Vocalista da Banda Uó relata ter sofrido transfobia em aeroporto do Rio

Candy Mel passou por uma situação constrangedora no aeroporto do Galeão e relatou por meio de sua conta no Instagram

por Estado de Minas 05/03/2018 12:01
Divulgação
Candy Mel relata situação constrangedora vivida em aeroporto no Rio. (foto: Divulgação)
Ao embarcar para o último show da Banda Uó em Brasília, no último domingo (4), a cantora Candy Mel passou por uma situação constrangedora no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Segundo ela, agentes da Polícia Federal adotaram uma atitude 'transfóbica' para lidar com uma situação inesperada. Ao ser chamada para uma revista, ela acreditava se tratarn de uma revista de bagagem, mas surpreendeu-se aos agentes informarem ser uma revista física. 

''Dois caras queriam me revistar, alegando que no meu documento constava masculino. Eles me coagiram, me levaram para uma sala com dois caras para fazer uma revista em mim, e eu não aceitei'', relatou, por meio do recurso Stories, do Instagram. ''Eu fui super coagida, mas eles não vão tocar em mim. Eu não vou cooperar. Eles me levaram para uma sala; eu estava jurando que era uma revista comum de bagagem, e de repente eles trancaram a porta, eu e eles dentro de uma cabine, e eles pediram para eu tirar a roupa. Eu só não fui mais coagida porque a banda e a equipe inteira estavam aqui e acompanharam''. 

Após a realização do show, ela voltou à rede social e tranquilizou os fãs que estavam preocupados. ''No final eu acabei sendo revistada, mas foi em público, eu queria que acontecesse na frente de todo mundo, para que as pessoas vissem um homem tocando o corpo de uma mulher. E a minha forma de protesto, antes dessa invasão, desse abuso, foi ficar sem camisa, com meus seios de fora. Isso sim foi a minha forma de gritar. Rapidamente eles resolveram o ‘problema’, né?'', disse. 

''Foi muito violento, e se aconteceu comigo, é muito fácil acontecer com qualquer outra, sabe? Eu fui tratada como uma criminosa, como alguém que não tinha direito de escolher o procedimento que fosse acontecer, como alguém que não tinha direito algum. E todo esse preconceito começa pelo fato de eles selecionarem a pessoa do nada, eles não estavam pedindo o documento de ninguém, eles pediram o meu especificamente e criaram todo um mistério atrás disso'', completou. 
 
 
 
 

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