'Good girls', da NBC, é a nova série que todos precisam amar

Série traz três amigas com diferentes personalidades que se envolvem no mundo do crime após ferrarem suas vidas pessoais

por Anderson Narciso 23/03/2018 09:00

John Stringer/NBC/Divulgação
Christina Hendricks, Retta e Mae Whitman encabeçam o elenco de 'Good girls', série da NBC que surpreende por uma qualidade incomum na TV aberta norte-americana. (foto: John Stringer/NBC/Divulgação)

Uma série despretensiosa e que sabe surpreender. Há tempos aguardo uma produção na TV aberta dos Estados Unidos que fizesse diferente. Mas, por saber que raras são as vezes em que isso ocorre, acabo me surpreendendo quando acontece. Foi assim ao final do piloto de This is us, há dois anos, e agora, com Good girls.

Good girls não quis “escancarar” sua história para o público antes da estreia, e isso valeu muito a pena. Eu estava completamente cético em relação à série. Esperava uma série bobinha de 20 minutos. Eu me surpreendi ao final dos 42 minutos do piloto. Passados três episódios, Good girls ainda não me parece uma série de TV aberta, muito menos da NBC. E isso ganhou pontos comigo. É querer ousar, ser diferente, e o melhor… com boas histórias! Três mulheres e… vários crimes! Talvez, o interessante de Good girls, distribuída no Brasil pela Netflix, é que você compra a causa das protagonistas e passa a torcer por elas. Mesmo com elas dispostas a cometerem vários crimes.

O elenco é encabeçado por Christina Hendricks, Mae Whitman e Retta. As três amigas são completamente diferentes em personalidades, mas igualmente ferradas ao se tratar de suas vidas pessoais. Beth (Hendricks), mãe de quatro filhos e endividada, descobriu recentemente que seu marido a trai; Annie (Whitman), mãe solteira, caixa de supermercado e com uma custódia para enfrentar e Ruby (Retta), que tem uma garotinha com uma doença grave e nenhum dinheiro para bancar seu tratamento.

Problemas comuns, descrença de soluções. As três terminam com uma ideia um tanto inesperada: combinam de assaltar o supermercado em que Annie trabalha. Em situações hilárias, mostrando o completo amadorismo das meninas, elas terminam surpreendidas ao ver que conseguiram roubar bem mais do que pretendiam: meio milhão de dólares. Os desdobramentos do assalto são incríveis, mas o interessante da trama e a profundidade por trás de algumas piadas ou cenas engraçadas.

Há em Good girls uma certa inocência, que muitas tramas atuais não apresentam mais. Há também a preocupação de envolver o público com seus personagens, a ponto de apresentarem suas histórias e fazermos com que torçamos por eles. Para uma série ser sucesso, ela não precisa de grandes nomes, um elenco gigante e alto orçamento. Ela precisa ter voz, uma boa história e usar essa combinação para ser ouvida. Good girls, sem dúvida, consegue fazer isso.

Ao assistir os três primeiros episódios da série, você se sente completamente imerso na trama e sem saber o que esperar a seguir. Era para elas terem apenas roubado o supermercado e pegado US$ 30 mil. Desde então, gastaram o dinheiro, se envolveram com um chantageador/estuprador, além do mais inesperado e excitante – a relação delas com uma gangue que, na verdade, era a verdadeira dona do dinheiro do supermercado. A cada momento, elas se veem cada vez mais atoladas na lama do roubo, mas o que era para ser uma trama densa e pesada acaba ganhando a leveza do humor que a série se propõe a manter.

A mensagem que Good girls quer passar é a de que “nada está tão ruim que não possa ficar pior”. Em todos os episódios elas terminam se envolvendo em uma situação pior que a anterior. Good girls pode facilmente acabar se tornando o seu passatempo favorito da semana. Uma série gostosa de assistir, divertida e excitante. É só torcermos para que o público norte-americano também goste da série e permita que os produtores tenham tempo de contar essa história que, de muitos pontos, é fascinante.

 

Abaixo, confira o trailer de Good girls: 



*Este texto é uma versão reduzida da crítica de Anderson Narciso publicada no blog Mix de Séries, hospedado no portal UAI

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