Em Inhotim, passeio inclui visita à obras contemporâneas

08/05/2009 07:00
Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press
Instalado em local privilegiado, o Restaurante Inhotim tem farto bufê (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press)

O programa de fim de semana pode se tornar uma experiência inesquecível se, além de gastronomia e belas paisagens, permitir uma viagem sensorial pelo mundo das artes. É essa experiência que o Instituto Inhotim proporciona. O complexo museológico, formado por uma seqüência de pavilhões espalhados em meio a um parque ambiental, oferece ao visitante mescla de artes visuais, cultura, gastronomia e contemplação da natureza. Fundado em 2005, em Brumadinho, a 60 quilômetros da capital, tem significativo acervo de arte contemporânea de nomes nacionais e internacionais, como Cildo Meireles, Tunga, Hélio Oiticica, Paul McCarthy, Nuno Ramos e Zang Huan, além de extensa coleção botânica.

O parque tropical ao redor dos pavilhões possui áreas que seguiram conceitos sugeridos por um dos maiores paisagistas brasileiros, Roberto Burle Marx. No início da formação do museu, ele visitou várias vezes a região orientando a construção de um jardim. Usou espécies da flora nacional para compor o local de rara beleza. Ao longo dos anos, foi sendo ampliado. Hoje, Inhotim reúne uma das maiores coleções botânicas do Brasil, com espécies tropicais raras e uma reserva florestal integrante do bioma da Mata Atlântica. Aliado ao verde, o que mais chama a atenção e atrai público de várias partes é o acervo de arte contemporânea, que vem sendo constituído desde meados da década de 1980, reunindo obras criadas a partir dos anos 1960.

Fotos: Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press
No Bar do Ganso, Madalena Godoy e Gastão Frota (foto: Fotos: Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press)

SENTIDOS


As pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, vídeos e instalações de artistas de renome internacional transformaram Inhotim em referência para compreensão da artes visuais da atualidade. Quem visita o espaço, gosta. “Dos passeios que fiz em Minas foi o mais lindo. Fiquei impressionado com diversidade”, conta a secretária Rosa Amalia Lima, depois de conferir um trabalho do artista plástico Helio Oiticica. Segundo ela, foi uma experiência totalmente diferente. “Como se tivesse ido a outro país. Parece uma viagem ao mundo dos sentidos. Tanto em relação à natureza, quanto pela capacidade de verificarmos a potencialidade da criação humana por meio das obras de arte”, avalia. A professora Madalena Godoy é outra que se encantou com o lugar. Não é a primeira que o visita e, nesta última, aproveitou para curtir as delícias oferecidas pelo Bar do Ganso, que funciona no lugar. “A comida é muito boa. Diversificada, diferente, com temperos especiais e de boa qualidade. Muito tentadora. Não é barata não, mas vale a pena.”

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