Crianças falam o que pensam e colocam pais em cada situação... Veja histórias

Criança diz cada coisa... É assim porque, durante um tempo, os pequenos são um misto de sagacidade e inocência, sem filtros. A fase passa, mas rende muitas risadas

por Rafael Campos Renata Rusky 18/10/2014 10:00

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Zuleika de Souza/CB/D.A Press
Conversa entre Rafaela, 5 anos, e a mãe, Simone Valente: - Vamos tirar foto para a Revista. Você é chique. - Mãe, eu não sou chique. Sou popular. (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Ser criança é ver o mundo ainda com a inocência de quem pouco o conhece e com a esperteza de quem acumula informação o tempo todo. Para os adultos, parece que os pequenos vivem em outro mundo, um reino com personagens de desenhos animados. Quietinhas ou agitadas, pode parecer que não prestam muita atenção no universo dos adultos. Engano o nosso: elas estão atentas a conversas, expressões e palavras que os adultos falam.

Quem nunca se impressionou com o filho falando uma palavra que você nem sabia que ele conhecia? Quem nunca foi surpreendido pela tirada de uma criança? Esses momentos acabam rendendo boas risadas. “Enquanto ainda carregam ingenuidade, não têm medo de dizer o que pensam baseado no que aprendem — nem por vergonha, por moralismo ou por medo de errar”, explica a psicóloga infantil Jandira Cruz. De acordo com ela, o processo rende frases engraçadas exatamente porque as crianças sabem mais do que imaginamos, mas não o suficiente para julgar quando é apropriado falar certas coisas.

Simone Valente, 36 anos, fisioterapeuta, é mãe de Rafaela, 5. Mesmo com pouca idade, já proporcionou à mãe muita história engraçada. Uma vez, Simone e o marido pediram à pequena, à epoca com 3 anos, que chamasse o elevador. Resultado: ela ficou gritando “elevador” no hall do prédio. As sacadas divertidas — e até embaraçosas — continuam. Como Simone atende alguns pacientes em domicílio, a menina precisou acompanhá-la algumas vezes. Dona de boa memória, Rafaela, às vezes, cobra promessas que lhe fazem. “Outra vez, ela foi em uma consulta comigo e disseram que levariam um chocolate pra ela na próxima vez. Ela ficou muito tempo sem ir de novo, mas, quando foi, cobrou o tal chocolate. Morri de vergonha”, conta a mãe. Em outra ocasião, a paciente era uma senhora idosa, com mais de 80 anos. No término do atendimento, a senhora soltou gases e a menina na hora perguntou: “Quem soltou um pum?”. A senhora respondeu, com bom humor, que havia sido ela e explicou que as pessoas mais velhas têm dificuldade em segurá-lo. A menina, em um misto de falta de filtro e de sensibilidade para querer consertar o que disse, respondeu: “Eu também faço pum. E minha mãe, às vezes, arrota”. A mãe calcula que entra em saias justas como essa praticamente todos os dias.

Os deslizes são normais. Em geral, Rafaela demonstra bastante maturidade para a idade. Os pais mantêm com ela um esquema de pontos. Cada coisa errada que ela faz vale um ponto. Quando atinge 10, ela perde algum direito — de mascar chiclete, por exemplo. Outro dia, no meio de uma discussão casual dos pais, ela se intrometeu: “Vamos fazer pontos com vocês também?”. Os dois ficaram sem reação diante da filha que pedia, sutilmente, para que parassem de brigar.

“No processo de infância, o que entendo como perda da inocência é o momento em que a criança adquire habilidades que dão maior controle sobre suas ações e, principalmente, sobre as consequências de expor comportamentos e apresentar ideias”, explica Áderson Costa, professor do departamento de psicologia clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com ele, a criança não nasce conhecendo as normas éticas da sociedade em que está inserida e isso é aprendido com o tempo. “Entendemos que as habilidades crescem a partir de diferentes experiências que vão oferecer maior autonomia, identidade e competência social às crianças, para que elas possam decidir quando dizer algo e quando não dizer”, resume.

