Chapa do chef: o novo bar do Santo Antônio

05/09/2008 07:00
Pedro David/Esp. EM/D. A Press
Picanha maturada argentina e salada mista completa do Bar Chapa do Chef (foto: Pedro David/Esp. EM/D. A Press)
Não importa o que digam, nem adianta provar cientificamente coisa alguma: a chapa continua em alta quando o assunto é carne. Nela os sabores se misturam, a suculência pode se esvair e fica difícil controlar o ponto da carne. Ainda que a velha escola privilegie cozimentos lentos e assados e as cozinhas modernas sejam adeptas de grelhas, as chapas encontraram porto seguro na chamada “baixa gastronomia”, ou seja, nos botequins, têm com pedidas como picanha, frango com catupiry e mussarela. Afinal, quem nunca presenciou aquele cheirinho de carne viajar quarteirões? A mais nova casa do ramo na cidade é o Chapa do Chef, inaugurada no Bairro Santo Antônio.

De fora, pode parecer um restaurante, principalmente para quem passa rapidamente pela Rua Leopoldina e vê as mesas forradas com toalhas, as cadeiras de madeira e a fachada branca, novinha em folha. Mas é um bar. Está instalado onde antes funcionava uma loja de roupas e as reformas levaram cerca de três meses. Salão interno e calçada podem comportar até 150 pessoas. A cozinha foi dividida em dois andares, já que na parte de baixo foi concentrado o armazenamento e preparo das carnes e, na de cima, petiscos, guarnições e sobremesas. Os banheiros são os mesmos que atendem a galeria a qual o imóvel pertence.

Entre os sócios que comandam a casa, está Marcius Henrique Carvalho, jornalista e publicitário, que já teve padaria e trabalhou como diretor de marketing em casas noturnas da capital mineira. Ele reconhece que o foco nas carnes na chapa denuncia grande similaridade com outras casas do setor, como a Cia do Boi, mas argumenta: “Somos uma casa de carnes, mas vamos um pouco além, oferecendo tira-gostos de boteco”. A idéia de montar o bar surgiu há cerca de dois anos, quando ele e os sócios iniciaram série de estudos de viabilidade.

O cardápio foi elaborado com consultoria de um chef e um nutricionista. Para arrematá-lo, Marcius ainda contou com a preciosa ajuda de seu primo, o confeiteiro Renato Lobato. Aliás, são dele as sobremesas que completam o cardápio, composto por carnes, acompanhamentos, petiscos. Para beber, chope (R$ 3, 300ml), cervejas (long neck e 600ml), drinques, doses, cachaças (incluindo uma curiosa aguardente feita a partir da banana, e não da cana) e nove rótulos de vinhos.

CHAPINHA

Atrás da vidraça, está a pequena bancada em que trabalham os chapeiros da casa. Não se trata de uma peça única, mas de seis pequenas chapas aquecidas de forma semelhante a de um réchaud. De lá, saem picanha maturada (R$ 5,49), baby beef (R$ 4,60), contrafilé (R$ 4,45), maminha (R$ 4,17), lombo/picanha suína (R$ 3,30), lingüiça de lombo (R$ 2,55), lingüiça de frango (R$ 2,55), peito de frango com catupiry (R$ 3,50), coração (R$ 2,50), salsichão (R$ 2,20) e mussarela (R$ 2,55) – os preços correspondem a 100 gramas. Todas as carnes são argentinas e maturadas. A condimentação delas consiste em sal no início e pasta temperada (à base de manteiga e alho) no final.

Entre os acompanhamentos, destaque para o arroz à piemontesa (R$ 8,70) e para a batata assada ao gorgonzola (R$ 9,90). Pedidas triviais também estão no cardápio, como arroz com alho (R$ 7,40), farofa de ovo e bacon (R$ 4,95), feijão tropeiro (R$ 8,80), batatas fritas (R$ 9,60), mandioca frita (R$ 9,60) e saladas (entre R$ 8,20 e R$ 21,70). Tira-gostos não fogem do habitual: filé mignon ao molho gorgonzola (R$ 26,70), pastel (tradicional ou de angu, com sabores variados; R$ 10,20, 10 unidades), escondidinho de mandioca com catupiry e carne seca (R$ 15,90) e torresmo R$ 11,70, são algumas das opções.

CHAPA DO CHEF
Rua Leopoldina, 161, Santo Antônio, (31) 2551-6513 e 2551-6565. Aberto segunda e terça-feira, das 18h à 1h; quarta, quinta e sexta-feira, das 18h às 2h; sábado, das 12 às 2h; domingo e feriado, das 12h à 0h.

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