Uma decisão recente da Anvisa proibiu a venda de suplementos com ozônio e pratos plásticos da marca Guzzini.
A medida foi tomada após a detecção de riscos à saúde relacionados ao uso dos produtos.
Por que a Anvisa proibiu suplementos com adição de ozônio?
Os suplementos com ozônio, fabricados pela empresa OZT Comércio Atacadista, foram vetados por conterem um gás sem comprovação de segurança alimentar. A Anvisa esclareceu que o ozônio, até o momento, não possui avaliação de segurança para uso como ingrediente de alimentos ou bebidas. Embora seja utilizado em alguns processos de desinfecção de água potável, sua adição como componente de suplementos não é permitida.
Além disso, os produtos estavam sendo divulgados com alegações terapêuticas específicas, como a promessa de “suporte nutricional para o funcionamento saudável do sistema digestivo, hepático, ocular e cardiovascular”, que não são permitidas por lei para suplementos alimentares. A autarquia considerou essas práticas enganosas e potencialmente perigosas para o consumidor.
Atenção: Nenhum suplemento pode fazer promessas de cura ou prevenção de doenças sem comprovação científica e autorização específica.
O que foi detectado nos pratos plásticos da marca Guzzini?
O produto vetado foi o prato de sopa plástico blues, da marca Guzzini, identificado pelo código 229596. Segundo a Anvisa, os testes revelaram níveis acima do aceitável de migração da substância melamina — um composto que, em excesso, pode contaminar os alimentos e trazer riscos à saúde.
Esse prato é fabricado pela empresa Refemabim Comércio Importação e Exportação de Eletro Eletrônicos Ltda. (CNPJ 32.146.030/0003-69), que agora está obrigada a recolher todos os lotes disponíveis no mercado.
- A melamina é usada em utensílios resistentes ao calor, mas tem limites de segurança.
- O excesso dessa substância pode causar danos aos rins, formando cristais e provocando cálculos renais. As crianças são especialmente vulneráveis, pois seus rins ainda não estão totalmente desenvolvidos, tornando a exposição ainda mais perigosa.
- Todo utensílio que entra em contato com alimentos precisa ser aprovado pela Anvisa, que analisa especificamente os riscos de migração de substâncias para os alimentos. Quando considerado seguro, o material é incluído em listas positivas com limites máximos de migração estabelecidos.
- Produtos reprovados em testes de migração devem ser retirados de circulação imediatamente.

Como funciona o controle da Anvisa sobre utensílios e suplementos?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária mantém regras rigorosas sobre itens que possam impactar a saúde pública. Para suplementos, qualquer novo ingrediente precisa passar por estudos de eficácia e segurança. No caso de utensílios, o foco é evitar a transferência de substâncias nocivas para os alimentos.
Antes de aprovar um produto, a Anvisa exige testes laboratoriais, evidências científicas e informações detalhadas de fabricação. Quando algum lote ou substância oferece risco, a agência emite uma resolução exigindo recolhimento imediato.
Dica rápida: Sempre verifique se o utensílio tem selo de aprovação e se o suplemento possui número de registro.
O que o consumidor deve fazer em caso de uso recente desses produtos?
Quem usou suplementos com ozônio ou pratos da marca Guzzini recentemente deve ficar atento a sintomas incomuns e procurar orientação médica se necessário. Embora os riscos não sejam automáticos, a exposição repetida ou prolongada pode aumentar a chance de efeitos adversos.
É recomendável interromper imediatamente o uso e armazenar o produto de forma segura até que seja possível realizar o descarte correto ou devolução, conforme orientação da empresa ou dos órgãos de defesa do consumidor.
- Interrompa o uso do produto assim que souber do veto.
- Guarde a embalagem para possíveis reclamações ou trocas.
- Consulte um médico em caso de sintomas após o uso.
- Acompanhe comunicados oficiais da Anvisa para novas atualizações.
Segurança em primeiro lugar na escolha de produtos
O veto aos suplementos com ozônio e aos pratos plásticos da Guzzini reforça a importância de confiar apenas em produtos regularizados pela Anvisa. Mesmo itens aparentemente inofensivos podem esconder riscos quando não passam por avaliações sérias.






