Bar da Lora é o grande vencedor do Comida di Buteco

No ano que vem, festival homenageará o norte de Minas

por Silvia Dalben 16/05/2010 21:02

 Dreison Medeiros | Divulgação
O prato "Pura garra da lora" - Garrão com purê de mandioca e jiló na chapa com linguiça (foto: Dreison Medeiros | Divulgação )
Na edição do Comida di Buteco em que o desafio era tornar o jiló atrativo para os clientes, quem venceu a disputa foi o Bar da Lora, tradicional ponto de encontro dos "butequeiros" no Mercado Central. O prato vencedor foi o Pura garra da lora, um garrão com molho de Malzbier, acompanhado com purê de mandioca com queijo e jiló na chapa com linguiça. "Criei o prato sozinha, não sou cozinheira, eu fiz de coração e Deus que me iluminou. Meu bar só tem uma trempe de fogão e uma chapa. Eu fui testando tudo, para ver o que daria conta de fazer", explica Eliza Cristina Fonseca, a "lora". Este é o segundo ano que o Bar da Lora participa do Comida di Buteco e, no ano passado, eles ficaram em quinto lugar. Confira os pratos participantes do Comida di Buteco 2010
Thiago Ventura
Eliza Cristina Fonseca comemora o prêmio (foto: Thiago Ventura )
No segundo lugar, empate do Bar do Zezé e do Buteco da carne. Em terceiro lugar, o Köbes e em quarto o Bar do João. No quinto lugar, também houve empate do Estabelecimento bar e do Café Palhares, vencedor no ano passado. As categorias para eleger os bares vencedores são melhor tira-gosto, atendimento, higiene e temperatura da cerveja. Este ano, foram 154.448 votos, ultrapassando a marca de um milhão de votos nos onze festivais realizados em Belo Horizonte. A butequeira Flávia Moreira, responsável pelo voto "um milhão", ganhou como prêmio um passe-livre vitalício para as Saideiras. Veja fotos da Saideira do Comida di Buteco Também foi anunciado na noite deste domingo o tema do Comida di Buteco 2011, que homenageará a culinária do norte de Minas, representada com onze ingredientes: carne-de-sol, pequi, requeijão escuro, peixe do Rio São Francisco, manteiga em garrafa, siriguela, feijão andu, buriti, cagaita, rapadura e semente de coentro fresca. "Nós queremos valorizar cada vez mais a gastronomia mineira", explica Eduardo Maya, coordenador do festival, que ficou animado com o resultado este ano, apesar do ingrediente polêmico. "No começo, o jiló foi muito criticado. 70% das pessoas nunca tinham comido ou não gostavam. E passaram a comer e a gostar. Os bares venderam da mesma forma,  até mais, e o que mais surpreendeu, as pessoas começaram a pedir o jiló, a repetir só o jiló, e não o tira-gosto"

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