Considerado o maior repórter brasileiro, Joel Silveira completaria 100 anos

Referência para muitas gerações, ele despertou ira e admiração em Assis Chateaubriand, que lhe deu o apelido de víbora

por Paulo Nogueira 28/09/2018 12:55

‘‘Seu Silveira, o senhor não vai sair daqui, não! O senhor vai ter um corretivo! O senhor vai pra guerra, seu Silveira, vai matar alemão! Só lhe peço uma coisa: não me morra, repórter é pra mandar notícia, não é pra morrer!”.

Janey Costa/E.M/D.A. Press
(foto: Janey Costa/E.M/D.A. Press)

Assim Assis Chateaubriand, dono de mais de 40 jornais e revistas, entre elas O Cruzeiro, e 20 rádios, despachou o jornalista Joel Silveira, aos 26 anos, para cobrir a atuação dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, em 1944, como correspondente na Segunda Guerra Mundial. Essa e outras curiosas e saborosas passagens e histórias ao longo de 88 anos de vida enriquecem a biografia de Joel, considerado o maior repórter brasileiro, que teria completado 100 anos no último domingo (23 de setembro) e chamado por Chateaubriand de “víbora”, devido às reportagens críticas e à fina ironia.

No livro Tempo de contar, que reúne suas principais reportagens, Joel descreve como conheceu o todo-poderoso Chatô: “Somente quando já estávamos em seu carro e como até então ele não me tivesse dito para onde me levava, é que arrisquei a pergunta:

– Para onde estamos indo, dr. Virgílio?
– Aqui perto. Quero apresentá-lo a um amigo.

Era perto, sim: Rua Sacadura Cabral, 103, último andar, onde tinha seu quartel-general o diretor absoluto dos Diários Associados, Assis Chateaubriand. Na antessala, o contínuo uniformizado levantou-se à nossa entrada, saudou com um ‘boa-tarde, dr. Virgílio’ e nem sequer se achou na obrigação de anunciar a Chateaubriand a nossa visita. Nem Virgílio de Melo Franco (jornalista e deputado, 1897-1948) pediu-lhe que o fizesse: ele próprio abriu a porta, mandou que eu passasse, indicou-me o sofá num dos lados da sala ampla, onde me aboletei, o coração aos pulos.

– Escrevendo a favor de quem, Assis?, perguntou Virgílio.

O homem de baixa estatura (era Chateaubriand, e logo o reconheci, embora fosse aquela a primeira vez em que o via em toda a minha vida), ergueu a cabeça, jogou o lápis sobre a folha de papel, veio ao encontro de Virgílio – nem me olhou. Com um aceno, Virgílio pediu que eu me aproximasse e como que me empurrou na direção de Chateaubriand. Disse: – Aí está o rapaz, Assis. Você diz que ele não é um repórter, mas uma víbora. Pois lhe trago a víbora, como você pediu. Faça dela o que quiser.”

Em entrevista décadas depois, Joel contou depois o desfecho do primeiro encontro: “Eu não conhecia Chateaubriand e não gostava dele, não da sua pessoa, mas da sua maneira de agir. Aí ele veio: ‘Seu Silveira, o senhor vai trabalhar comigo! Vá no 2º andar e procure o senhor Carlos Lacerda’. Lacerda era diretor da revista  Meridional, dos Diários Associados. Ele disse que já tinha um trabalho pra mim: ‘O senhor vai correr o Brasil todo, do Acre à Bahia’. E eu fui.”

Semanas depois, entretanto, quando voltou ao Rio de Janeiro, Joel foi alertado por Lacerda: “O homem tá uma fera com você”. Joel conta: “Ele me recebeu quase apoplético. Mas por quê?, perguntei. Quando saí, deixei para ser publicada uma reportagem sobre o Clube das Vitórias-Régias, formado por velhas poetisas de quinta ordem, que se reuniam semanalmente. Todas integralistas. Uma das participantes era Rosalina Lisboa Larraigoti, mulher do diretor da Sul América Seguros, que dava muito dinheiro ao Chateaubriand. Então, quando o encontrei, ele me disse: ‘Seu Silveira, o senhor não sabe o que fez! O senhor atacou a minha melhor amiga!’. Eu disse: ‘Doutor Assis, não tenho culpa. Estou aqui há apenas um mês. Não posso saber das suas amizades. Seria burro se fizesse isso conscientemente’. Eu achava que ele teria um infarto. Pedi desculpas novamente e disse que iria embora, estendi minha mão, mas ele não estendeu a dele.” Foi quando Chateabriand proferiu a famosa frase de abertura deste texto ao despachar Joel com a FEB para a Itália como “punição” pela incômoda reportagem. Joel ficou cerca de três meses como correspondente na Itália e depois narrou sua experiência no livro A luta dos pracinhas.