Sempre antenadas
Para a psicóloga Stela Lobato, diretora da academia infantil Boobambu, as crianças são verdadeiras “esponjinhas” de ambientes novos. A profissional afirma que os pais estão cada vez mais interessados no processo de desenvolvimento infantil. Porém, as exigências da vida adulta fazem com que eles procurem apoio na escola e atividades extracurriculares para complementar a educação dos filhos. “Fora do ambiente familiar, as crianças também precisam desenvolver uma rotina. E é importante torná-la divertida”, pondera. Como exemplo de estímulo à obediência de regras, Stela cita o momento de encerrar as brincadeiras e recolher os brinquedos. “Usamos uma música e elas já sabem que é a hora de guardar. É essencial que elas tenham esse conhecimento sobre o que pode ou não ser feito. Quando elas entendem a ordem, ficam mais tranquilas e seguras.”

A inocência é também a capacidade de fantasiar, como frisa o escritor, jornalista e músico Tino Freitas. Há oito anos à frente do projeto Roedores de Livros, ele já rodou escolas do DF inteiro como contador de histórias. “A criatividade é um exercício que deve ser feito constantemente quando criança, porque, à medida que crescemos, perdemos isso”, justifica. Para estimular essa capacidade, Tino lança mão de músicas, onomatopeias e livros sempre lúdicos.
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Tomás (de óculos), 6 anos, para a mãe, Lalisa Froeder: - Ninguém me dá atenção. Você só dá atenção para o Dani e para o João Pedro, mãe. Por isso que, quando eu casar com uma garota, vou ter só dois filhos, um para o pai e outro para a mãe, para nenhum ficar sem atenção! (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

O efeito "escadinha"
No processo de amadurecimento, os pequenos sofrem influência não só dos adultos, mas de outras crianças. Quando se trata só dos colegas de escola, as idades são muito parecidas e o efeito não é tão significativo, mas quando irmãos mais velhos entram em cena, a situação muda. Fica mais difícil controlar a dieta do caçula, quais brinquedos e programas de tevê são apropriados para a faixa etária etc.

Os irmãos João, 8 anos, e Tomás, 6, interagem quase de igual para igual. Estão na fase de implicar um com o outro, mas estão sempre juntos. O caçula do trio é o Daniel, de 3 anos. Questionado sobre o que ensina para os mais novos, João fala em videogame e xadrez. Ele também se lembra de ter ensinado uns palavrões, ao que Daniel, timidamente, exemplifica: “Merda”.

O caçula é danado. A mãe Lalisa Froeder, 36, servidora pública, conta que há alguns dias, João Pedro e Tomás discutiam sobre o que assistir e Daniel interrompeu: Boneco assassino 2. O pequeno não conhece o filme e não sabe do que se trata. A mãe também não permitiria que nenhum deles assistisse a tal filme, mas, em algum momento, ouviu os irmãos falarem a respeito, gravou e repetiu.

Tomás, o irmão do meio, divide interesse tanto com o irmão mais velho quanto com o irmão mais novo, mas João, o mais velho, embora seja ainda uma criança, já classifica certas brincadeiras e desenhos como “de bebê”. Por causa disso, Tomás tenta disfarçar algumas preferências, afinal, não quer ser comparado ao caçula da família. A diferença de um ano e 10 meses entre os dois faz com que João reprima o do meio em relação a certas atitudes e reclama quando o garoto faz piadas e interrompe a mãe: “Para de fazer gracinha para aparecer”. Tomás cai na gargalhada, mas absorve tudo que o irmão diz e aprende com ele.

