Paulinho da Viola faz show de clássicos em apresentação no Palácio das Artes

A apresentação comemorou os 50 anos de carreira do sambista que dividiu o palco com a filha

por Ailton Magioli 19/07/2015 09:33

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Alexandre Guzanshe / EM / D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe / EM / D.A Press )
Um desfile de clássicos, alguns dos quais, como 'Foi um rio que passou em minha vida', acompanhados em coro pelo público. Assim foi o show comemorativo aos 50 anos de carreira de Paulinho da Viola, sábado à noite, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Durante 1h46m de apresentação, acompanhado de banda e dividido entre o violão, estrageticamente colocado à direita do artista, no palco, e o cavaquinho, à esquerda, Paulinho desfilou sucessos como 'Dança da solidão', 'Sei lá, Mangueira', 'Pecado capital', 'Coração leviano' e o já citado 'Foi um rio que passou em minha vida', cativando a plateia, literalmente embevecida pela musicalidade do filho de César Faria, que integrou o Grupo Época de Ouro.

Alternando momentos solo e em grupo, o sambista carioca abriu espaço para a filha Beatriz Rabello, que está se lançando em carreira fonográfica, dividindo a interpretação do samba-choro 'Retiro' com ela, além de transformar o show em verdadeiro concerto, ao parar de cantar e tocar para assistir o duo formado por Adriano Souza (piano) e Mario Séve (sopros) interpretando Inesquecível, o choro que ele fez em homenagem ao mestre Jacob do Bandolim.

De pouca conversa, Paulinho falou do culto ao choro e da rixa entre as escolas de samba cariocas, entre outros temas, preferindo se dedicar à releitura de clássicos como 'Sinal fechado', com o qual ganhou o Festival Internacional da Canção (FIC) de 1969. Embevecido desde o início do show, o público voltou para casa de alma lavada.


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