Nutricionistas dão dicas para uma refeição nutritiva e criativa para atrair os pequenos em idade escolar

Veja também uma sugestão de cardápio para a semana

por Ludymilla Sá 21/03/2016 07:35

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Cristina Horta/EM/D.A Press
Para Alice Carvalhais, nutricionista materno-infantil, os alimentos têm de ser preparados conforme a necessidade da criança (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Antes de as crianças irem para a escola é aquela correria. Nem sempre as mães encontram tempo de preparar lanches nutritivos para assegurar uma alimentação saudável aos filhos durante o período em que eles estão fora de casa. Sem contar que, mesmo com disposição, a criatividade para tornar a refeição mais atrativa se esgota e começa a comprometer o valor nutricional da alimentação com a inclusão de petiscos alternativos. Para auxiliar na produção de uma lancheira saudável, o Bem Viver ouviu especialistas, que deram dicas de um cardápio variado e criativo.

Afinal, essa é a rotina de milhares de pais e mães. Foi, um dia, a da dona de casa Renata Cristina Bifano, que, depois de muitos anos trabalhando fora, optou por se dedicar integralmente aos filhos. Ela pediu demissão no serviço e passou a cuidar melhor da alimentação das crianças. De quebra, viu na escolha a oportunidade de investir em um novo nicho de negócio.

“Na realidade, sempre trabalhei fora em uma loja de roupas. Não tinha muito tempo para fazer as coisas e quando precisava comprar o lanche não encontrava nada saudável para pôr na lancheira. Resolvi que queria ficar mais perto deles. Saí do trabalho e decidi também fazer os cardápios para os pais que não têm tempo.”

Renata faz sempre lanchinhos saudáveis e bastante criativos, como deve ser a alimentação das crianças, segundo especialistas. Os pais precisam entender que a cultura de uma boa alimentação vem de casa, de acordo com a nutricionista Raphaela Cordeiro. “O exemplo é um excelente caminho, pois a criança é muito observadora e percebe o que está ao redor dela. Outro passo importante é fazer as compras daquilo que é ideal e saudável. As crianças não vão ao supermercado fazer as compras, portanto, somos responsáveis por isso e, logo, pelo hábito alimentar delas, que começa com a nossa ajuda.”

O importante é combinar três grupos alimentares, segundo Raphaela: construtores (proteínas, como queijos, iogurtes, leite, carnes, atum e frango, por exemplo), reguladores (frutas, legumes e verduras) e energéticos (carboidratos, como pães, biscoitos e bolos). “O grupo dos carboidratos é importante para a energia. O da proteína é responsável por ajudar na construção dos músculos, e o grupo dos reguladores, como frutas e sucos, contribui com vitaminas, minerais, fibras e água.”

Nesse contexto, pães, frutas das mais variadas e sucos são indicados. Mas alguns desses alimentos têm de ser preparados conforme a necessidade de cada criança. Uma criança pequena, por exemplo, deve levar as frutas já picadas. As mais indicadas são as que não empretecem. “Para uma criança pequena, tem de mandar fruta picada. Por outro lado, a maçã é mais prática para uma criança grande. Essas escolhas são subjetivas”, afirma Alice Carvalhais, nutricionista materno-infantil, responsável pelo programa de nutrição em crianças e adolescentes do Instituto Mineiro de Endocrinologia.

CONSERVAÇÃO
Os sucos são uma grande dúvida. É difícil mandar os naturais, porque muitos perdem o gosto e os micronutrientes se não são ingeridos na hora. Para evitar que isso ocorra, é importante escolher frutas com menor velocidade de oxidação, como goiaba, acerola, abacaxi e maracujá.

Para armazenar e transportar, as garrafas térmicas são essenciais, de acordo com Raphaela Cordeiro. “É possível levar suco, desde que seja em garrafa térmica e logo colocados em geladeira ou em bolsas térmicas de qualidade, que os mantenham até a hora do consumo. O suco que estraga com mais rapidez é o de melancia, por exemplo”, indica.

Alice Carvalhais reforça a importância da conservação, mas atenta para a necessidade da água na lancheira, em vez do suco. “Se optar pelo suco, a mãe deve encher a garrafinha toda para ter menos contato com o oxigênio. Pode também colocar uma poupa congelada, que vá descongelando aos poucos até a hora do lanche. Pode ainda fazer um suco bem forte e encher a garrafinha de gelo. Mas, se a criança pode beber água e comer a fruta, por que levar suco?”

Para as especialistas, de uma forma geral, não existe uma lancheira ideal, embora seja importante a combinação dos grupos alimentares. “Na realidade, os pais têm de pensar no contexto da alimentação da criança, o que ela vai comer no café da manhã, no almoço e no jantar, para ver o que será necessário colocar no lanche que levará para a escola. Ou seja, é preciso avaliar qual a necessidade dessa criança e o que está faltando na alimentação”, afirma Carvalhais.

Kits Meu Lanchinho/Divulgação
(foto: Kits Meu Lanchinho/Divulgação)
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(foto: Kits Meu Lanchinho/Divulgação)
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(foto: Kits Meu Lanchinho/Divulgação)
Kits Meu Lanchinho/Divulgação
(foto: Kits Meu Lanchinho/Divulgação)


Sugestão de cardápio

1ª – Uma fruta, mais sanduíche integral recheado com patê de ricota e atum, e água  de coco (pode ser de caixinha, mas sem conservantes ou aromatizantes artificiais)
2ª – Salada de frutas com três tipos diferentes, um pedaço de bolo caseiro e um iogurte
3ª – Uma fruta, mix de oleaginosas (não é recomendável para crianças com menos de 4 anos), um miniwrap saudável com patê de cenoura, frango desfiado e alface, e uma caixinha de suco de uva integral
4ª – Salada de fruta com uma colher de noz moída, um pão de queijo e uma água de coco (sem conservantes ou aromatizantes artificiais, se for de caixinha)
5ª – Uma porção de fruta picada, um potinho de milho cozido e uma unidade de suco da maçã integral
6ª – Um iogurte, uma porção de fruta e três cenourinhas baby
7ª – Uma porção de biscoito de polvilho integral (10 unidades em média) e um suco de acerola com mamão caseiro na garrafa térmica

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