, pois custa tempo e dinheiro. É preciso esperar um certo tempo para lançar CD. Procuro gravar tudo acústico, o que dá muito trabalho”, revela.

Doutora em artes da cena pela Unicamp e mestre em literatura comparada pela USP, Beatriz estudou música no Mannes College of Music, em Nova York, e dramaturgia na Sala Beckett, em Barcelona. (AP)

A.G.O.R.A.
• De Beatriz Azevedo
• Biscoito Fino
• 14 faixas
• R$ 34
• Disponível nas plataformas digitais


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