Rica em azeite, dieta mediterrânea não engorda

Certos tipos de ácidos graxos têm efeitos muito positivos para a saúde, conclui estudo

por Correio Braziliense 13/07/2016 13:25
Paula Rafiza / Esp. CB / D.A Press
OMS cogita a possibilidade de revisar suas recomendações sobre a ingestão de gordura até o fim deste ano (foto: Paula Rafiza / Esp. CB / D.A Press)
A alimentação mediterrânea não precisa de moderação quando o objetivo é emagrecimento. Segundo estudo conduzido por cientistas da Espanha, a dieta que tem o azeite como um dos principais ingredientes influencia tão pouco no ganho de peso quanto uma pobre em gorduras. %u201CÉ hora de acabarmos com nosso medo da gordura e deixarmos de focar unicamente na redução total das calorias provenientes dos lipídios. Certos tipos de ácidos graxos têm efeitos muito positivos para a saúde%u201D, defenderam os autores, no artigo divulgado na revista médica The Lancet Diabetes and Endocrinology. Para chegar à conclusão, a equipe liderada por Ramón Estruch, da Universidade de Barcelona, acompanhou, entre 2003 e 2010, 7.500 espanhóis com mais de 55 anos. Todos apresentavam risco cardiovascular alto e diabetes, e 90% eram obesos ou tinham sobrepeso. Os voluntários foram divididos em três grupos: um ingeriu azeite de oliva à vontade, outro consumiu nozes sem restrições e o terceiro teve que reduzir o consumo de gorduras. Ao fim, a porcentagem de lipídios na alimentação diminuiu de 40% para 37,4% no grupo submetido ao regime pobre em gorduras e aumentou nos outros dois grupos: de 40% para 41,8% entre os sem restrições para o azeite de oliva e de 40,4% para 42,2% nos que seguiram uma dieta com mais nozes. Todos os participantes emagreceram ligeiramente: em média, 800g no grupo do azeite, 600g no grupo pobre em gorduras e 400g no das nozes. %u201CNossa pesquisa mostra que um regime rico em gorduras e verduras, como a dieta mediterrânea, não engorda%u201D, ressaltou Estruch. A Organização Mundial da Saúde (OMS) cogita a possibilidade de revisar suas recomendações sobre a ingestão de gordura até o fim deste ano. Hoje, a entidade sugere que as pessoas limitem a 30% as calorias consumidas na forma de lipídios. Na maioria dos países mediterrâneos, essa proporção é de 40% ou mais.

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