 

Arquivo/ Estado de Minas
O jornalista Joel Silveira em foto de 1945 (foto: Arquivo/ Estado de Minas )
 

 

REPORTAGENS
FAMOSAS


Joel Silveira tinha a língua ferina e a prosa solta, que fizeram dele e do seu instrumento de trabalho, a máquina de escrever, metralhadora giratória do chamado jornalismo literário, o estilo atrativo de redigir uma reportagem como quem conta uma história. Se os EUA tiveram mestres no new journalism como Truman Capote (1924-1984), Norman Mailer (1923-2007), Tom Wolfe (1930-2018) e Gay Talese, hoje com 86 anos, o Brasil teve Joel Silveira (1918-2006), tão pioneiro quanto eles. E foram duas reportagens nessa linha que deram fama a Joel e atraíram a atenção de Chatô. “1943: eram assim os grã-finos em São Paulo” e “A milésima segunda noite na Avenida Paulista”, de 1945, fizeram história no jornalismo brasileiro.

A primeira por escrachar o baronato paulista em suas ostentações e extravagâncias, e a segunda por descrever a festa de casamento da filha do conde Francisco Matarazzo Júnior, o conde Chiquinho. Curioso pela festa anunciada como a mais pomposa e espetacular do Brasil, Joel tentou convite, mas não conseguiu. O “elemento da finesse”, que prometeu o convite e não conseguiu, se comprometeu, para aplacar sua frustração, a contar cada detalhe da festança, que durou “dois dias, três noites e três madrugadas” para que ele pudesse descrevê-la no Diário de S. Paulo, no qual trabalhava.

Dito e feito. E “deu detalhes da festa, desde o presente do conde para a noiva, um colar de pedras preciosas, milhares de convidados, 400 apartamentos alugados, duas orquestras de 150 músicos, banquetes com caças raras de outras regiões, quantidade inimaginável de litros de uísque e champanhe, 500 policiais contratados para fazer a segurança e brindes valiosíssimos. “O que os convivas trouxeram de lá (canetas-tinteiro de ouro, broches de brilhantes, cotillons prateados e dourados, mil ricas lembranças outras) foram dádivas friamente distribuídas pelo conde e perfeitamente enquadradas nas possibilidades, quase ilimitadas, dos seus lucros extraordinários.”

Segue Joel: “Naquela noite, quando o conde garantiu que seria realizada a mais bela festa do Brasil, uma fada mágica bateu com sua pródiga varinha na cabeça de vários cavalheiros nacionais. Houve telefonemas na madrugada, houve consultas e intrigas, e 10 ou 20 senhores adormeceram, os que conseguiram, certos de que seus capitais, por magia do conde, iriam ser aumentados, e que ótimos negócios encerrariam as atividades deste ano de 1945”.

Joel conta mais: “Um balanço honesto nos diz, à margem do casamento mas a ele ligado, que houve o seguinte: 26 jantares em residências particulares; oito recepções; 16 ceias no Jequiti e sete no Roof, não falando de uma série de pequenos ‘incidentes’ mundanos: coquetéis, chás com torradas, encontros fortuitos, coisas assim. Some-se a isso os tremendos 40 dias que antecederam o enlace, com aquele desespero aflito tomando conta dos cavalheiros e das senhoras, com as mil consultas a alfaiates, chapeleiros, modistas etc., e a uma conclusão lógica se chegará: a de que nunca, em nenhum tempo, a elegância nacional viveu instantes tão absolutos”.

