BH ganha casa especializada em comida Libanesa, na Savassi

Espaço serve as tradicionais iguarias típicas

por Eduardo Tristão Girão 26/10/2012 07:00

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Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press
Tabule e charuto de folha de uva com arroz marroquino, pratos do cardápio do Pletora (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press)
 

 

A cena árabe é das menos dinâmicas no panorama gastronômico de Belo Horizonte. Os cardápios obedecem sempre o receituário tradicional e a sensação é de que os empórios, bares e restaurantes especializados são os mesmos há anos. Uma das últimas inaugurações do gênero foi, provavelmente, do Al Sultan, em 2007, motivo pelo qual chama a atenção a abertura do Pletora, pequena casa de sotaque libanês, há menos de um mês na Savassi. O menu é completamente tradicional, só com porções. Leia mais sobre gastronomia no Blog do Girão

 

A proprietária é Juliana Myrrha, que escolheu ponto na Rua Levindo Lopes, a mesma de seu outro restaurante, o 2012. Está no primeiro quarteirão, onde também ficam os restaurantes Dona Derna e Copa, além do recém-inaugurado 96 Restô. São apenas 28 lugares do lado de dentro e 20 na calçada. As mesas internas são de fórmica verde e, nos fundos, fica o balcão refrigerado com as pastas, conservas e coalhada produzidas na casa. Praticamente, apenas o pão árabe é feito fora.

 

“Como essa comida desde pequena, pois uma tia era casada com libanês. Homus, coalhada, quibes, esfirra e charuto eram habituais”, conta Juliana. O libanês em questão é Roberto Saddi, que teve um restaurante árabe chamado Zahle, na Avenida Cristóvão Colombo, nos anos 1980. Ninguém menos que a filha dele, Rausa, é quem comanda a cozinha da casa. A mãe dela, a brasileira Áurea, foi ao Líbano em 1987 conhecer a sogra e passou três meses por lá. Na volta, ensinou as várias receitas que aprendeu para a filha.

 

Moedor As pedidas são divididas entre as categorias balcão, porções, saladas (fatouche, tabule, marroquina e de favas com bacalhau) e pratos quentes. Na primeira estão os frios, incluindo as duas pastas mais conhecidas da culinária árabe, homus (R$ 8) e babaghannouj (R$ 8), ambas à base de tahine e feitas, respectivamente, com grão de bico e berinjela. Há também coalhada seca (R$ 10), chancliche (queijo temperado; R$ 10), lagarto à escabeche (R$ 10) e uma conserva não muito fácil de encontrar, de berinjela recheada com nozes e alho ao azeite (R$ 8, unidade).

 

Entre as porções, destaque para a variedade em torno de certos itens. Há esfirras fechada e aberta (R$ 4,50, unidade), quibes de boi (R$ 6, unidade), cordeiro (R$ 22, seis unidades) e legumes (R$ 4,50, unidade) e charutos de folha de uva (R$ 20, seis unidades) e repolho (R$ 18, três unidades). “O Zahle era um restaurante muito movimentado, pois fazia todo tipo de comida árabe, mas os quibes eram os mais concorridos”, lembra Rausa. Duas curiosidades: o moedor de carne ainda é o mesmo do extinto restaurante e parte das folhas de uva são provenientes de uma fazenda mineira.

 

A moussaka (R$ 16), já nos pratos quentes, chama a atenção por ser bem diferente da versão grega: não é montada em camadas nem leva batata, mas berinjela, grão de bico e molho de tomate com carne, finalizada com coalhada fresca e pedacinhos de pão árabe torrado. Quibe assado (R$ 10), kafta de cordeiro na chapa (R$ 16), peixe assado ao molho tarator (R$ 16) e arrozes típicos (com lentilha, marroquino e com aletria; R$ 15, cada) estão entre as outras opções de pratos. Por enquanto, não há sobremesa.

 

Há sempre sugestões do dia, como legumes recheados e cordeiro marinado em hortelã. Em breve, haverá linguiça de cordeiro e baclava (doce com massa folhada e nozes), ambos de produção própria. Cervejas de garrafa (600ml) custam R$ 6,50 e coquetéis, em torno de R$ 12. A carta de vinhos é enxuta, com 12 rótulos, todos com preço até R$ 70.

 

Pletora

Rua Levindo Lopes, 12, Savassi. (31) 2516-0489. Aberto de terça a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h.

 



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