UAI

Fala de Juliano Cazarré sobre violência provoca climão em debate ao vivo

Ator apresentou dados sobre criminalidade durante discussão na TV, foi contestado por participantes e gerou momento de tensão

ator em foto reprodução Instagram
Juliano Cazarré cita dados sobre violência e gera climão em debate na GloboNews
Redação Entretenimento clock 13/05/2026 14:36
compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp SIGA NO google-news

 
participação de Juliano Cazarré no programa "GloboNews Debate" acabou repercutindo nas redes sociais após um momento de tensão ao vivo. Durante uma conversa sobre os índices de violência e letalidade no Brasil, o ator apresentou dados que foram contestados pelos demais participantes da atração, gerando um clima desconfortável no estúdio.

Leia Mais


Ao defender a ideia de que a violência no país atinge homens e mulheres de maneira ampla, Cazarré citou números sem especificar o período analisado. Segundo ele, cerca de 2.500 homens teriam sido assassinados por parceiras, enquanto aproximadamente 1.500 mulheres teriam morrido vítimas de homens.
 

A fala foi imediatamente questionada pela jornalista Julia Duailibi, que rebateu a generalização feita pelo ator. Durante o debate, ela destacou que a violência no Brasil não afeta todos os grupos da mesma forma e possui recortes específicos que atingem determinadas parcelas da população com maior intensidade. A psicanalista Vera Iaconelli também demonstrou surpresa diante das estatísticas apresentadas.

Na sequência, o consultor em equidade de gênero Ismael dos Anjos entrou na discussão para esclarecer um ponto considerado essencial no debate. Segundo ele, o número citado por Cazarré sobre mulheres mortas dizia respeito exclusivamente aos casos registrados oficialmente como feminicídio, e não ao total de homicídios femininos no país.

"Feminicídio é um crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher... Porque ela não aceitou uma separação, porque esse marido quer controle sobre o corpo dela", explicou Ismael durante o programa.

O momento mais tenso aconteceu quando o ator questionou se os chamados "crimes passionais", frequentemente associados a ciúmes ou relacionamentos afetivos, poderiam ser enquadrados na legislação sobre feminicídio. Mais uma vez, Ismael dos Anjos rebateu a colocação e criticou o uso desse tipo de expressão.

"Crime passional não é uma coisa que a gente usa mais, porque se é paixão, não deveria ser crime", finalizou o consultor ao vivo.
compartilhe icone facebook icone twitter icone whatsapp
x