Esculturas, a bela exposição em cartaz na Galeria de Arte Copasa, traz 11 peças em mármore assinadas por Ricardo Bergmann. As obras se inspiram em peixes e aves, bem como no movimento desses animais. Caprichosamente realizadas, dão vazão a uma ousada exploração de formas orgânicas, em especial a curvas que chamam para si o vazio à sua volta. É visualidade modernista ou, de fato, lembrança das formas sintéticas que construíram o pensamento plástico moderno.
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Satisfeito, Ricardo Bergmann diz que as peças saíram exatamente como ele queria. A linguagem limpa – “sem firulas”, diz – evita o excesso de informações, além de valorizar formas, texturas e detalhes anatômicos. “Não são abstrações”, observa o autor, mas alusão sintética ao motivo representado. O fato de não esculpir até agora tem explicação simples: “Eu só pensava em pintura. Caí na marmoraria por acaso, conheci matérias e ferramentas e fui ficando”.
Em 1981, Ricardo começou a trabalhar na Marmoraria Artística Irmãos Natali. A firma foi fechada, mas fez história em BH. Suas peças e monumentos podem ser vistos no Cemitério do Bonfim, igrejas e praças. O escultor comemora o novo momento. “Estou achando ótimo, porque já estava cansado de encomendas e trabalhos comerciais”, conclui.
ESCULTURAS
Trabalhos de Ricardo Bergmann. Galeria de Arte Copasa, Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio. Diariamente, das 8h às 19h. Até dia 16.