'Morte' toma conta do desfile do Bloco Fúnebre, em BH

Foliões se caracterizam com inusitadas e criativas fantasias na Praça da Bandeira. O objetivo principal dos organizadores é justamente comemorar a vida

por Estado de Minas 09/02/2018 22:12
Ver galeria . 16 Fotos Concentração do Bloco Fúnebre, na Praça da BandeiraTulio Santos/EM/D.A press
Concentração do Bloco Fúnebre, na Praça da Bandeira (foto: Tulio Santos/EM/D.A press )
A 'morte' tomou conta do Carnaval 2018 na Praça da Bandeira, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (9). Porém, o clima era de pura festa, pois foi onde o 'Bloco Fúnebre' deu início ao seu desfile, marcado para começar às 22h. O clima era de muita alegria e aos poucos os foliões chegaram para o inusitado desfile. O objetivo principal dos organizadores era justamente comemorar a vida. 
 
Violeo Lima, um dos fundadores do grupo, diz que o bloco busca 'enterrar a tristeza'. Segundo ele, criado em 2013, o 'Bloco Fúnebre' ressuscita as velhas marchinhas carnavalescas e também sambas tradicionais de grandes compositores, como Adoniran Barbosa.
 
 
Os desavisados que passavam pelo local poderiam pensar que estavam na gravação do clássico 'Triller', de Michael Jackson, por conta das criativas fantasias dos foliões. O percurso do bloco têm 3,5 quilômetros, saindo da Praça da Bandeira, seguindo pelas Ruas do Ouro e Estêvão Pinto, para pegar a Avenida Afonso Pena e retornor ao local de partida. 
 
Landercy Hemerson/EM/D.A press
Francês Johann Grondin, de 39 anos, e a mulher, a brasileira Iara Franco, 38, pela primeira no Carnaval do Brasil (foto: Landercy Hemerson/EM/D.A press)
O francês Johann Grondin, de 39 anos, e sua mulher, a brasileira Iara Franco, 38, estão pela primeira no Carnaval do Brasil, e escolheram BH por conta dos blocos. O casal iniciou hoje no desfile do  Bloco Fúnebre.
 
"Morei em San Barthelemy,  no Caribe, e lá tinha um dia de Carnaval.  Estamos de mudança para o Brasil e minha mulher me conveceu de que aqui seria muito animado", disse Johann. 
 
"De início, ele não entendeu muito o que era Carnaval de bloco. Mas foi só passarmos pela praça e a alegria o contagiou", festejou Iara. 
 
E se é para ressuscitar, a jazzista Amy Winehouse marcou presença. "Saio no bloco desde o começo. Mas se o lema é  ressuscitar as alegrias, vamos então fazer essa homenagem à Amy", disse Júlia Dias, 28 anos, fantasiada como a cantora britânica. 
 
Esse é o espirito do Bloco Fúnebre: sepultar as tristezas e ressuscitar as alegrias. 

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