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Presa, Flordelis é flagrada com dinheiro escondido nas partes íntimas

A pastora está presa acusada de ser a mandante do assassinato do marido

Reprodução/TV Globo Reprodução/TV Globo
Douglas Lima - Especial para o Uai clock 04/11/2022 10:14
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A cantora, pastora e ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, de  61 anos de idade, teria retornado de uma visita na penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com dinheiro nas partes íntimas e números de telefones de advogados anotados no uniforme. Ela está presa no Rio de Janeiro, acusada de ser a mandante do crime que tirou a vida de seu marido, o pastor Anderson do Carmo.

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A informação foi revelada pela policial penal Fabiana Borges Ribeiro, ouvida em inquérito na 34ª DP (Bangu), na última quinta-feira (27/10). De acordo com as informações do G1, a investigação foi aberta para apurar denúncia de que a antiga parlamentar é alvo de extorsão e ameaças na cadeia, realizada através de notícia-crime enviada à delegacia. A agente de segurança ouvida é apontada pela religiosa como uma das responsáveis por "constrangimentos".

 

Segundo Fabiana, Flordelis dos Santos retornava da visita, em 4 de outubro, quando foi flagrada no compartimento de scanner corporal tentando retirar algo da calça. No depoimento, a policial disse que a detenta foi imediatamente levada para outro setor do cárcere. Na sequência, ela e um colega teria conversado com a pastora e ela teria espontaneamente retirado a quantia de R$ 72 em espécie das partes íntimas.

 

Depois, ainda conforme a inspetora, ao realizar a revista pessoal mais minuciosa na presa foi encontrado anotações no interior da calça com números de telefones de advogados, identificados pelo termo "dr". Após o caso, foi aberto um novo procedimento disciplinar contra a ex-deputada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio.

 

Vale destacar, que desde maio deste ano, a cantora gospel afirma que vem sofrendo extorsão de agentes penitenciárias e outras presas após ter recusado receber um telefone celular de outras detentas. De acordo com a ex-parlamentar, sua postura teria desagradado as internas e agentes suspeitas pela tentativa de extorsão.

 

Segundo Flordelis, o dinheiro que ela escondeu em partes íntimas seria para fazer um novo pagamento para as agentes e presas que continuavam fazendo ameaças contra ela. Ainda de acordo com a líder religiosa, são suspeitos pelo crime de extorsão duas agentes identificadas como Fabiana e Vivian, além do agente Leandro. Flordelis também acusa as presas Erica Lopes e uma interna identificada como Tião.

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