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Empresário de Alexandre Pires nega envolvimento com garimpo ilegal

Matheus Possebon e o cantor mineiro estariam envolvidos em esquema que movimentou R$ 250 milhões com retirada de minério em terras Yanomami

Empresário musical de Alexandre Pires nega envolvimento com garimpo ilegal Divulgação/Reprodução/YouTube
Douglas Lima - Especial para o Uai clock 05/12/2023 19:15
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O empresário de Alexandre Pires, Matheus Possebon, foi um dos dois presos durante a operação da Polícia Federal (PF) contra o esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal na terra indígena Yanomami, que movimentou R$ 250 milhões. O cantor também foi alvo da operação, apesar de não ter sido preso.

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De acordo com as informações do portal Metrópoles, a operação ganhou o nome de Disco de Ouro e cumpriu mandados expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima. Entre os crimes investigados, está o de lavagem de dinheiro.

 

A polícia rastreou as movimentações financeiras de uma mineradora investigada e chegou a contas bancárias, como a do pagodeiro - teria recebido pelo menos R$ 1 milhão de uma mineradora sob investigação.

 

Matheus foi detido na segunda-feira (04/12), assim que desembarcou no cruzeiro temático de Alexandre, em Santos, no litoral paulista. O produtor musical é suspeito de financiar o garimpo ilegal e seria um dos "responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes". Já o artista mineiro foi conduzido à sede da delegacia, ouvido e liberado

 

Em nota enviada ao portal UAI, o advogado Fábio Tofic Simantob, que representa Alexandre Pires e Matheus Possebon, classificou a prisão do empresário como "violência". Segundo ele, a prisão foi decretada "por conta de uma única transação financeira com uma que Matheus não mantém qualquer relação comercial”. Fábio disse ainda que Matheus não pode nem ao menos esclarecer a transação e afirma que irá comprovar que seu cliente não tem nada a ver com a investigação".

 

Possebon é um dos executivos da Opus Entretenimento, que atende grandes nomes da música brasileira, como os cantores Daniel, Ana Carolina, Seu Jorge, Jota Quest, Raça Negra, RoupaNova, entre outros grandes nomes. Até o momento, nenhum dos artistas foi citado ou é investigado pela PF no caso do garimpo ilegal.

 

Vale destacar, que essas medidas foram emitidas como parte de um desdobramento da ação iniciada em janeiro de 2022. Na ocasião, foram apreendidas 30 toneladas de cassiterita extraídas da terra indígena Yanomami, que estariam armazenadas na sede de uma empresa investigada e que seriam enviadas para o exterior.

 

O inquérito policial indica que o minério seria declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba/PA, e supostamente transportado para Roraima para tratamento. De acordo com investigadores, no entanto, a operação seria somente no papel, já que o minério teria sido explorado do próprio estado de Roraima.

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