A SOCIALITE
E A OPERÁRIA


Mas a “cereja do bolo” da extensa reportagem que deu fama a Joel, na verdade, “subiu as escadas da redação”, como se diz no jargão jornalístico. “‘Não sei, não, meu senhor, mas acho que o conde Chiquinho está gastando dinheiro demais’, foi o que me disse, na redação do Diário de S. Paulo, d. Olivia Figueira Ramos, mãe de uma noiva, imensamente mais modesta. Ela fora ali, atraída pela publicidade que o jornal vinha dando ao imponente casório, e nos aparecia armada de uma lógica ingênua e simples. Disse: ‘Leio todos os dias notícias do casamento da filha do conde e pensei que os senhores podiam publicar uma notinha qualquer sobre o noivado de minha filha. Será que só a filha do Matarazzo tem o direito de ver o seu casamento noticiado pelos jornais? Gente pobre também não casa?’”

Foi o pulo do gato para Joel. A mulher chegara num momento bastante oportuno e ganhou mais do que “uma notinha”, mas uma reportagem. E assim Joel escreveu na mesma edição o casamento da ostentação da filha do conde e o casamento de uma operária de uma de suas fábricas, ambos no mesmo dia. Joel conta: “Estive na humilde casa da Vila Romana, onde se realizou o matrimônio da moça Nadir Figueira Ramos, operária de uma das fábricas Matarazzo, com o rapaz José Todeschi, torneiro mecânico. Quando voltaram da igreja, na cidade, ela de azul, ele de marrom, encontraram o seu pequeno lar enfeitado com algumas flores de papel crepom e outras naturais; duas cortinas brancas na janela, pão doce, goiabada, refresco de laranja, quatro ou cinco garrafas de cerveja e algum guaraná. Os móveis são rústicos e ainda não estão pagos. E depois do casamento, no dia seguinte, Nadir voltou para sua fábrica e José para sua oficina. Lua de mel, sim, mas depois de as poderosas chaminés da Matarazzo gritarem o fim do segundo expediente do dia.”

Nas últimas linhas da famosa reportagem, Joel brinca: “E lá fomos nós para o casamento da filha de d. Olivia. Era, afinal, uma compensação, um tanto melancólica, para quem não pôde romper a terrível e impraticável parede que separa o mundo dourado do palácio da Avenida Paulista e o mundo prosaico da rua, o nosso mundo. E de tais compensações vivem os repórteres otimistas”.

Perseguido por duas ditaduras
Um livro indispensável na obra jornalística e literária de Joel Silveira é Na fogueira – Memórias, autobiografia na qual conta, entre o humor e o drama de saborosas histórias, os seus primeiros anos no Rio de Janeiro no fim da conturbada década de 1930. Caçula de um comerciante e uma dona de casa, Joel Silveira nasceu em 23 de setembro de 1918, no pequeno município de Lagarto. Desde pequeno já demonstrava talento para as letras, tanto que fundou um agitado grêmio literário na escola, mas acabou expulso por defender a famosa Coluna Prestes, que desafiou Getúlio Vargas. Desafeto do pai autoritário, decidiu se mudar de Aracaju (onde ainda adolescente recebeu “noites de amor” como pagamento por escrever centenas de cartas de prostitutas de um bordel para as famílias delas) para o Rio de Janeiro a fim de cursar direito.

E foi na então capital federal, exatamente no crítico ano de 1937, um dos piores da história do Brasil, quando Vargas deu o golpe do Estado Novo, que Joel desembarcou com apenas 20 anos. Era o Rio dos inúmeros bondes de uma cidade ainda com prédios de três andares com comércio no térreo, e nas esquinas “botecos fedendo a cachaça, urina e pó de madeira” como ele conta. E sem a grande violência de hoje. O Rio fervia porque havia um golpe em curso comandado por Getúlio com o apoio das Forças Armadas. Integralistas e comunistas se enfrentavam nas ruas a socos, pontapés e pedradas e agentes da Polícia Especial, do major Filinto Müller (1900-1973), um dos homens forte de Vargas, “baixavam o cacete”.


PRIMEIRO GOLPE


E então veio o golpe que acabou unindo os desafetos políticos em torno de um inimigo em comum: a ditadura de Vargas, imposta em 10 de novembro de 1937, no embalo do nazifascismo de Hitler e Mussolini, em ascensão na Europa, e que durou até janeiro de 1946, em meios a torturas e mortes, em nome do nacionalismo e do anticomunismo. Em Na fogueira, nome apropriado para obra devido ao ambiente político da capital, Joel conta a rotina nas redações sob a censura do temido Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), comandado pelo ministro da Propaganda de Getúlio, o jornalista Lourival Fontes (1899-1967). O recado do DIP para todo o país era claro: “Quem não for contra o comunismo é comunista. Não são inimigos da Pátria apenas os adeptos ou simpatizantes do comunismo, mas também os indiferentes”. Joel ironiza: “Um primor de maniqueísmo, coisa de doido”.

