saiba mais
-
Organizado por professor da UFMG, livro traz pesquisa inédita do crítico e curador Walter Zanini
-
Entrevista: diretor Paulo Augusto Gomes fala sobre a paixão do cineasta Geraldo Veloso pela sétima arte
-
Considerado o maior repórter brasileiro, Joel Silveira completaria 100 anos
-
Ao lançar 'Eufrates', escritor André de Leones sai em defesa da amizade como a salvação
-
Menos conhecida, obra plástica de Lúcio Cardoso transcende a representação da realidade
Fade-out. Em 21 de agosto de 2018, fui ao Cine Santa Tereza para assistir a O homem roxo, documentário de Duke e Carlos Canela sobre o artista plástico Fernando Fiúza, falecido em 2009. O filme foi exibido a partir das 19h30, como parte do Cinema Falado, projeto do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC) e do Instituto Humberto Mauro. Além de alguns amigos de Fiúza, estavam presentes à sessão seus irmãos e sua ex-companheira, a também artista plástica Luciana Radicchi. Veloso fez a apresentação do filme. Terminada a exibição e acesas as luzes, ele comandou o debate, em clima de muita emoção. Ao final, lágrimas e sorrisos afetuosos marcaram as despedidas.
Geraldo Veloso, Victor de Almeida, Carlos Canela, Duke, Carlos Ribas e eu atravessamos a praça e fomos para o restaurante Bolão, onde “derrubamos” muitas garrafas de cerveja e conversamos até de madrugada. Veloso estava falante e brilhante, como sempre. Cheio de planos, cheio de vida. Pagamos a conta, saímos e, no meio da rua, nos despedimos com um abraço fraterno. Ele se virou e foi embora. Eu não sabia que seria para sempre. Triste.
* Paulo Vilara é cineasta, jornalista e escritor.