Saiba como transformar sua casa em um ambiente livre de contaminações

Cuidar do ar é o primeiro passo rumo à qualidade de vida

03/08/2013 10:30

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Cristina Horta/EM/D.A Press
"Usávamos lâmpadas com reatores e não reparávamos como faziam ruídos. Além da troca do material, foi substituída inclusive a cor. Os reflexos foram imediatos" - Adriana Bordalo, diretora da construtora RKM (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
 Mais do que da saúde do corpo, é preciso cuidar da saúde da casa. Radiação, luminosidade, qualidade do ar e ruídos são alguns dos fatores que podem acometer o lar e ter influência direta sobre a qualidade de vida dos moradores. Além de irritabilidade, outros sintomas, como fadiga, cansaço e até alergia podem ter como origem um ambiente considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como enfermo. Disposto a estudar as edificações e ambientes, assim como a influência que exercem sobre o bem-estar de seus frequentadores, o geobiólogo e fundador da Casa Saudável, Allan Lopes, atua como verdadeiro médico de casas e escritórios.

Formado na Espanha, Allan é autor do livro Geobiologia – A arte do bem sentir e um dos precursores da geobiologia no Brasil, linha que estuda os impactos do espaço sobre a qualidade de vida. Entre os fatores apontados por ele como extremamente importantes para a garantia de uma área agradável para o convívio está a qualidade do ar. “Em casa o ambiente pode estar contaminado por produtos de limpeza, materiais que saem do carpete, estofado, colchão e até da tinta utilizada nas paredes”, enumera.

Todos esses elementos podem comprometer a qualidade do ar e causar uma série de reações, como irritação nos olhos, garganta e pele. “Pode chegar inclusive a um desenvolvimento de alergias, em casos mais sérios”, lembra Allan. Sem contar que o sistema imunológico fica fragilizado, abrindo brecha para doenças oportunistas como viroses. Por isso, o primeiro passo rumo a uma casa saudável é cuidar do ar. “Se for um espaço fechado, é preciso tentar ventilar pelo menos uma vez ao dia. Pela manhã, abrir as janelas durante uma hora já é suficiente para essa renovação do ar”, aconselha.

O mesmo vale para escritórios onde o ar-condicionado normalmente impera. “No caso dos ambientes de trabalho, caso não haja possibilidade de abertura das janelas, a alternativa pode ser colocar plantas na mesa”, afirma. Begônia, crisântemo, espada-de-são-jorge e tulipa são alguns exemplos de plantas que funcionam como excelentes filtros de ar e eliminam boa parte das toxinas ao seu redor.

Melhorar a qualidade da água ingerida é outro passo importante na busca por uma casa mais adequada à saúde. “Em geral, as pessoas utilizam filtros ou galões plásticos. No primeiro caso, há um excesso de cloro e flúor que pode trazer consequências renais e outros problemas. Os galões de plástico, quando aquecidos, podem liberar toxinas cancerígenas”, observa. A alternativa seria buscar filtros que utilizem carvão ativado, capaz de retirar o flúor e cloro da água e, consequentemente, aumentar o seu pH. “O pH mais alcalino é o mais aconselhado para consumo”, lembra.

Jackson Romanelli/EM/D.A Press
O geobiólogo Allan Lopes recomenda que as pessoas tenham pelo menos uma ametista em uma mesa de trabalho individual. Na foto, ele usa um medidor de frequência (foto: Jackson Romanelli/EM/D.A Press )
DE OLHO NA OBRA
A escolha do material de construção também deve ser criteriosa se a intenção é criar uma casa saudável. “As tintas podem liberar substâncias tóxicas. Por isso, o ideal é buscar aquelas que são à base de água e sem metais pesados”, alerta Allan. Até o tipo de piso utilizado no revestimento dos quartos pode trazer consequências inesperadas. “Quanto mais sintético, maior a probabilidade de liberar toxinas e gerar eletricidade estática, que vai roubar energia de outros materiais, inclusive do corpo humano”, explica Allan. Ao perder energia para o solo, o resultado pode ser aumento de cansaço.

Ter um bom projeto de iluminação é outra iniciativa fundamental. “É preciso considerar a qualidade e a quantidade que normalmente são deficitárias”, observa. A diretora comercial e de relacionamento da construtora RKM, Adriana Bordalo, conta como essas mudanças fazem diferença. “Usávamos lâmpadas com reatores e não reparávamos como faziam ruído. Além da troca do material, foi substituída inclusive a cor. Os reflexos foram imediatos”, conta sobre o tratamento realizado no escritório da empresa. Lâmpadas com espectro amarelo são as mais indicadas. A intensidade da iluminação tem, inclusive, impactos diretos na produtividade. “É comprovado em pesquisas que, num ambiente com luz ideal, a produtividade aumenta entre 4% e 13%”, calcula Allan.

Até a energia do solo é considerada na hora de fazer o diagnóstico das mudanças necessárias para tratar a casa e o escritório. “Nos nossos empreendimentos, utilizamos a radioestesia, que é uma área da geobiologia que mede a energia proveniente do solo”, conta Adriana. Em locais com energia positiva, a construtora busca projetar a construção de áreas de convivência como quartos e sala. “Caso contrário, evitamos obras nas áreas de energia ruim ou fazemos jardim”, conta Adriana. Tudo para evitar a síndrome do edifício doente (SED), reconhecida pela OMS como empreendimentos que causam malefícios aos moradores, como cansaço e estresse. Estima-se que até 30% dos edifícios novos possam ser considerados doentes.

Arte: EM/D.A Press
FONTE: ALLAN LOPES, GEOBIÓLOGO (foto: Arte: EM/D.A Press)