“Cabia ao DIP ditar as regras, dizer o que devia ou não ser publicado e irradiado, censurar, suspender ou mesmo fechar em caráter definitivo jornais, revistas e rádios, qualquer um que ‘passasse dos limites’, falar mal do regime e particularmente de Getúlio e também não falar bem, que no caso já era considerado oposição – a neutralidade ou indiferença eram tidas como suspeitas”, lembra Joel. “Para trazer a imprensa no cabresto, o DIP passou a dispor de uma arma poderosa: o controle da importação do chamado papel ‘linha d’água’ utilizado por jornais e revistas. Controlando a importação do papel que vinha da Finlândia e do Canadá, o DIP também se atribuía à prerrogativa de distribuir as bobinas, ou ‘cotas’. “Jornais contrários ao novo regime ou recalcitrantes poderiam sofrer toda uma gama de castigos, que ia da advertência, censura prévia, redução de cota de papel e finalmente a supressão total do fornecimento de papel, o que levava ao fechamento”, rememora o repórter.

Joel lembra outro episódio de censura ao atender a uma ligação telefônica na redação: “Uma manhã, lembro-me bem, a voz severa e imperativa: Nada, absolutamente nada pode ser publicado sobre o encontro ontem à noite do presidente Vargas com o embaixador alemão. Enviaremos depois uma foto com texto-legenda. E do lado de lá o telefone bateu seco. Esta, eu me dizia, é a verdadeira voz da ditadura, impessoal, sem preâmbulo nem salamaleques, anônima, direta e imperativa. E incontentável”. Eram dias sinistros, de ameaças explícitas ou veladas. “Todos nós sentíamos que os bons tempos de descontração e total liberdade já haviam acabado e que não era mais possível a palavra solta, a opinião livre.”

A redação a que Joel Silveira se refere é a da revista literária Dom Casmurro, na qual ele trabalhava, ponto de encontro de grandes nomes da época, como Jorge Amado, Graciliano Ramos, Oduvaldo Viana Filho, Oswald de Andrade, José Lins do Rêgo, Marques Rebelo e muitos outros. O futuro jornalista mal começara a cursar direito e já não queria mais saber da faculdade. Devido à sua habilidade com a máquina de escrever e a uma indicação do amigo do pai, ele acabou chegando às redações.


AMORES FURTIVOS

Os primeiros anos de Joel, além da ameaça do Estado Novo, foram tempos de crescimento pessoal e de vários namoros. Devido à situação financeira precária, ele morou em inúmeras pensões. A paixonite mais instigante vivida pelo então garoto de 20 anos foi num casarão de dois andares na Lapa, com jeito de palacete. Foi ali que se encantou com Natalina, “quarentona, gorda, de seios fartos”. Ela trabalhava na pensão administrada por duas irmãs idosas. “Eu me esforçava para engrenar pelo menos um namorinho. Piscar de olhos trocados entre um e outro, apertos de mãos mais demorados, eu só podia imaginar que as coisas entre eu e a vistosa estavam tomando jeito de namoro. Havia boa vontade da minha parte e, me parecia, da parte dela. O tempo se encarregaria do resto”, conta.

E se encarregou mesmo. Joel acabou tendo um caso com a exuberante e perfumada mulher de 43 anos. Um trechinho do livro dá o recado: “Quando a tive toda virada, o ventre e tudo o mais da frente apertados contra mim, fiz logo o que há muito tempo estava doido para fazer. Desci as alças da camisola, desnudei os seios e ali estavam os dois grandes e rosados volumes à minha disposição. Já no terceiro embate, foi d. Natalina quem feriu com uma nota mais alta aquele ronronar e aquela sucessão de gemidos abafados, os meus e os dela. Quando a inundei pela terceira vez, ela finalmente falou, a voz clara e viscosa: ‘Meu queridinho... queridinho’. E desmaiou, pelo menos foi o que me pareceu. Mas não era desmaio, apenas o relaxamento completo de alguém que finalmente havia matado uma sede e uma fome de dias, de meses, quem sabe de anos”.