Um filho, um livro e uma árvore

O clichê diz que essas três coisas tornam a vida plena. Em alguns casos, uma coisa leva a outra. Às vezes, o universo das crianças surpreende tanto os pais que os leva a escrever um livro. Foi assim com o músico e poeta Arnaldo Antunes, que reuniu em um volume frases do filho Tomé, à época com 3 anos. O artista conta que já usou frases e construções gramaticais dos filhos em músicas, como Beija eu. Um adulto diria “me beija”.

A escritora Cris Guerra começou com um blog. No começo, ela escrevia histórias sobre o pai de Francisco, que morreu enquanto ela estava grávida. Era uma forma de, à medida que Francisco crescesse, fosse conhecendo o pai por meio do blog. Até que o garoto começou a ter uma personalidade e um senso de humor muito parecido com o do pai. Assim, ela passou a incluir frases do menino no site. Tudo isso acabou virando um livro. Quando pode, ela ainda acrescenta alguma coisa no blog, mas com Francisco um pouco maior, com 7 anos, já não se sente no direito de expor as coisas que ele diz.

Ela percebe que a convivência com muitos adultos — por ser filho único — e o cuidado que ela sempre teve com as palavras — por ser escritora — fez com que o menino tivesse um vocabulário muito bom desde pequeno e isso sempre foi motivo de surpresa para todos. “Bem novinho, ele já dizia ‘literalmente’”, exemplifica. Segundo ela, dá pra ver o orgulho que ele sente de falar assim.

“O lobo é malvado porque ele não tem amigos.”
“O caracol carrega a casinha dele com ele.”
“Noite é um dia que é muito escuro.”

Fonte: Frases do Tomé aos 3 anos, 82 páginas, editora Alegoria
Conversa entre Theo (à esquerda) e a mãe, Adriana Nascimento, durante a Copa do Mundo: - Filho, é aqui que o presidente do Brasil trabalha. - Quem, mãe? O Felipão?

Coleção de pérolas
Quem convive com pequenos, sabe: eles rendem muitas risadas. Tem gente que coleciona objetos, fotos. Outros colecionam memórias. Como a cabeça falha de vez em quando, pode ser bom guardá-las por escrito. Lalisa Froeder, por exemplo, começou escrevendo em uma rede social algumas das coisas engraçadas que João, Tomás e Daniel falavam e faziam. “Como a família mora longe, era uma forma de acompanharem o crescimento deles”, conta.

As pérolas dos meninos fizeram mais sucesso do que ela imaginava. Resolveu, então, criar um blog. Assim, surgiu o Conversinha Miúda. Nele, ela descreve cada um dos filhos e afirma: “Quando não estão me fazendo arrancar os cabelos, me divertem com suas tiradas engraçadas”. Muitas das frases são pescadas de conversas entre as crianças, mas ela conta que os momentos dentro do carro sempre são frutíferos.

Quem também guarda por escrito as sacadas dos filhos é Adriana Pereira Nascimento, 38 anos, servidora pública. Ela é mãe de Theo, 5, e Luca, 3. Adriana os define como tímidos, mas é fácil conversar com eles mostrando interesse pelos brinquedos que têm. Sabem os nomes de todos. “Se eu falo algum nome errado, me corrigem, me ensinam”, conta. Ela se impressiona com a atenção que eles têm. “Eu já assisti a Meu malvado favorito várias vezes, mas nem percebi que os minions comem banana. Fiz festa de aniversário com esse tema para o Theo outro dia e eles me ensinaram.”

Ela tem um arquivo no computador com as frases mais engraçadas dos dois. Segundo ela, eles prestam atenção em tudo, repetem e até interrompem as conversas dos pais de vez em quando.

