Bar do Doca ganha sua quarta versão, agora no Bairro Prado

Jorge Lage, mais conhecido como Doca, comanda a casa aberta na Rua Cuiabá

por Eduardo Tristão Girão 03/05/2013 08:00

Paula Huven/Esp. EM/D. A. Press
(foto: Paula Huven/Esp. EM/D. A. Press)
“É o mesmo esquema, o mesmo bar”, garante Jorge Lage, à frente da recém-inaugurada quarta versão do Bar do Doca (é seu apelido), desta vez no Bairro Prado. Agora, ele ocupa imóvel até então residencial, com a maioria dos 200 lugares ao redor da casa e ao ar livre, substituindo as mesas da calçada. Na cozinha, o veterano segue com as irmãs Cássia e Denise, mantendo tradição iniciada em outubro de 1995, quando abriu o bar não distante dali, no Bairro Grajaú.

 

Ele chegou a ter duas unidades funcionando ao mesmo tempo, uma no Gutierrez e outra no Sion – a primeira fechada no fim do ano passado e a segunda, em 2011. “Sempre quis ficar no Gutierrez, mas o aluguel de lá ficou muito caro e o do Sion também. Comecei a olhar pontos na região Oeste e estava indo ver um bar na Avenida Francisco Sá quando passei por aqui. Tinha um cara colocando a placa de aluguel naquele momento e fechei na hora”, lembra Doca.

 

O bar fica na Rua Cuiabá, próximo a algumas das várias confecções no bairro. “O ponto é ótimo por causa disso. Recebo muita gente de outros estados”, observa Doca. O cardápio, explica, é praticamente o mesmo de antes, com poucas “ausências” de petiscos em função da participação do bar no concurso Comida di Buteco. A propósito, o tira-gosto com o qual concorre é a costela exibida e suas empadocas: costela de boi com empada de mandioca recheada com linguiça.

 

O freguês mais atento talvez se lembre que, em 2009, o bar concorreu no Comida di Buteco com petisco que também incluía empadas, mas feitas de angu e recheadas com requeijão. “A gente é meio chegado em coisa difícil. A empadinha deste ano surgiu em razão da necessidade de ter mandioca, mas não queria que fosse repetitivo, com aquele pedaço de mandioca no prato”, explica Denise, irmã de Doca. Na verdade, foi Cássia, a outra irmã dele, quem criou a empada.

 

As carnes preparadas na brasa, uma das marcas do bar, continuam no cardápio. Entre as pedidas, a picanha maturada recheada com alho (com farofa e vinagrete; R$ 8,50, 100g), o torresmo de barriga (com farofa e vinagrete; R$ 4,50, 100g) e a carne de sol (com mandioca cozida e manteiga de garrafa; R$ 6,50, 100g). A respeito desta última, Doca acrescenta que compra do mesmo fornecedor, de Montes Claros, há 16 anos. As cervejas (nacionais, 600ml) custam entre R$ 6 e R$ 6,50.

Show

Filho da dona de casa Iene (que atualmente ajuda a fazer as empadas) e do técnico de futebol Vicente Lage (conhecido como 109), Doca nasceu em Itabira e veio morar em BH nos anos 1980. Antes de abrir o bar que leva seu apelido, trabalhou numa agência de venda de carros na Avenida Silva Lobo, no Grajaú. Frequentava o boteco que ficava em frente, chamado Improvisado: quando o proprietário resolveu vendê-lo, Doca logo se candidatou a comprá-lo. Assim nasceu o Bar do Doca.

 

“Sábado, a gente tinha samba e lotava. Era um absurdo de tanta mesa na calçada. Entusiasmei-me e comecei a fazer festas. Primeiro para 200, 300 pessoas. Uns quatro anos depois, trouxemos o Biquíni Cavadão e passamos a fazer nossas festas na Serraria Souza Pinto e na Casa do Conde”, lembra Doca. Esses eventos chegaram a ter público de 5,6 mil pessoas e, no palco, artistas como Jorge Ben, Nando Reis e Fernanda Abreu. Ele conta que pretende voltar a fazê-las este ano, começando com Seu Jorge ou Marcelo D2.

Bar do Doca
Rua Cuiabá, 960, Prado.
(31) 3291-6594. Aberto de segunda a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 14h à 0h; somingo, das 14h às 20h.

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