Pizzaiolo abre restaurante Vesuvio na região da Pampulha

11/09/2009 07:00
Pedro Motta/Esp EM/D.A Press
Carlo Zangrando (C ), proprietário da Vesuvio, aposta na Avenida Fleming como point gastronômico (foto: Pedro Motta/Esp EM/D.A Press)
Um dos pioneiros da massa fina em Belo Horizonte, o italiano Carlo Zangrando chegou ao Brasil 1994. Passou por uma série de casas – como consultor ou sócio – difundindo esse estilo de pizza que está se espalhando pela cidade como sinônimo de opção gourmet em relação à boa e velha “pizzaria de bairro”. Hoje é um dos principais pizzaiolos locais, afinal, transformou em referências quase todas as casas em que trabalhou – Marília Pizzeria e 68 La Pizzeria, por exemplo. Desde o fim do ano passado sem ter onde trabalhar, abriu recentemente a pizzaria Vesuvio na promissora Avenida Fleming, no Bairro Ouro Preto.

Morador de lá há quatro anos, ele sempre acreditou no potencial do local. “Venho pesquisando a Pampulha e acho que, em dois anos, essa avenida será o ponto gourmet da região”, afirma Carlo. Ele já está de olho em dois outros imóveis da Fleming: um para abrigar restaurante de massas e outro para casa de carnes nobres. E não está sozinho: a mesma avenida vai ganhar pelo menos mais cinco casas. Um alambique, uma hamburgueria e um bar especializado em carnes estão entre elas. Por hora, ficará concentrado nas pizzas, já que esse projeto ocupava sua mente desde que se mudou para o bairro.

O famoso vulcão italiano que dá nome à casa fica em Nápoles, cidade da primeira pizzaria em que Carlo trabalhou, a Da Michele, na década de 1960. Búzios (RJ) foi sua primeira parada em terras brasileiras. Trabalharia metade do ano no verão de lá e o restante no verão de Ibiza, no Mar Mediterrâneo, sempre fazendo pizzas. Apaixonou-se por uma amazonense que conheceu no litoral fluminense e, então, fincou raízes no país. Em Minas, começou no extinto Basílico. De lá, passou pelo Positano, Marília Pizzeria e 68 La Pizzeria. Como consultor, assina as redondas do Távola, Vinicius, Café Paddock, La Vittoria (Vitória, ES) e Buoni Amici (Ipatinga).

Para poder treinar paralelamente funcionários de todas essas casas, deixou espaçosa a área em torno do forno a lenha e quis bancada de trabalho larga. O ambiente lembra as casas onde trabalhou, com parede de tijolos à vista, mesas de tampo de mármore branco, cadeiras de madeira e sofás pretos, totalizando 150 lugares distribuídos por um mezanino e dois salões que alternam pisos de cimento, calçada portuguesa e xadrez preto e branco. Os ingredientes, como de costume, ficam à mostra, em grandes vasilhas de louça branca.

FARINHAS Carlo garante que a massa é a mesma das casas em que trabalhou: leva água, sal, azeite extravirgem, fermento e mistura de farinhas de trigo nacional e de sêmola de grano duro importada. “Juntas, essas farinhas fazem a pizza ficar mais parecida com a pizza de Nápoles, que é mais crocante. Lá, usa-se uma farinha chamada ‘americana’, que é uma farinha de trigo mais grossa”, explica. A quantidade utilizada em cada bola de massa varia em função do clima: se a massa é preparada num dia seco, é preciso menos farinha e vice versa. Já o molho de tomate, é bastante reduzido para eliminar água.

Toda semana há uma sugestão de pizza – uma das próximas será de cogumelos porcini e em novembro, de trufas branas de Alba. No cardápio fixo, o italiano sugere a La Meraviglia (R$ 35,20): molho de tomate, muçarela, presunto cru, queijo brie, cogumelos e basílico. Além das redondas (também disponíveis em sabores sem queijo ou sem molho de tomate), há petiscos (caneloni de pizza é um dos mais curiosos), bruschettas, paninos, calzones e sobremesas. A carta de vinhos lista 34 rótulos (entre R$ 40 e R$ 290, garrafa).

VESUVIO
Avenida Fleming, 240, Ouro Preto, Pampulha, (31) 3498-4094. Aberto de segunda a quarta, das 18h à 0h; quinta e sexta, das 18h às 2h; sábado, das 12h às 2h; domingo, das 12 às 23h.

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