Críticas a Bolsonaro marcam blocos de Olinda, São Paulo e Belo Horizonte

Caso envolvendo Flávio Bolsonaro (PSL), senador pelo Rio de Janeiro e filho de Jair Bolsonaro (PSL), foi inspiração para fantasias

por Estado de Minas 02/03/2019 21:25
Tulio Santos/EM/D.A Press
Na foto, a advogada Thais Vieira, 26, fantasiada de Cadê o Queiroz, em alusão a Fabrício Queiroz, laranja da família Bolsonaro. Detalhe para os boletos de depósito bancário, referência à movimentação financeira do amigo do Presidente da República. (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
 
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi um dos principais alvos de crítica no carnaval de Belo Horizonte, São Paulo e Olinda. Fantasias que remetem ao caso Queiroz, adereços ironizando discursos da campanha presidencial e placas com frases satíricas foram as principais formas de protesto do público. 
 
Em Olinda, no estado de Pernambuco, os foliões do bloco Eu Acho é Pouco, a cada meia-hora, gritavam a frase: “Ai, ai, ai, Bolsonaro é o carai”. A mesma frase foi repetida em diversos blocos de Belo Horizonte, como o Tchanzinho Zona NorteLadeira Abaixo, que desfilaram nesta sexta-feira (1) e sábado (2). Refrões como “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*” e até “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, foram gritados. 
 
Em São Paulo, o cenário não foi diferente. Alguns dos foliões do bloco Tarado Ni Você escolheram a laranja como fantasia, em referência à relação do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, com o ex-policial militar Fabrício Queiroz. 
 
Outro adereço no gosto de quem não apoia o presidente foi a mamadeira com pênis de borracha na ponta. O objeto ironizou a notícia falsa que circulou nas redes sociais durante a campanha eleitoral. A fake news dizia que tais mamadeiras seriam distribuídas para crianças em creches brasileiras juntamente com o kit gay, caso Fernando Haddad (PT) fosse eleito. 
 
O bloco 77-Os Originais do Punk também foi crítico ao presidente. Durante o desfile deste sábado (2), no bairro Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, os músicos cantaram uma paródia da marchinha Coração Corintiano, na qual dizia “Doutor, eu não me engano. O Bolsonaro é miliciano”. A canção ironizou o fato de Flávio Bolsonaro ter empregado a mãe e a esposa de um ex-policial militar suspeito de chefiar milícia no Rio de Janeiro.

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