Volta ao mundo

O bar Alfândega oferece petiscos com a marca de sabores típicos de vários países

por Eduardo Tristão Girão 08/10/2010 07:00
Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press
(foto: Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press)

Região de intensa vida noturna, o bloco formado pelos bairros São Pedro e Santo Antônio ganhou recentemente mais uma opção de bar. Inspirado nas experiências que os turistas têm ao viajar para o exterior, o Alfândega aposta em petiscos influenciados por sabores típicos de vários países e, para estimular ainda mais os sentidos do freguês, reproduz em cada mesa um pedaço do mapa-múndi – a plotagem integral pode ser apreciada numa mesa coletiva.

A viagem continua pelas paredes internas, com falsas janelas que oferecem vistas noturnas para Londres (Inglaterra), Paris (França), Nova York (EUA) e Sidney (Austrália). Já o corredor lateral, que leva ao deque de madeira com mesas próximas à calçada, é cravejado com fotos de mestres da música, como Milton Nascimento, Tom Jobim, Elis Regina, o norte-americano John Coltrane e o malinês Ali Farka Toure. Com capacidade para 180 pessoas, a casa ocupa imóvel onde o bar Local funcionou durante sete anos.

Os proprietários são Júlio Anastácio, Rodrigo Moreira (os dois são primos) e Pedro Loureiro. Apesar de Júlio e Pedro terem trabalhado no ramo de gerência de lojas de alimentação no aeroporto de Confins, o nome do bar não tem nada a ver com isso, é mero capricho do acaso. Pedro, que sempre quis ter um bar, conta que a ideia de montar o Alfândega surgiu há dois anos, sendo trabalhada pouco a pouco com Júlio. Com a oportunidade do ponto, arregaçaram as mangas e trataram de pesquisar cardápios de vários países.

“A ideia é fazer com que o freguês se lembre do que comeu em outros países”, sintetiza Pedro. O chef Gustavo Queiroz foi chamado para desenvolver o cardápio e assumir a cozinha do bar. “A proposta não é ter um bistrô internacional e sim algo que leve as pessoas a se lembrarem de sabores de outros lugares”, completa Júlio.

Petiscos são maioria no cardápio. Entre as opções, estão as porções Tio Sam’s melody (costelinha suína ao molho barbecue de goiaba; R$ 32); el mariachi (nacho gratinado com queijo, feijão e pimenta verde; R$ 28); Berlim caliente (coxinhas da asa temperadas com vinho branco, mostarda, kümmel e molho picante; R$ 26) e Marilou em pedaços (tiras de frango empanadas com creme de cerveja e salsa; R$ 24).

Para sobremesa, opções são o Mickey’s dreams (sorvete de queijo com calda de goiabada quente; R$14) e la dolce vita (pudim de conhaque com calda de caramelo; R$ 12). Cervejas nacionais (600ml) custam entre R$ 4,90 e R$ 5,30; chopes (nacionais) estão entre R$ 4,10 e R$ 4,50. Há seis opções de cervejas importadas (entre R$ 6,50 e R$ 14,50). A partir de segunda-feira, servirá almoço executivo de segunda a sexta-feira.

No palco A casa também conta com pequeno palco para as atrações culturais que ocupam a agenda durante quase toda a semana: DJ de MPB na terça (R$ 3); stand up comedy na quarta (R$ 10); jazz e blues na quinta (R$ 10); cantoras de MPB e jazz na sexta (R$ 10); grupo de samba no sábado (R$ 10); e roda de chorinho com exibição de curtas no domingo (R$ 10). O último sábado de cada mês é dedicado à música cubana, com apresentação da cantora Teresa Morales (R$ 12) – excepcionalmente este mês, o show dela será dia 16.

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