Método Mckenzie promove tratamento individualizado e rápido para dores na coluna

Queixa é cada vez mais frequente e tem afetado pessoas de todas as faixas etárias; sendo mais comum entre 20 e 45 anos

por Augusto Pio 09/10/2014 14:00

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As dores de coluna estão entre as queixas físicas mais comuns. Nos tempos atuais, essa queixa é cada vez mais frequente e tem afetado pessoas em todas as faixas etárias, sendo mais comuns naquelas com idade entre 20 e 45 anos. A fisioterapeuta Maria José Queiroz, que trabalha com o Método Mckenzie há 16 anos, explica que algumas dores são apenas posturais. Por isso, ao sair da postura errada a dor desaparece. Ou seja, os tecidos ainda não foram afetados. Mas, na maioria das dores da coluna já existe deformação do disco vertebral. Quando sob estresse, o disco se deforma e produz dor local ou irradiada para outras regiões do corpo. Se o disco pressionar a raiz nervosa a pessoa também terá uma dor neural, ciática, por exemplo.

Maria José explica que o Método Mckenzie faz uma abordagem eficaz e revolucionária para o tratamento das dores musculoesqueléticas da coluna e membros. "Hoje, o Método Mckenzie já é bem mais conhecido e reconhecido em todo o mundo. Ele veio revolucionar o tratamento das dores da coluna e dos membros, esclarece a fisioterapeuta. A técnica surgiu na Nova Zelândia, criada pelo fisioterapeuta Robin McKenzie. O sucesso do Método Mckenzie atraiu grande interesse entre pesquisadores de várias partes do mundo e é um dos sistemas de diagnóstico e tratamento mais estudados na atualidade.

Jansser Dias /Divulgação
A fisioterapeuta Maria José orienta sua paciente para a autocorreção do desvio lateral (foto: Jansser Dias /Divulgação)
Em 1982, um grupo de médicos e fisioterapeutas criou o Mckenzie Institute International, que é o responsável pelo desenvolvimento de pesquisas e formação de novos profissionais nesse método. Rápido (geralmente são necessárias pouca sessões) e eficaz, o método trata o paciente com exercícios, sem depender de medicação, calor, gelo, ultrassom, agulhas ou cirurgia. O tratamento é constituído de três partes: Avaliação, Programa de exercícios e orientação postural, e Prevenção de novas crises. Na primeira consulta é feita uma avaliação minuciosa, que tem como objetivo entender o comportamento e o mecanismo da lesão. Nessa avaliação são aplicados movimentos repetidos ou posturas estáticas na região afetada. Esses testes apontam a verdadeira origem do problema e determinam o diagnóstico mecânico. Só após a obtenção do diagnóstico mecânico é que será prescrito o exercício reparador específico para cada paciente.

VANTAGENS
Maria José, credenciada pelo Mckenzie Institute International, esclarece que as vantagens do Método Mckenzie são: tratamento individualizado, rápido e eficaz; número reduzido de sessões (geralmente, são necessárias em média de três a cinco sessões); autotratamento (o paciente é capacitado a se autotratar, uma vez que os exercícios são de fácil execução e podem ser feitos em casa ou no trabalho); e o alívio dos sintomas é notado logo nas primeiras sessões. Assim, como na coluna, as articulações dos membros podem sofrer alterações internas, desarranjos articulares na terminologia Mckenzie, provocando dor, bloqueio e dificuldade para executar tarefas simples da vida diária. As articulações mais comumente afetadas pelos desarranjos são os ombros, cotovelos, joelhos e tornozelos.

A especialista ressalta que o Método Mckenzie é indicado para as dores da coluna e dores irradiadas (hérnias e protusões de disco); lesões do esporte; dores das articulações dos membros; artrose das articulações dos membros; dores musculares e dos tendões (distensões/rupturas/tendinites/tendinoses); Dort (Lesão por esforço repetitido – LER); dores e disfunções da articulação têmporo-mandibular (ATM) e dor de cabeça e na face, de origem cervical.