Celtic apresenta os sabores da Irlanda à capital mineira

por Eduardo Tristão Girão 04/03/2011 07:00
Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press
Linguiça e batata cozida são a base do prato Dublin coddle (foto: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press)
O boom das cervejas artesanais e caseiras em Belo Horizonte encontra feliz coincidência na crescente popularidade da cultura irlandesa na capital, representada por gente festeira que gosta de música, rúgbi e, claro, cerveja. Esses dois movimentos certamente se beneficiam um do outro – reflexo incontestável disso é a abertura do Celtic, bar inspirado na Irlanda, com foco em chopes, cervejas e pratos típicos daquele país. Sem falar na cidra inglesa, bebida que promete surpreender a freguesia.

“O irlandês, além de gostar muito de beber, é alegre como o brasileiro. Com todas as dificuldades, é um povo que sempre arranja tempo para ouvir música e se divertir”, afirma Humberto Machado, que comanda a casa com os sócios Saulo Souza, Alessandro Pirfo, Flávio Machado e Mário Bastos. O imóvel escolhido antes abrigava a boate De La Noche, aberta pelo próprio Humberto em 2004. Na esquina das ruas Rio Verde e Laranjal, no Anchieta, a casa comporta até 180 pessoas, sendo 145 sentadas.

Os dois meses de reforma serviram não apenas para modificar a decoração, mas para reduzir o tamanho da cozinha e dar lugar a um longo balcão, parte dele com banquetas altas. Madeira escura e detalhes em verde completam o clima irish. Há dois ambientes laterais: de um lado, mesas mais reservadas com sofás de encosto alto; do outro, mesas redondas sobre barris e parede plotada com imagens de ídolos do rock. Por falar nisso, há intensa programação de música ao vivo e DJs, além de transmitir jogos de rúgbi.

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MAÇÃS

A carta de cervejas conta com 12 opções, quatro oferecidas como chope e as demais (todas importadas) em garrafa ou lata. Dos barris, extraem a stout irlandesa Guinness (R$ 18,90; 570ml), a alemã de trigo Erdinger (R$ 10,90; 300ml) e a belgo-brasileira Stella Artois (R$ 5,80; 250ml). A extra special bitter que leva o nome da casa (R$ 8,90; 340ml) é produzida em Nova Lima pela cervejaria-escola Taberna do Vale. Essa última é um subestilo de pale ale: mais alcoólica, amarga, encorpada e com 6% de teor alcoólico. Todos os chopes são extraídos com nitrogênio.

A cidra inglesa Aspall (R$ 21,90; 500ml), exclusividade da casa na capital mineira, é feita com vários tipos de maçã. A bebida está disponível em três variedades. Refrescante em sua versão draught, tem aroma e sabor de maçã fresca, com notas de acidez e cremosidade. “Nada a ver com aquela cidra que o pessoal conhece”, reforça Humberto. Saulo Souza, que teve a ideia de trazer o produto para o bar, conta que lá fora ele é muito popular. “Nos pubs da Grã-Bretanha, a galera toma cidra como se fosse cerveja”, informa. Não por acaso, em breve a casa oferecerá a bebida tirada como se fosse chope, o que é comum no exterior.

Uma vez por mês, o bico de chopeira será de um cervejeiro caseiro da cidade. Completam a seção de bebidas nove drinques desenvolvidos pela empresa paulistana Drink Design, vários deles preparados com técnicas da cozinha molecular, incluindo ingredientes transformados em pérolas e espumas, por exemplo.

TRADIÇÕES

O cardápio é assinado pelo próprio Humberto Machado, que fez curso de seis meses na escola de gastronomia Ritz Escoffier, em Paris (França), e aprimorou seus conhecimentos por aqui com chefs como Dadette Mascarenhas e Ivo Faria. Entre os petiscos, sanduíches, saladas e pratos, destacando-se aqueles desenvolvidos conforme tradições irlandesas, como Dublin coddle (linguiça com batata cozida; R$ 28,90), boxty (panqueca de batata recheada com filé e cogumelos; R$ 37,90) e contrafilé ao molho de cerveja Guinness (R$ 39,90).

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CELTIC
Rua Rio Verde, 253, Anchieta. (31) 3227-1072. Aberto de terça a domingo, das 19h à 0h. A casa funcionará normalmente durante todo o carnaval.

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