Trata-se do apanhado geral de uma carreira com momentos marcantes especialmente no teatro musical e na televisão - desde a consagração em novelas como 'Sassaricando' e 'Belíssima', e programas humorísticos, a exemplo do 'TV Pirata', até importantes espetáculos no palco como 'Sweet Charity' e 'Cabaret'.
"O resultado é original, pois, apesar de narrar a trajetória de uma artista conhecida, o enredo foi montado de uma forma a agradar mesmo quem não conhece o trabalho da Claudia", observa Possi Neto.
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As lembranças não são gratuitas - ao escrever também a letra original das canções, Falabella utilizou a melodia de músicas já existentes como apoio. Assim, 'Hey Big Spender', um dos temas mais famosos de 'Sweet Charity', de Fosse, é utilizado para ilustrar sua chegada à televisão.
A paixão de Claudia Raia pelo teatro permeia todo o espetáculo. Afinal, desde criança, desejava estar no palco. "Meu sonho era ser uma grande bailarina, brilhar em alguma companhia renomada", conta ela que, embora fosse talhada para o clássico, jamais abandonou o popular, especialmente o bem ritmado.
Para isso, o musical apresenta duas histórias reveladoras. A primeira envolve Lennie Dale, o americano que se apaixonou pelo Brasil e, aqui, criou o transgressivo grupo Dzi Croquettes. Ao descobrir que a trupe se apresentava em São Paulo, Claudia insistiu para que a mãe a levasse uma tarde até o Teatro Brigadeiro. Lá, com a petulância de uma bailarina de 7 anos, chamou a atenção de Dale e disse: "Eu danço igual a você". Mesmo surpreso, o americano comprou o desafio. "Quero ver, então", disse ele, antes de ficar boquiaberto quando a menina repetiu com exatidão e graça seus famosos passos. "Lennie ficou louco e, a partir daí, tornou-se meu padrinho e grande incentivador."
A coleção de ousadias aumentou quando, aos 13 anos, Claudia foi estudar em Nova York, onde se descobriu apaixonada por um gênero que não conhecia, o musical, em especial o criado por Bob Fosse. Dois anos depois, já bailarina clássica formada, protagonizou outra história deliciosa: em viagem com a avó a Buenos Aires, soube que haveria um teste para o balé Romeu e Julieta, no Teatro Colón. A menina se inscreveu, foi aprovada e permaneceu na capital argentina por um ano e meio.
Foi durante esse período que Claudia conheceu outro gênero que se tornaria o quarto pilar de sua carreira, ao lado do balé clássico e dos ensinamentos de Dale e Fosse: o teatro de revista. Ainda em Buenos Aires, ela trabalhou com a maior vedete do país, Suzana Giménez, que se apresentava no Teatro El Nacional. "Aprendi muito sobre teatro de revista com Suzana, ensinamentos preciosos que eu trouxe para o Brasil."