SEGUNDO GOLPE

Joel Silveira voltaria a sofrer com uma ditadura na década de 1960, quando foi preso várias vezes pelos militares depois do golpe de 1964. Segundo o escritor Carlos Heitor Cony (1926-2018), Joel foi o primeiro preso do AI-5, o ato que aprofundou o regime de exceção, e ele, o segundo. No livro Tempo de contar, Cony relembra um episódio tragicômico, a despeito do medo imposto pelo regime: “Estivemos presos várias vezes. No carnaval, a patrulha apanhou o Joel e o levou para o Batalhão de Guardas, do qual éramos hóspedes assíduos e compulsórios. Joel chegou na cela e protestou: ‘Sem ele não fico nesta joça. Vão buscar o Cony!’. A patrulha obedeceu. Me apanharam indo para a praia. Quando cheguei, bronqueei feio: ‘Pô, Joel, você me entregou, eu tinha um programão!’. Ele disse: ‘Não estrila! Seja patriota! Lá fora tá muito barulho, vamos descansar um pouco’. Trouxeram um sujeito para ficar na nossa cela. Nós conhecíamos o cara: peixe graúdo em crimes contra o patrimônio. Joel berrou para o oficial do dia: “Aqui não, aqui é lugar de subversivo. Lugar de ladrão é no xadrez’”.

Joel morreu em 2006, aos 88 anos, de complicações causadas por câncer na próstata, confinado em seu apartamento no Rio, ao lado da filha. Trabalhou nos principais jornais de sua época, como os veículos dos Diários Associados, Última Hora, O Estado de S. Paulo, Diário de Notícias e Correio da Manhã. Pouco antes de partir, em entrevista ao jornalista Genetton Moraes (1956-2016), seu velho parceiro, ele disse que sua vida já não tinha mais sentido, porque todos os seus amigos já haviam morrido. Como escritor, Joel foi mediano, mas como repórter foi brilhante e segue como exemplo para futuras gerações, principalmente para as que não vão às ruas mais atrás da notícia, fazem tudo pela internet. Algo a pensar para o futuro do jornalismo.


Venenos do Joel



“A gente sente que está envelhecendo quando começa a gostar mais de carne de sol do que de mulher”

“Eis aqui um mistério: com tanta sujeira, e de toda espécie, espalhada por aquelas bandas, por que muito raramente se vê um urubu no céu de Brasília?”

“Pobre que vota em rico não é digno de ser pobre”

“Por que nunca houve um golpe militar nos EUA? Porque lá não existe embaixador americano”

“A profissão de jornalista tem desvantagem capital, entre tantas outras: obriga o jornalista a conhecer toda espécie de gente, gente demais. E conhecer gente demais implica decepção demais, desencanto demais, enjoo demais e, o que é ainda mais trágico, conluio demais”.

“Sou um homem que faz perguntas – nunca fui mais na vida. E assim serei, certamente, até o último dia, que também será o dia da última pergunta”

Fonte: Diário do último dinossauro, de Joel Silveira



BIBLIOGRAFIA DE JOEL SILVEIRA

Jornalismo


• O inverno da guerra (Objetiva, 2005)
• Diário do último dinossauro (Travessa dos Editores, 2004)
• A feijoada que derrubou o governo (Companhia das Letras, 2004)
• A milésima segunda noite da Avenida Paulista (Companhia das Letras, 2003)
• Memórias de alegria (Mauad, 2001)
• A camisa do senador (Mauad, 2000)
• Na fogueira: Memórias (Mauad, 1998)
• Viagem com o presidente eleito (Mauad, 1996)
• Nitroglicerina pura (Record, 1996)
• II Guerra: momentos críticos (Mauad, 1995)
• Guerrilha noturna (Record, 1994)
• Conspiração na madrugada (José Olympio, 1993)
• Presidente no jardim (Record, 1991)
• Segunda Guerra Mundial (Espaço e Tempo, 1989)
• O pacto maldito Hitler-Stálin (Record, 1989)
• Você nunca será um deles (Record, 1988)
• Tempo de contar (Record, 1985)
• A Luta dos pracinhas (Record, 1983)
• As duas guerras da FEB (Idade Nova, 1965)

Literatura

• Os melhores contos de Joel Silveira (Global, 1998)
• Não foi o que você pediu? (José Olympio, 1991)
• O dia em que o leão morreu (Record, 1986)
• Dias de luto (Record, 1985)

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