Pepino é ideal para dias quentes de verão

06/01/2013 10:38

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Por Patrícia Crespo

Acabaram-se as festas, os regabofes, a comilança. Nas promessas de novo ano, o item alimentação saudável sempre é lembrado junto com o refrão saúde prá dar e vender. É sabido que uma refeição equilibrada requer um prato com ingredientes diversificados. Ninguém é obrigado a comer o que não gosta. Mas verdade seja dita, muita gente torce o nariz para certos alimentos sem nunca tê-los provado. É o caso do pepino. Alguns dizem que é indigesto e acreditam que faz mal quando ingerido com leite. Outros o classificam de insosso, desenchabido e sem graça. Na linguagem popular, o vocábulo está sempre relacionado com algum problema de difícil solução. Entretanto, a má fama que persegue essa hortaliça passa longe de seus verdadeiros atributos nutricionais, de seu sabor suave e aromático e de sua incontestável versatilidade culinária. A grande maioria dos nutricionistas diz que tudo não passa de pura crendice, tabu e preconceito e que o pepino pode e deve ser comido e apreciado sem desconfiança, pois é um fruto com alto teor de água (95%), o que faz dele um alimento refrescante e de baixas calorias. Muita gente retira-lhe a casca fibrosa e garante que assim ele não fará mal nenhum. Todavia, seu alto teor de fibras é um grande aliado ao bom funcionmento do sistema digestório.

Diurético natural, contribui para dissolução de cálculos renais e controle da pressão arterial. Tonifica o fígado, rins, vesícula, e dá força aos cabelos e unhas, pelo seu alto teor de sílica e flúor. Seus índices de potássio e magnésio proporcionam flexibilidade aos músculos e elasticidade às células que compõem a pele. Diante dessa extensa lista de benefícios nutricionais, o legume é, sem dúvida nenhuma, um ingrediente ideal para compor os pratos em qualquer estação no ano, mas nos dias quentes de verão ele deixa de ser problema para ser uma saborosa solução que alimenta e proporciona aquela saúde preterida nos votos de um feliz ano novo. Parente do melão, das abóboras e das melancias, são originário das regiões montanhosas da Índia e se adaptou muito bem em climas tropicais como o nosso.

É cultivado desde a Antiguidade em países da Ásia, Europa e África. No continente das grandes savanas e desertos é onde se encontram as mais diferentes variações do fruto. Grandes, pequenos, redondos, largos, finos, lisos e com saliências na casca, os pepinos africanos sobem e descem a escala de tons verdes e amarelos. No Brasil, os tipos mais comuns são o aodai, aquele que se encontra em qualquer hortifrúti; o caipira, que é menor e tem a casca mais rajada e o japonês, extremamente versátil para utilização em conservas. Picles (do inglês pickles, que por sua vez deriva do holandês pekel) são vegetais conservados em vinagre, sal ou açúcar. Os minipepinos (cornichons, em francês, ou gherkins em alemão) não costumam aparecer in natura nos mercados, mas o picles dessa variedade do Cucumis sativus, nome científico do vegetal, é figurinha garantida nos sanduíches de grandes redes internacionais de fast food. Crocantes e com adorável sabor agridoce, podem ser adquiridos em embalagens industrializadas para ser utilizados em saladas, acompanhamentos de carnes e queijos. No Japão, o picles de pepino é conhecido como sunomono e ao lado do molho de soja é o tempero comum para suhis e sashimis. Pelo mundo inteiro o pepino é usado em conservas ou cru, em saladas e aperitivos e sanduíches. Cozido, pode ser recheado de diversas formas.

Mousses, pudins, sopas frias e quentes também são receitas que nutrem e agradam bastante ao paladar. Comer e cozinhar é ato criativo, que exige ousadia para provar combinações improváveis, que podem resultar em novos prazeres gastronômicos. Gourmets de carterinha afirmam comer pepino até com feijoada, garantindo que o prato mais famoso do país fica mais saboroso e interessante. Garanto que vou provar, mas para começar 2013 de forma leve e saudável, sugiro uma salada de tomates e pepinos mornos envolvidos em folhas e cebola roxa. Muita saúde para nossos leitores!!

Patrícia Crespo é formada em jornalismo pela Puc-Minas e em gastronomia pela Estácio de Sá.

Salada de tomatinhos e pepinos mornos

Ingredientes

Folhas verdes e novas a gosto, 200g de minitomates tipo italiano,
2 cebolas roxas, 2 pepinos tipo caipira, 100ml de azeite extravirgem, 2 colheres de sopa de ervas secas a gosto, 2 colheres de sopa de açúcar, 3 colheres de vinagre balsâmico, sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto, queijo parmesão em lascas a gosto

Modo de preparo

Aqueça o forno a 180 graus. Lave e seque bem os tomatinhos, os pepinos e as folhas. Corte os tomatinhos ao meio. Retire a casca das cebolas e corte-as em rodelas. Corte também os pepinos em rodelas finas. Numa vasilha, misture o azeite, o vinagre, o sal, pimenta, o açúcar e as ervas. Numa assadeira, coloque os vegetais cortados e cubra com a mistura de azeite. Leve ao forno até que os vegetais comecem a murchar. Rasgue as folhas limpas e secas. Na bacia, envolva as folhas com os vegetais mornos e todo o caldo que se formou na cocção. Decore com parmesão em lascas e sirva em seguida.

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