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Juliano Cazarré revela desejo emocionante sobre filha: 'Queria ouvir a voz'

ntérprete de Jorginho em 'Três Graças', ator falou sobre a saúde da filha Maria Guilhermina, que nasceu com cardiopatia rara

Juliano Cazarré abre o coração sobre cuidados com filha que sofre cardiopatia rara Reprodução Instagram
Pai de seis, Juliano Cazarré relembra internação da filha e desafios da paternidade
Redação Entretenimento clock 30/12/2025 19:00
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Juliano Cazarré tem enfrentado momentos de grande intensidade emocional nos últimos anos, especialmente relacionados à saúde da filha caçula, Maria Guilhermina. A menina, de 3 anos e meio, fruto de seu casamento com Letícia Cazarré, nasceu com anomalia de Ebstein, uma rara cardiopatia congênita, e precisou permanecer internada por sete meses em um hospital de São Paulo.

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Hoje, Maria continua recebendo acompanhamento médico em casa e realiza idas mensais ao hospital para a troca da cânula da traqueostomia.

 

"Nossa meta para 2026 é ela conseguir sair do respirador de vez. Meu sonho é que ela possa comer comidinhas de verdade, porque até hoje se alimenta com fórmula. Profissionais a ajudam, porque ela ficou com sequelas do primeiro ano de vida. Ela tem um atraso motor e de cognição. E, como vive com a traqueostomia, não fala também. Queria muito ouvir a voz dela", revelou o ator, emocionado.

 

O período de internação trouxe incertezas, mas Juliano afirma que já enfrentou desafios ainda mais complexos em sua vida pessoal.

 

"O pior que vivi foi quando passei por uma crise pessoal e no casamento, porque ali eu não tinha fé para me sustentar. Com a Guilhermina, já existia um olhar sobrenatural, um entendimento de que tudo acontece para o bem das pessoas. Eu sabia que eu tinha que carregar aquela cruz e que ela tinha um significado. Mas é difícil ver o seu filho sofrer. Era muita injeção, tubo, operação de peito aberto", disse Cazarré, de 45 anos.

 

Para ele, ser pai vai além de prover: é uma missão de dedicação e paciência. Além de Maria Guilhermina, Juliano é pai de Estêvão, de 1 ano e 8 meses, Maria Madalena, de 4, Gaspar, de 6, Inácio, de 13, e Vicente, de 15 anos.

 

"Ser pai é ter espírito de doação. É um desafio, principalmente de paciência. É difícil muita gente falando o tempo inteiro, muito barulho, bagunça, as coisas somem, ninguém sabe quem pegou. Às vezes fico mais bravo do que deveria. Você tem que ver meus carrinhos de compra. Quando vou ao mercado, é uma atividade. Levo um fone de ouvido, pego aquele carrinho de dono de restaurante e boto 36 caixinhas de leite, sacão de limão, de laranja, 2kg de tomate... É sinistro", completou. 

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