Restaurante do Chef Pino muda de lugar mas mantém cardápio tradicional

por Eduardo Tristão Girão 09/11/2012 07:00

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André Hauck/Esp. EM/D.A Press
Priscila e Pino Quaglia defendem o estilo italiano: nada de carne e massa no mesmo prato (foto: André Hauck/Esp. EM/D.A Press)

O chef italiano Pino Quaglia já mudou seu restaurante de endereço três vezes, mas não de opinião. Continua completamente avesso a servir massa e carne no mesmo prato (seguindo cânone italiano de divisão da refeição) e com cardápio praticamente inalterado na nova versão da casa, inaugurada recentemente no Anchieta. O nome também foi trocado: em vez de La Scaletta, que usava desde a inauguração, em 1997, agora chama-se simplesmente Pino.

Aberto num imóvel pequeno na Rua Paraíba, na Savassi, o restaurante desde então tornou-se reduto de italianos, tendo massas e receitas típicas do país europeu, ambas sempre em versões simples, como especialidades. Dois anos depois, Pino transferiu o La Scaletta para uma casa antiga na mesma rua, onde funcionou durante mais tempo, até 2010. Depois, o chef conservador surpreendeu ao reabri-lo num ponto do mesmo bairro, na Rua Tomé de Souza: além do seu conhecido cardápio, servia PF e açaí durante o dia.

“Financeiramente dava certo porque ficava lá dia e noite, mas os fregueses reclamavam da localização, que era péssima”, explica ele. A casa foi fechada em abril deste ano e o chef iniciou busca por novo ponto. “As pessoas piraram no valor do aluguel. Chegaram a me pedir R$ 18 mil”, reclama. Convicto de que teria de ser na Zona Sul, encontrou loja na Rua Pium-I, dois quarteirões abaixo do trecho mais movimentado dali. Durante a reforma, que durou um mês, ergueu uma cozinha do zero.

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Ravioli com zucchine passa a integrar o cardápio da casa (foto: André Hauck/Esp. EM/D.A Press)
Fregueses habituais reconhecerão apenas um prato fora do esperado, o ravióli de abóbora com amêndoa coberto com azeite, abobrinha e queijo grana padano (R$ 34, individual), que foi adicionado recentemente ao cardápio por Pino e sua mulher, Priscila, com quem divide a cozinha. O azeite continua como a principal gordura que utiliza, limitando o uso de manteiga e creme de leite a apenas dois pratos. “Minha comida é leve e ninguém sai daqui pesado depois de comê-la”, diz ele.

Tudo separado As massas continuam como destaque, oferecidas em porção para duas pessoas. Ele também as vende em formato individual por 50% do preço. “Feitas para dois, as massas ficam melhores do que para um. O molho fica mais amalgamado”, insiste o chef. Entre as pedidas, penne com camarão e radicchio (R$ 78), espaguete com lagostins (R$ 78) e rigatoni com linguiça e açafrão (R$ 78). Para entrada, opções são as porções de presunto cru com muçarela de búfala (R$ 35) e aspargos com manteiga e grana padano (R$ 35).

Grelhados e servidos à parte, peixes, frutos do mar e carnes chegam à mesa com guarnições simples, como radicchio grelhado, salada, batata grelhada ou feijão branco salteado com molho de tomate – nada de massas ou risotos. Há lagostins (R$ 40), contrafilé (R$ 35) e atum (R$ 35). “Uso azeite italiano, massa italiana, faço o máximo possível. Por que tenho de me adaptar? Os outros é que estão errados. Nem com a crise os italianos estão servindo massa e carne no mesmo prato. Nem no pior boteco”, esbraveja.

Sobremesas (R$ 14, cada) se resumem a tiramisù (feito com mascarpone brasileiro) e duas versões de affogato: numa, a bola de sorvete é mergulhada em café e, na outra, em uísque. A carta de vinhos está em reformulação, com rótulos abaixo de R$ 100 comprados do empório Tutto Italia (importadora Grand Cru). Julio Iglesias continua como nome principal na trilha sonora da casa.

Pino
Rua Pium-I, 420, Anchieta. 
(31) 3225-3628 / (31) 9436-3726. Aberto de segunda a sábado, das 19h30 à meia-noite.

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