Theo já sabe o que é certo e o que é errado e sempre tenta convencer a mãe de que é um bom menino. Uma tarefa de casa pedia que ele descrevesse a rotina dele. A mãe explicou o que significava a palavra e toda hora ele insistia em escrever que, em vários momentos do dia, ele e o irmão ficavam “quietos e comportados”. Theo também já tem a esperteza de usar isso como argumento para conseguir coisas, como quando pediu à mãe para ser levado ao shopping: “Leva seus filhos, que são tão bonzinhos e comportados”. Ele também tenta disfarçar algumas intenções, quando, por exemplo, diz que quer “só passear rapidinho na loja de brinquedos”. Adriana acha graça, mas fica atenta para não ser “enrolada” pela duplinha.
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Raquel Pinheiro e os filhos, Eduardo Antônio e Amanda Karine (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Fome de informação
Na família de Eduardo Antônio, 8 anos, ele é o único que gosta de futebol. “Só por causa dele, eu sei o nome de vários jogadores”, conta a mãe, a empresária Raquel Pinheiro. Durante a Copa do Mundo, quando todos só falavam em futebol, o filho foi essencial para explicar certas coisas do esporte e manter a mãe bem informada sobre o campeonato. Eduardo confessa que o esporte mexe com o humor dele: “Às vezes, me deixa feliz, às vezes, irritado”.

O menino se interessou também por política. “Ele assistia aos debates, à propaganda eleitoral e me contava depois. Eu não gosto muito de assistir essas coisas e ainda me falta tempo”, revela a mãe. O garoto conta que achava alguns candidatos engraçados e considerava algumas brigas nos debates divertidas. “Achei o Reguffe muito metido de não aparecer no debate, só porque já ia ganhar”, opina.

A irmã, Amanda Karine, 5 anos, apesar de ainda brincar de bonecas e ter um lado bem infantil, conversa como gente grande. “Eu ensinei que quando alguém faz ou fala algo ruim pra gente, temos que conversar e pedir para que peça desculpas. Ela aprendeu e faz isso até comigo”, relata Raquel. Outra coisa que impressiona a mãe é a vaidade da filha. “Hoje em dia, eu não consigo comprar uma roupa pra ela que seja do meu gosto. Ela já tem o estilo dela bem definido”, conta.

Quem também aprende muito sobre futebol com as crianças é Juliana Negromonte. Além de apaixonados pelo esporte, ela conta que os filhos Gustavo, 3, e Matheus, 5, têm uma memória muito boa. Sabem o nome de todos o jogadores. O caçula diz que quer ser o goleiro Neuer. Outro dia, passava um jogo na tevê e Matheus gritou: “Olha o goleiro dos Estados Unidos”. O garoto o reconheceu mesmo sem uniforme do time. A mãe perguntou como ele sabia e ele respondeu: “Eu vi o jogo entre Argélia e Estados Unidos e foi 3 x 1”. O pai foi conferir se o menino estava certo sobre o resultado da partida e estava. O conhecimento do menino sobre futebol, a mãe tem certeza, já ultrapassou o do pai.

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Juliana Negromonte e os filhos, Gustavo e Matheus (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
A pequena Laura, 5 anos, é muito curiosa e acaba ensinando coisas à mãe, Laudiene Oliveira, 46, professora. Assim que ganhou um peixe-beta, correu para a internet para pesquisar sobre ele e contou a todo mundo o que descobriu: “Não pode colocar dois machos juntos, nem um macho e uma fêmea, senão eles brigam até a morte. Dá pra saber qual é o macho porque ele tem a cauda maior”. Ela gosta de livros, aprendeu a ler e a escrever antes dos coleguinhas e, quando o assunto é computador, nem tem muita paciência com a mãe. “Outro dia, eu queria maximizar a tela e não conseguia. Ela apareceu e fez em um segundo”, admite Laudiene.

Há algumas semanas, a coordenação da escola de Laura decidiu cancelar o dia do brinquedo. Laura estava prestes a ganhar um brinquedo que queria muito levar para a escola. Por iniciativa própria, escreveu um bilhete para a coordenadora: “Lúcia, eu gostaria que você visse a possibilidade de fazer um dia de brinquedo”. Todos na escola acharam graça da forma como ela quis resolver o problema e, principalmente, da forma como escreveu. Acabaram revendo a decisão.

