Mixologista se especializa em servir drinques em formato diferente

Independentemente do formato em que são servidos, todos têm um padrão. Para Victor, esse é o segredo do drinque perfeito - o equilíbrio entre sabor, acidez e doçura

por Rebeca Oliveira 07/10/2013 10:09

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 (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
O mixologista Victor Quaranta e os drinques em formato esférico (foto: (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press))
Imagine se, em vez de provar um drinque segurando a taça ou o copo como de costume, pudesse experimentá-lo em um formato bem diferente? Como a esfera, envolta por uma fina camada que se rompe na boca e transforma-se em uma explosão de sabores. Essa busca por novas sensações é a ideia por trás da mixologia molecular. O nicho é relativamente novo no país e se integrou ao cardápio de alguns bares da cidade.

Além de esferas, drinques tradicionais ganham uma forma exótica: espuma, ar, gelatina e mousse são alguns exemplos. “Elaboramos o drinque normalmente, e, na finalização, damos a ele uma textura diferente”, afirma Victor Quaranta, que leciona mixologia na escola Drinks e Barman, no Lago Norte.

Independentemente do formato em que são servidos, todos têm um padrão. Para Victor, esse é o segredo do drinque perfeito — o equilíbrio entre sabor, acidez e doçura. É uma questão de química, que resulta da união de produtos (todos comestíveis), como a goma xantana ou o lactato de cálcio.

Victor dá aulas e oferece consultoria a alguns bares da cidade. No 10 0 13, inovação é palavra de ordem. Grande parte dos clientes chega ao local pensando em drinques clássicos e se surpreende com as propostas inusitadas oferecidas no pub. Uma delas, usa esferas de manga com ar de pimenta, maçã com ar de cravo-da-índia e pêssego com espuma de limão, a R$ 40.

O drinque foi criado por Victor e publicado no livro Loucos por café, do barista Antonello Monardo. Em outra proposta, uma bebida de beterraba com chá de frutas vermelhas, batizada de 10 0 13, ganha um sabor extra com a inserção da leve e refrescante espuma de limão (R$ 18). Segundo Victor, mixologistas e bartenders do Brasil têm uma vantagem em relação aos colegas de outras partes do mundo: a facilidade em encontrar de ingredientes naturais.

(Geyzon Lenin/Esp. CB/D.A Press)
Piratas do Caribe, um dos quatro drinques moleculares servidos no Paradiso Cine Bar (foto: (Geyzon Lenin/Esp. CB/D.A Press))
A vez do Brasil

O especialista acredita que, muito em breve, a coquetelaria também passará a valorizar a cultura nacional, inclusive na hora de batizar suas criações. “Hoje, os barmen vêm criando drinques com nomes em português e com a cachaça, que é uma bebida muito boa e tem a qualidade superior”, descreve.

 

João Manuel Paz, proprietário do Paradiso Cine Bar, investiu em mixologia molecular. “O drinque Piratas do Caribe é um dos quatro moleculares que servimos. Temos um caviar molecular de menta e um mojito em versão diferente, que é feito com menta em vez de hortelã. A esfera potencializa o sabor e dá uma experiência bem diferente do que tomar só o drinque. São três shots por R$ 19”. Outro drinque molecular do Paradiso chama-se Moulin Rouge, que tem uma esfera de daiquiri de morango, além de champanhe e chocolate, a R$ 17.

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