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Caso Nardoni pode ter reviravolta com novas testemunhas

Petição apresentada ao MPSP cita três possíveis testemunhas e levanta uma nova versão sobre a morte de Isabella Nardoni

Caso Nardoni Reprodução Internet
Novas testemunhas podem mudar os rumos do caso Nardoni
Redação Entretenimento clock 24/08/2026 07:52
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caso Isabella Nardoni pode voltar ao centro das atenções após uma petição protocolada no Ministério Público de São Paulo (MPSP), em 20 de agosto de 2026. O documento solicita a retomada das investigações sobre a morte da menina, ocorrida em março de 2008, e apresenta relatos que, segundo os responsáveis pela representação, ainda não teriam sido devidamente apurados.

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Assinado pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, em nome da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ SP, liderada pelo ativista Agripino Magalhães, o pedido sustenta uma nova hipótese para o crime. De acordo com a petição, Antônio Nardoni, avô de Isabella, seria apontado como suposto mandante da morte. A representação também solicita a apuração de possíveis crimes como homicídio, fraude processual e corrupção.

 

Entre os elementos apresentados estão depoimentos atribuídos a três testemunhas. Uma delas seria uma policial penal que, conforme o documento, teria ouvido Ana Carolina Jatobá dizer, diante de outros agentes, que Antônio Nardoni seria o responsável por ordenar o homicídio. Ainda segundo a versão relatada na petição, Jatobá teria afirmado ser inocente pela morte da menina, embora admitisse ter agredido Isabella, negando ter sido a pessoa que a lançou do edifício.

 

Outra agente penitenciária também teria conhecimento de declarações semelhantes, mas demonstraria temor de possíveis consequências profissionais. Já a terceira testemunha seria uma ex-secretária de um escritório de advocacia, que teria contado sobre a recusa de um advogado em assumir a defesa da família na época, diante da gravidade das circunstâncias envolvendo o caso.

 

A petição ainda levanta suspeitas sobre possíveis benefícios concedidos a Ana Carolina Jatobá durante o período de prisão. O documento afirma que teria existido corrupção dentro da unidade prisional para garantir regalias à detenta e preservar um suposto silêncio sobre a autoria intelectual do crime.

 

Também são feitas alegações sobre visitas de Antônio Nardoni ao presídio e uma possível facilitação para que Jatobá ingressasse em trabalho remunerado, o que teria contribuído para sua progressão ao regime aberto. A policial penal que supostamente tentou revelar essas informações também teria sido intimidada, segundo o documento, além de submetida a atendimento psiquiátrico e medicação compulsória.

 

Diante das alegações, o advogado pede ao Ministério Público a reabertura das apurações ou a instauração de um novo inquérito, além da oitiva de ex-detentas, agentes penitenciários e outras pessoas que possam contribuir para a investigação. Também são solicitadas medidas de proteção às testemunhas.

 

As acusações, porém, constam apenas na petição e ainda precisam ser investigadas pelas autoridades. O documento não representa uma conclusão oficial da Justiça nem modifica as decisões judiciais já existentes sobre o caso.

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