Processo de crescimento das crianças
Para Áderson Costa, professor do departamento de psicologia clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), há três elementos fundamentais:

Os pais são os cuidadores primários. Devem sempre observar as fraquezas e dificuldades dos seus filhos. Para isso, eles precisam estar presentes. Somente sendo um bom observador é que eles poderão cuidar.
A escola é o agente socializador no processo de desenvolvimento. O papel dela é mostrar à criança que a vida pode ser organizada.
A sociedade é quem dá o feedback, confirmando ou não a eficiência dos pais e da escola. Tanto que há casos em que os pais mudam o filho de escola quando percebem que eles não estão sendo educados de forma a garantir a sociabilidade desejada.

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Laura, 6 anos, pergunta à mãe, Laudiene: - Mãe, o papai abre a porta pra você?" - Abre, filha. - E ele te manda flores? - Manda, filha. - Então, pode ter certeza que ele te ama.Questionada sobre como ela sabe disso, ela diz: "É que o professor Girafales sempre faz isso para a Dona Florinda". (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
As definições delas
Em 1998, o escritor e pediatra Pedro Bloch compilou pérolas ditas por sabichões de 3 a 11 anos e lançou o livro Dicionário de humor infantil. Confira algumas das definições dadas pelos pequenos.

Abolição: uma coisa assinada pela escrava Isaura.
Abstrato: sim, eu sei o que é abstrato. Esta sopa, por exemplo, leva abstrato de tomate.
Adulto: é uma pessoa que sabe tudo, mas quando não sabe diz logo: “veja na enciclopédia”.
Alegria: é um palhaçinho no coração da gente.
Amar: é pensar no outro, mesmo quando a gente nem tá pensando.
Bebê: é uma coisa que ainda tem a cabeça verde. Não funciona como a gente.
Bobo: é uma pessoa cheia de coisas vazias.
Boca: é a garagem da língua.
Coração: a professora diz que “não ter bom coração” é ser mau. E “não ter fígado”, o que é?
Criança: ser criança é não estragar a vida.

No YouTube
Muitos vídeos de “humor infantil” fazem sucesso na web. Confira:

  • Mãe pode ir à missa, não à night
Por mais de três minutos, a criança de 4 anos argumenta com a mãe. A pequena pretende proibir a mãe de frequentar festas e de namorar. “Ô, mãe, não tem que ir pra night. Lá não é seu trabalho”, ela diz. https://www.youtube.com/watch?v=8aYtc4Cf3fU

  • Maquiagem de M&M's

Emma, 6 anos, queria usar maquiagem, mas a mãe não deixava. Ela, então, desenvolveu uma técnica para pintar o rosto: pegava confeitos de chocolate coloridos, lambia, passava no rosto e depois os comia — maquiagem sustentável. Com isso, ela fazia sombra, blush e batom. https://www.youtube.com/watch?v=MWzJl56tlEA

  • Menino não quer comer animais

Com 5 anos, o garoto fica intrigado com o polvo que a mãe lhe serve e pergunta se ele é de verdade. Quando percebe que animais são mortos para que as pessoas os comam, não entende direito e não para de perguntar: “Por quê? Temos que cuidar dos animais, não comer”. https://www.youtube.com/watch?v=NX4O6smZrLE

  • Luto pela formiga

Menino de 3 anos cai aos prantos porque o irmão gêmeo matou a formiga. Ele chora e grita: “Que dó, que dó, que dó”.https://www.youtube.com/watch?v=Nq0GP4yQup4

  • Cansei de ser branco

Com 5 anos, Rafael se suja todo de lama porque quer ser negro. O pai incentiva: “E a barriga?”. Rafael responde que também vai pintar: “Eu tô cansado de ser branco”. De repente, a mãe chega e briga. https://www.youtube.com/watch?v=g49-riffSFQ