Superfãs de Paul McCartney se preparam para o show no Mineirão

Eles contam suas experiências na plateia de diversas apresentações do ídolo, que se apresenta pela segunda vez em BH

por Mariana Peixoto 16/10/2017 08:34

Jair Amaral/EM/D.A.PRESS
Cecília Cury mostra a tatuagem que fez do autógrafo que recebeu de Paul McCartney no palco de seu show de 2013 no Mineirão. (foto: Jair Amaral/EM/D.A.PRESS)

Os fãs costumam ter histórias sobre Paul McCartney. Mas poucos têm uma história com Paul McCartney. Ainda mais uma como a de Cecília Cury, de 26 anos. Nesta segunda-feira, a estudante de relações econômicas e internacionais da UFMG vai para o Mineirão para dormir na fila do show. Espera, mas acredita ser improvável ocorrer com ela o mesmo que se passou quatro anos e meio atrás.

 

Cecília carrega, desde aquele 4 de maio de 2013, uma assinatura de Paul no abdome. Uma das criadoras da campanha “Paul, vem falar uai!”, que movimentou Belo Horizonte na época – quatro garotas, que se conheceram em novembro de 2011, no show de Ringo Starr, resolveram criar uma mobilização para que Paul viesse a BH – ela subiu ao palco com as colegas durante a apresentação.

 

“Quando a gente estava no palco, ele perguntou meu nome e se eu queria que ele assinasse”, ela relembra. Cecília não pensou duas vezes. Dois dias mais tarde, ela foi a um tatuador, que eternizou o encontro. A assinatura de Paul está ao lado de uma tatuagem dos Beatles.

 

PaulMcCartney.com/Reprodução
Ao lado de três amigas, ela encabeçou a campanha 'Paul, vem falar uai!'. (foto: PaulMcCartney.com/Reprodução)
 CAMPANHA A página do Facebook da campanha ainda existe, mas Cecília não é mais ativa. Agora, a paixão por Paul está “pior do que antes”. O show desta terça-feira será o de número seis para Cecília, que viu o ex-beatle pela última vez em outubro de 2016, no Desert Trip, o megafestival na Califórnia que reuniu “apenas” os Rolling Stones, Neil Young, Bob Dylan, The Who, Roger Waters e Paul McCartney. Também em 2016 ela foi à Beatle Week em Liverpool, encontro mundial de beatlemaníacos que ocorre na cidade natal da banda.

 

O primeiro show da lista de Cecília foi no Morumbi, em São Paulo, com a família. “Falei com o meu pai: ‘Eu vou conhecer Paul McCartney! E, três anos depois...”, diz ela. Seu quarto, desde a adolescência, é uma espécie de museu dedicado a Paul e aos Beatles. Ela tem de absolutamente tudo – roupa, disco, pôster. “Quando eu tinha 12 anos, minhas amigas tinham pôsteres de Avril Lavigne, Linkin Park. Na época, não tinha pôster dos Beatles para comprar. Tanto que os meus primeiros eu mesma fiz, imprimindo imagens do computador.”


Aos 62 anos, Jeová Guimarães traz uma coleção de shows de Paul no currículo. Foi desde o primeiro deles no país – o histórico show no Maracanã, em 1990, que bateu o recorde de público, com 184 mil pessoas – até a temporada mais recente. Foi na estreia da passagem de Paul pelo Brasil em 2014, em Cariacica, Espírito Santo, que Jeová teve um contato rápido com ele.

 

Um safanão de um segurança foi o responsável por isso. No dia do show, ele e um grupo de fãs de BH se encontraram em frente ao hotel de Paul, em Vitória, na tentativa de vê-lo. “Quando o carro dele estava saindo, caminhei para tentar tirar uma foto. Quando estava chegando, um segurança me deu uma porrada, e eu caí no meio da avenida. O carro dele freou, o mesmo segurança veio atrás de mim me perguntar se eu estava bem, e pediu para acompanhá-lo.”

 

Arquivo Pessoal
Jeová Guimarães (de azul) indo para o show de Paul no Maracanã em 1990. (foto: Arquivo Pessoal)
Jeová chegou a pensar que iriam detê-lo. “Disse: espera aí, tenho que pegar meu chinelo”. O segurança insistiu e colocou-o em frente à porta traseira do veículo. “O vidro abaixou e, na hora, vi que era ele. Ele esticou o braço para mim, não trocou uma palavra, só sorriu”, conta Jeová, que disse nunca “ter gostado tanto de levar porrada”. Nesta terça-feira, Jeová vai completar oito shows de Paul. Mas vai de arquibancada. “É falta de grana e também quero sossego, ficar sentado. O que vale é saber que ele está lá cantando para mim.”


GAFANHOTO O mais próximo que o produtor cultural Aniston Nest, de 44 anos, esteve de Paul foi durante a passagem de som do show que ele fez em Goiânia, em 2013. Amanhã, ele completa cinco apresentações do ex-beatle. “Quem é fã dos Beatles gosta dos quatro, mas tenho uma identificação com essa aura que Linda e Paul representam. Sou vegetariano como eles”, conta.


Na turnê Out there!, Nest estava completando 40 anos. Foi ao show do Mineirão e também ao de Goiânia, pois 6 de maio (data da apresentação) era o dia de seu aniversário. “A passagem de som foi mágica. A gente estava assistindo quando começaram uns barulhos esquisitos. Olhei para o céu e vi duas araras chegando. O show também foi aquele em que apareceu um monte de gafanhotos, ele chegou a fazer amizade com um que parou em seu ombro. Se fosse outro artista, poderia dar um peteleco. O Paul teve essa gentileza.” No dia seguinte, saindo do hotel, Nest se deparou novamente com o gafanhoto.


“Acho legal essa energia dos shows. E ela já começa na fila. Vejo que a produção dele tem muito contato com o público. O produtor vai para ver se o pessoal está no sol ou não... Os ingressos já foram vendidos, está tudo pago, mas, mesmo assim, existe um apreço por todo mundo”, diz.

PAUL MCCARTNEY EM BELO HORIZONTE
Show One on one. Terça-feira (17/10), às 21h30, no Mineirão, Av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, Pampulha. Ingressos: Cadeira superior (amarelo): R$ 350 e R$ 175 (meia); Cadeira inferior (amarelo): R$ 580 e R$ 290 (meia); Pista: R$ 400 e R$ 200 (meia); Pista premium: R$ 850 e R$ 425 (meia). À venda na bilheteria do KM de Vantagens Hall, Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 (sem taxa de conveniência) e www.ticketsforfun.com.br (com taxa de conveniência). Segunda (16/10) e terça-feira (17/10), a bilheteria do estádio estará aberta a partir das 10h para compra e retirada de ingressos comprados pela internet.

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