Tchanzinho Zona Norte desfila pela 6ª vez no carnaval de BH

Tocando hits da "baixa gastronomia do axé", o bloco nasceu com o intuito de descentralizar a festa carnavalesca

por Larissa Ricci 09/02/2018 19:33
Ramon Lisboa/EM/DA Press
(foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press)
Em uma semana marcada pelas incertezas com o metrô do capital mineira, é nos trilhos que a festa abre o carnaval desta sexta-feira. Os batuques começaram a tocar com quase uma hora de atraso, mas iniciou quente no Bairro Dona Clara, na Região da Pampulha de Belo Horizonte, onde o Bloco Tchanzinho Zona Norte deu a partida de seu desfile. O bloco nasceu com o intuito de descentralizar a festa.

O início do cortejo ocorreu na Avenida Sebastião de Brito, mas, como já é tradição, os foliões embarcam no metrô, na Estação Primeiro de Maio, no sentido Praça da Estação. Se antes apenas moradores do Bairro Dona Clara, Jaraguá, Primeiro de Maio, lotou as ruas da região, o bloco atraiu foliões de todas as regionais de BH. No ano passado, o grupo arrastou cerca de 20 mil pessoas.

A estudante Paula Motta, de 20 anos, foi pela segunda vez no bloco. “Eu vim ano passado e gostei muito. Não é tão grande enquanto o Então, Brilha!, então é mais tranquilo. Também tem muita gente bonita”, contou a jovem, que está muito animada com a largada do carnaval. A estudante disse que é moradora da Região Nordeste, mas vale o deslocamento.

O grupo relembrou os sucessos do axé dos anos 90, tocando os hits de É o Tchan, Companhia do Pagode, Asa de Águia e Chiclete com Banana e prometeu colocar muita gente para cantar em coro. O regente Rodrigo “Picolé”, de 31 anos, prometeu um desfile animado. Com o tempo nublado, a chuva ameaçou cair no desfile. “São Pedro é da Zona Norte e vai ajudar a gente. Vai dar tudo certo. Se cair chuva, será só pra refrescar”, disse.

A festa foi tranquila e havia presença do corpo de bombeiros e da Polícia Militar para acompanhar o cortejo. O trânsito foi fechado nos dois sentidos da via. O embarque no metrô era previsto para as 21h. Segundo a organização do bloco, o embarque foi marcado para acontecer pela rampa lateral da Estação Primeiro de Maio. Um número maior de trens foi disponibilizado para levar todos os corpos dançantes para a Estação Central e funcionará até às 02h.

“Parece até Salvador, mas essa é a Zona Norte BH”, iniciou o novo cortejo com a nova canção. A novidade deste ano é a música lançada: “O tchanzinho vai passar”. Com teor político, a música aponta: “Olha a estação do outro lado, o Tchanzinho vai passar. A gente quer embarcar, mas o homem da lei não quer deixar”, cantaram em coro. O trecho relembrou conflitos entre polícia, segurança do metrô e foliões em cortejos anteriores. A canção foi composta antes do anúncio que apontava o fim das operações do metrô.

“Esse é o melhor momento pra gente ocupar o metrô e mostrar que é um meio de transporte importante. Ficamos muito triste com a perspectiva dessa nova tendência do Governo Federal. São pessoas que claramente mostram a que vieram, que é prejudicar quem mais precisa do Estado”, disse o regente, conhecido como “Picolé”.

BANHEIROS Apesar do bloco animado e o batuque afinado, os foliões enfrentaram problemas para usar os banheiros. Em um dos pontos em que 35 banheiros químicos foram instalados, no cruzamento da Avenida Sebastião de Brito com a Praça Albertin Sabin, os foliões se surpreenderam com as portas viradas para dentro - tornando o banheiro inutilizável.

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