Belo Horizonte ganha casa de culinária espanhola: o El Toro, em Lourdes

Novo espaço aposta em petiscos elaborados no formato de tapas

por Eduardo Tristão Girão 28/11/2014 08:00

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Fotos: Paula Huven/Esp. EM/D. A Press
(foto: Fotos: Paula Huven/Esp. EM/D. A Press)
Não é a primeira vez que alguém tenta abrir um bar de tapas em Belo Horizonte. Mesmo os restaurantes espanhóis, tendo como exemplo mais recente o Mediterrâneo, não tiveram vida tão longa e alguns deles funcionam associando ampla programação musical à gastronomia. Já fecharam as portas por aqui o Casa Goya e o La Taberna (que hoje oferece cursos de dança e culinária). Mesmo com esse cenário pouco animador, Matrud Bechara resolveu arriscar e abriu o El Toro, em Lourdes.

 

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“Em 2012, voltei da Espanha com a ideia fixa de que uma casa de tapas cairia como luva para BH, já que o público da cidade é boêmio. Mas aqui ele comerá petiscos mais elaborados. Dá para jantar ou ficar a noite toda petiscando. Não quero gente comendo pratos de R$ 80, mas vários tapas de R$ 7. A questão não é quantidade, mas variedade. A pessoa volta para casa pagando menos que a média do bairro e tendo comido várias coisas diferentes. É mais ou menos como ir a um restaurante japonês”, compara ele.

Descendente de espanhóis e sírios, Bechara buscou especialização em Barcelona. Lá, fez curso de culinária na escola de Bell Art e no bar Tickets (dos chefs Ferran e Albert Adrià), além de ter estagiado na Cerveseria Catalana, de onde trouxe algumas receitas. Entre elas, a do croquete de presunto cru (R$ 6,90, unidade) e dos montaditos de camarão com creme de kani (R$ 6,90, unidade) e de presunto cru com maionese e alface (R$ 6,90, unidade), ambos sobre fatia de pão.

Entre as porções, há uma versão diferente do polvo à galega (com batatas chips em vez de cozidas; R$ 29), batatas bravas (com molho picante e aïoli; R$ 19), cogumelos recheados com chorizo ibérico (R$ 32) e prato com queijos e frios importados da Espanha (como presuntos, embutidos e queijo manchego; R$ 42). A casa trabalha com três tipos de presunto cru ibérico, com curas de 12, 24 e 36 meses: os dois últimos são retirados da câmara fria antes da abertura da casa para serem fatiados no momento do pedido.

CASQUINHA Para quem está em busca de pratos, há apenas três pedidas, todas para duas pessoas. Uma paella de frutos do mar (R$ 75), outra de frango, lombo de porco e chorizo ibérico (R$ 72) e um arroz caldoso de lagosta (R$ 89). Todos são feitos com o característico arroz bomba, sendo que este último prato é o único que não leva açafrão (mas páprica doce) e, como o nome sugere, é servido mais molhado que a paella. Aliás, para que a paella venha com socarrat (casquinha tostada no fundo) é preciso solicitar à cozinha.

A única sobremesa típica disponível é a crema catalana, versão espanhola do crème brûlée (R$ 21) que figura entre nada menos que quatro versões de petit gâteau com picolé (R$ 29, cada). Cervejas a partir de R$ 7 (long neck ou chope), drinques começando de R$ 14 e carta de vinhos com 46 rótulos (a partir de R$ 46, garrafa; e de R$ 13, taça), na qual predominam exemplares espanhóis. Há apenas uma opção de jerez (tipo oloroso; R$ 10, taça). Nos almoços de sábado, Bechara prepara paella no deck (R$ 36,90, prato individual).

El Toro
Rua Marília de Dirceu, 182, Lourdes. (31) 2536-3330. Aberto terça e quarta, das 18h à 0h; quinta e sexta, das 12h às 15h e das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 18h.

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