Padre Fábio de Melo revela luta contra a síndrome do pânico

'Não me sinto vítima, não gosto desse 'ai, coitadinho dele, está cansado'. Não. Quero continuar a minha vida, fazer o que eu faço', disse

por Diário de Pernambuco 09/08/2017 08:59
Valter Pontes/Divulgação
Sacerdote afirma que não tem medo de expor a sua humanidade. (foto: Valter Pontes/Divulgação )
Padre Fábio de Melo revelou estar enfrentando a síndrome do pânico, transtorno que pode provocar crises de ansiedade e medo, mesmo sem motivo aparente. Em entrevista ao novo programa de Otaviano Costa na Rádio Globo, No ar, nesta terça-feira, 09, o sacerdote disse não ter motivos para esconder o problema e declarou seguir normalmente com a rotina: ''Eu sou extremamente aberto a contar minhas fraquezas. Não tenho medo da minha humanidade'', afirmou. 

''Estou vivendo um tempo muito difícil na minha vida, mas com muita disposição também. Não me sinto vítima, não gosto desse 'ai, coitadinho dele, está cansado'. Não. Quero continuar a minha vida, fazer o que eu faço e, quando eu quiser fazer a minha pausa, quero dizer também 'Olha, hoje eu não estou com disposição'. Então é assim que eu vou. Conseguindo conquistar os meus territórios com a minha verdade e autenticidade'', acrescentou. 

Padre Fábio atribui o distúrbio às suas funções como sacerdote, o que ele acredita provocar um desgaste emocional natural. ''Eu sei que eu sou afetivamente exigido o tempo todo. Faz parte do meu trabalho, eu sei, as pessoas, quando elas se aproximam de mim, elas chegam muito afetuosas, muito cheias de histórias, e é claro que é um desgaste natural, um desgaste emocional natural de tudo aquilo que eu faço'', disse. 
 
Depois de ficar famoso como cantor, o artista se tornou fenômeno nas redes sociais pelo bom humor, compartilhado no Twitter, Instagram e em outras plataformas. De acordo com ele, nem só bons momentos foram proporcionados pela internet, a qual  definiu como uma ''aliada do diabo'', entre risos: ''Dá medo demais. Porque a internet é uma casa de vidro em que você escolhe viver, com todos os riscos e com todas as possibilidades também. A internet é perigosa demais. Eu já fui muito crucificado''. 

Apesar dos riscos, diz o padre, a experiência proporciona a sabedoria do que é adequado ou não nas redes sociais. Alguns ''assuntos sagrados'' não são permitidos. ''Agora, é interessante porque tem um período de serenidade. Você desfruta, chega ao ponto certo, ao equilíbrio, você sabe até onde pode ir, com o que pode e não pode brincar. Tem assuntos sagrados que eu sei que não posso brincar mais'', afirma, se referindo ao futebol e não à igreja. ''Acho a galera do futebol pior'', acrescentou, lembrando de quando brincou com os times Atlético e Cruzeiro e foi amplamente xingado por internautas. 

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