Confraria noturna

Speciali comemora seus 10 anos com eventos às terças e quintas

por Eduardo Tristão Girão 11/11/2011 07:00

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 Pedro David/Esp.EM/D.A Press
Instalada em Lourdes, Speciali trouxe novo conceito para a pizza servida em Belo Horizonte (foto: Pedro David/Esp.EM/D.A Press)

Num passado não muito distante, houve o que pode ser chamado de separação de classes no mundo da pizza em Belo Horizonte. O tipo predominante – massa mais grossa, bordas generosas e recheio abundante – passou a dividir espaço com a receita de massa fina, elaborada com mais delicadeza e ingredientes em menor quantidade. A pizzaria Speciali não foi a pioneira nisso, mas ajudou a consolidar esse padrão no mercado, tornando mais polarizadas as preferências do público. E lá se vão 10 anos. Para comemorar, a casa aposta em dois projetos: um de vinho e outro de drinques.

Terça-feira sim, terça não, o consultor Márcio Oliveira promoverá o projeto Papo di vino, com degustação comentada de quatro vinhos em taça, harmonizados com menu de três etapas do chef André de Melo, um dos proprietários da casa. Preço: R$ 100 por pessoa. Trata-se de uma espécie de confraria aberta ao público, sempre à noite – a próxima está marcada para dia 22.

Já com o mixólogo Felipe Brasil e o DJ Leo Mille, André promove, às quintas-feiras, o Food experience, com coquetéis exclusivos (ou criados a gosto do freguês) e petiscos no estilo finger food – para serem comidos com as mãos e listados em cardápio paralelo.

Novas pizzas vêm sendo desenvolvidas, como as de alho negro e de Ovomaltine de colher. Por enquanto, o cardápio permanece com as redondas de sempre. Há desde a tradicional margherita (R$ 33,80, 30cm) a sabores mais elaborados, como calabresa de javali com cogumelo porcini e rúcula selvagem (R$ 34,80, 20cm) ou queijo brie com aspargos frescos e presunto cru (R$ 43,70, 30cm). No total, são 42 opções.

“Não mexi nas pizzas. Só fiz acrescentar outras entradas ao cardápio, atualizando principalmente as apresentações delas”, explica André, sócio da casa desde 2009.

Paradigma
“Quando abrimos, trabalhamos durante curto tempo com pizza cujo volume de massa era bem maior do que o atual. Reduzimos em função da demanda do público de BH, que, na época, gostava do produto como a carioca Capricciosa servia, fininho. Mineiro sempre foi mais ligado ao Rio que a São Paulo, onde até hoje a massa mais farta predomina. Aqui, os ingredientes são os mesmos e não há excesso. É por conta desse conceito que a gente se nega a fazer certas coisas, como pizza à portuguesa, de palmito à bolonhesa ou de milho”, conta Eduardo Pereira, fundador da Speciali.

Para chegar ao resultado atual, foi contratado o chef paulistano Hamilton Mellão. O que ele desenvolveu para a casa é seguido à risca: massa feita diariamente com água mineral (o cloro interage indevidamente com o fermento), farinha de trigo, sal, açúcar, fermento, azeite e um pouquinho de banha (confere “crocância”, segundo o consultor), assada por quatro minutos em forno a lenha a 350 graus.

O toque mineiro ficou a cargo de Eduardo, engenheiro civil apaixonado por máquinas: a massa é batida lentamente numa velha máquina de ferro, que ele teve o prazer de “garimpar” quando estava à procura de equipamento que não transferisse calor à preparação.

SPECIALI

Rua Fernandes Tourinho, 805, Lourdes, (31) 3284-7060. Aberto de segunda a sexta, das 18h ao último cliente; sábado, domingo e feriado, das 12h ao último cliente.

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