De casa nova

por Eduardo Tristão Girão 16/12/2011 07:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press
O chef Robson Viana comanda a cozinha do Ephigênia (foto: Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press)
Com passagem por casas importantes da cidade (A Favorita, Splendido e o lendário Café Ideal, entre outros), o belo-horizontino Robson Viana inicia agora fase significativa de sua carreira à frente do recém-inaugurado Ephigênia, primeiro restaurante do qual é proprietário. Apesar de contar com outros três chefs e um empresário do ramo gastronômico como sócios, ele assina sozinho o cardápio, que é variado e conta com toques brasileiros.
O irmão Clóvis (Patuscada), o italiano Massimo Battaglini (Osteria Mattiazzi), Renato Baptista (ex-Barpitista) e o empresário Idel Yarochewsky (Tia Clara Buffet) compartilham com Robson o comando do Club do Chef, bufê criado por eles em 2008, e participam como sócios do Ephigênia. Mesmo assim, Idel ficou responsável pela administração diária da casa. Aliás, esse é um dos motivos pelo qual o restaurante abre somente no domingo para almoço, pois durante o dia todos estão ocupados com os eventos atendidos pela empresa.
“Chef deve ter tempo de pesquisar e criar. A exaustão consumia meu tempo de estudo. Cheguei a ser chef d’A Favorita e do La Victoria ao mesmo tempo”, lembra Robson. A gastronomia está no DNA da família: seu pai, Arisitides, começou como ajudante de cozinha no Hotel Del Rey, na capital mineira, quando chegou de Ponte Nova. Não demorou para que ele os irmãos Laércio e Clóvis buscassem experiência profissional no fogão, incentivados pelo pai.

Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press
Salada de camarões: brasilidade à mesa (foto: Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press)
SACOLA O restaurante ocupa o imóvel onde funcionava o italiano Mi Luccia. A reforma durou cerca de três meses, eliminando a área ao ar livre e distribuindo os 80 lugares por dois salões e uma varanda. A entrada ganhou plantas em latas de alimentos e, no espaço interno, o destaque fica por conta das paredes, forradas com o colorido tecido de velhas sacolas de feira. A adega climatizada foi construída nos fundos de um dos salões.

Os pratos (individuais) que chamam a atenção são justamente os que têm influência brasileira explícita, como o ravióli de abóbora com carne seca na manteiga de garrafa e farofa de torresmo (R$ 40), o risoto de pato com redução de açaí (R$ 46) e a bochecha de boi com sal aromatizado, purê de batata baroa e brotos (R$ 45). Por falar em boi, não menos curiosas são as porções de testículos bovinos acebolados com jiló grelhado (R$ 19) e de bolinho de feijoada (R$ 21, 12 unidades), que funcionam como petisco.

Seguindo a linha nacionalista, há sobremesas como o créme brûlée de milho verde com doce de leite (R$ 12) e o sorvete de rapadura (feito na casa) com cachaça queimada (R$ 13). “Montar esse cardápio foi mais preocupação que desafio, pois muita gente conhece meu estilo e precisava surpreendê-las. Quero aguçar a curiosidade do mineiro, mas sem ser extravagante e respeitando o freguês, pois é ele quem faz a casa”, resume Robson.
 
EPHIGÊNIA
Rua Grão Pará, 20, Santa Efigênia, (31) 2535-3065. Aberto de 
terça-feira a sábado, das 18h à 1h; domingo, das 12h às 18h. 


VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE GASTRONOMIA