Após sofrer ataque homofóbico, repórter pede boicote a lanchonete

Repórter Erick Rianelli recebeu comentários homofóbicos de um empresário de Brasília após fazer declaração para o marido em jornal ao vivo

Victória Olímpio - Correio Braziliense 17/06/2021 07:58
Erick Rianelli/Instagram/Reprodução
(foto: Erick Rianelli/Instagram/Reprodução)
Erick Rianelli, repórter da TV Globo, no Rio de Janeiro, pediu boicote a uma rede de lanchonetes de Brasília, após receber comentários homofóbicos do empresário, dono da loja. No dia dos namorados do ano passado, o jornalista se declarou ao vivo para o marido, Pedro Figueiredo, que também é funcionário da empresa. O vídeo circulou nesta semana em grupo do WhatsApp e um dos participantes, Alexandre Geleia, dono das lanchonetes, se pronunciou incomodado com a declaração.

"Falo o que penso e o que eu acho. Se ficou incomodado, me desculpe, garoto. Só acho que não precisa e não é necessário passar em TV aberta, em jornal esse tipo de coisa. É a minha opinião e não vou mudar por ser uma figura pública", afirmou Alexandre em áudios enviados no grupo. As mensagem também foram compartilhadas em outras redes sociais, chegando ao jornalista, que se pronunciou sobre o caso.


No Twitter, Erick relatou sobre os comentários e pediu ainda boicote a lanchonete: "Recebi alguns relatos sobre um empresário de Brasília que reagiu com homofobia a um vídeo em que eu declarei amor ao meu marido. Agradeço por todas as mensagens de apoio! Sobre o empresário... acho que nenhum LGBT do DF vai comer mais nas lojas dele".


Ao Correio, a equipe do Geleia informou que decidiu se pronunciar sobre os últimos acontecimentos envolvendo um dos sócios em respeito aos clientes e funcionários: "O grupo Geleia Burger informa que vem apurando o real contexto e significado das falas de todos os envolvidos em conversa conjunta de Whatsapp, para que toda a verdade seja devidamente esclarecida. Independentemente do que ficar apurado, todo o grupo Geleia reitera, reafirma e deixa claro que eventuais e supostos comportamentos ilegais ou antiéticos de quaisquer envolvidos não correspondem aos valores e às opiniões das empresas do grupo em questão e dos demais sócios".

"Seja qual for o resultado das mencionadas apurações, sempre acreditamos no amor em todas as suas formas e no direito de todos serem quem são e amarem quem quiserem, de modo que nunca compactuaremos com nenhuma ilegalidade ou comportamentos odiosos de ninguém. Que o amor sempre vença", finalizou nota.
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