Em outubro de 2025, a Anvisa suspendeu completamente o uso e a venda de um protetor solar popular no país.
A medida gerou grande repercussão por envolver um produto sem registro sanitário, vendido online sem autorização.
Protetor solar da Belladerm é proibido por falta de registro
O protetor solar com cor FPS 80 PPD 40 da marca Belladerm Co. foi proibido e apreendido pela Anvisa após ser identificado em circulação sem qualquer registro sanitário.
A decisão foi publicada em 13 de outubro de 2025 pela Resolução RE nº 4.028 e inclui a proibição, apreensão e recolhimento da fabricação, comercialização, propaganda, distribuição e uso em todo o território nacional.
O produto era comercializado no site www.farmaciabelladerm.com.br, mesmo sem apresentar documentação exigida por lei
Segundo a agência, o registro é essencial para garantir que a fórmula tenha passado por testes de segurança e eficácia antes de chegar ao consumidor.
Quais são os riscos de usar protetor solar sem registro?
Sem registro, o consumidor não tem garantia de que o produto oferece proteção eficaz contra raios UVA e UVB ou que seja seguro para a pele.
Além disso, o uso de produtos irregulares pode causar reações alérgicas, irritações e até mesmo danos mais graves à saúde.
- Fórmulas sem testes podem conter ingredientes tóxicos ou irritantes
- Ausência de eficácia na proteção solar aumenta o risco de câncer de pele
- Possível contaminação durante a produção sem fiscalização sanitária
- Falta de rastreabilidade em caso de reações adversas
Produtos sem registro são considerados ilegais e representam ameaça à saúde pública, ainda que sejam divulgados em sites com aparência profissional.

Como identificar se um cosmético tem registro na Anvisa?
Para se proteger, é essencial que o consumidor saiba verificar o registro de qualquer produto cosmético, especialmente os de uso diário como o protetor solar.
O número de registro deve estar impresso na embalagem e pode ser consultado no site oficial da Anvisa.
Dica rápida: Evite comprar cosméticos em sites desconhecidos ou com ofertas excessivamente vantajosas. Produtos de origem duvidosa quase sempre escondem riscos maiores.
O que fazer caso tenha usado o produto proibido?
Quem usou o protetor da Belladerm e teve reações adversas deve buscar orientação médica e informar à Anvisa pelo canal oficial de notificação de eventos adversos.
Mesmo que não haja sintomas imediatos, o ideal é suspender o uso e substituir por um produto regularizado.
- Guarde a embalagem e o número do lote, se possível
- Registre uma denúncia anônima à Anvisa
- Fique atento a sinais de irritações, manchas ou ardência na pele
- Evite descartar o produto no lixo comum — procure orientações sobre descarte seguro
A Anvisa reforça que a retirada do mercado é preventiva e visa proteger a população contra produtos inseguros, mesmo sem identificar a empresa responsável pela fabricação.






